Baixada Fluminense lidera redução de mortes violentas no estado, aponta ISP-RJ
Larissa Martins
Dados do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ), divulgados nessa terça-feira (19), mostram a comparação dos indicadores de criminalidade em Petrópolis entre 2025 e 2026. Entre os principais aumentos estão os casos de ameaça, estelionato e apreensão de drogas, enquanto houve queda nas ocorrências de furto e lesão corporal.
O indicador revela que os golpes alcançaram as 1,2 mil denúncias nas delegacias do município, de janeiro a abril, enquanto no mesmo período do ano passado foram 796 casos, subindo 54%.
Em seguida está o crime de ameaça, que cresceu 19%, saindo de 523 em 2025 para 624 em 2026. As ocorrências classificadas como “tráfico de drogas” também cresceram (7%) de 189 para 203 no mesmo período.
Na produtividade policial, a apreensão de drogas subiu 15%, saindo de 300 para 344. O auto de prisão em flagrante não apresentou diferença significativa, subindo apenas 1% (de 420 para 426).
Enquanto isso, o cumprimento de mandado de prisão reduziu -10%, caindo de 115 para 103, seguido pelos furtos (-7%, de 530 para 491) e pela lesão corporal dolosa (-6%, de 445 para 417).
Menor patamar de letalidade violenta
O Estado do Rio de Janeiro registrou, no mesmo período de janeiro a abril, o menor número de mortes violentas desde 1991. Houve queda de 10,8% na letalidade violenta em comparação com o mesmo período de 2025, totalizando 1.242 mortes nos quatro primeiros meses do ano. Na comparação mensal, a redução foi de 12,7%. Esse foi o menor número de vítimas para o acumulado e para o mês da série histórica, iniciada em 1991.
Ao analisar o comportamento da letalidade violenta por região, a Baixada Fluminense (RISP 3) apresentou a maior diminuição no número total de vítimas - foram 278 mortes no primeiro quadrimestre de 2026, ou 30,5% de queda em relação ao mesmo período do ano anterior, que registrou 400 mortes. Em contrapartida, o Norte e Noroeste Fluminense registraram o maior aumento no estado - 126 vítimas neste ano, contra 114 em 2025, representando um aumento de 10,5%.
Ainda nos crimes contra a vida, as mortes por intervenção de agente do Estado caíram 18%, seguido pelos homicídios dolosos, com 8,2% de diminuição. Os feminicídios registraram 27 vítimas nos quatro meses de 2026, resultado que representa uma queda de nove vítimas, quando comparado com o mesmo período do ano anterior.
Já nos crimes contra o patrimônio, os roubos de rua reduziram 20,4%. Foram 16.849 registros entre janeiro e abril de 2026, 4.325 a menos que em 2025. Esse é o menor acumulado para o período dos últimos 21 anos. Por outro lado, os roubos de veículos e de carga apresentaram aumentos expressivos no período. Ao olhar para os roubos de veículos, é possível observar um aumento de 26,5% no ano e de 61,4% em abril.
Analisando por região, o maior aumento de roubos de veículos do ano aconteceu na área de Madureira, Campinho, Coelho Neto e região (AISP 9), passando de 694 casos no ano passado para 1.033 neste ano. Já a AISP 39 (Belford Roxo) registrou a maior redução de roubos, saindo de 390 roubos para 265.
Ainda nos crimes contra o patrimônio, os roubos de carga subiram 32,1%, com 1.378 casos de janeiro a abril deste ano, contra 1.043 no mesmo período de 2025.
Na análise por região, a área de Brás de Pina, Olaria, Cordovil e região (AISP 16) concentrou o maior aumento desse crime, com 225 registros de roubos de carga. Belford Roxo (AISP 39) novamente registrou a maior redução, com 24 casos este ano contra 54 no mesmo período do ano anterior.
Durante o primeiro quadrimestre, as forças de segurança apresentaram resultados positivos em todos os indicadores relacionados à produtividade policial. Foram apreendidas 2.244 armas, sendo 309 fuzis - ou um fuzil retirado das mãos dos criminosos a cada 9 horas, o que representa uma alta de 18,4% nas apreensões de armas de longo alcance.
Além disso, 7.314 veículos foram recuperados, um aumento de 17,2% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto os registros de apreensão de drogas chegaram a 9.170, alta de 11,3%. No mesmo período, foram cumpridos 4.237 mandados de prisão e realizadas 15.129 prisões em flagrante, uma média de 126 prisões por dia.
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