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  Geral

Ansiedade e depressão pandemia aumenta busca por ajuda

Roberta Müller – especial para o Diário

 

Uma recente pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que o Brasil lidera uma lista de 11 países com mais casos de ansiedade e depressão durante a pandemia do coronavírus. O que reascende um alerta para o assunto que vem sendo discutido desde o início da pandemia a saúde mental. Em Petrópolis, psicólogos e terapeutas confirmam esse cenário observando o aumento de pessoas em busca de ajuda para aliviar a sensação de impotência e do medo de enfrentar a covid-19.

Apesar de não haver no município uma estatística recente sobre o aumento de casos, nos consultórios os profissionais afirmam que tem sido nítido o crescimento do número de pacientes que apresentam sintomas de ansiedade e depressão. Psicóloga há mais de 30 anos em Petrópolis, Maria Zenith Carvalho explica que houve uma busca em seu consultório por pessoas que estavam se sentindo ansiosas, deprimidas devido ao vírus, tanto no ano passado, quanto neste ano.

“A covid-19 acarretou uma sensação muito grande de impotência e medo para enfrentar sozinho o isolamento social, o luto, o medo da doença e da internação. Além da perda financeira. E a mudança de comportamento diante do inimigo invisível”, explica a psicóloga, lembrando perceber que hoje o preconceito e a dificuldade de buscar a psicoterapia vem diminuindo. “E a possibilidade da terapia online, que passou a ser uma modalidade utilizada pelos psicólogos diariamente na pandemia, aumentou e facilitou o acesso de adolescentes e adultos à psicoterapia”, afirma.

               Além da psicoterapia, há quem procure também outras formas de ajuda. Thais Alves, que trabalha com Thetahealing em Petrópolis, uma técnica de cura energética, diz que é comum atender clientes com sintomas de ansiedade, e relatando noites sem dormir e pensamentos bagunçados, vindos de uma rotina intensa de pensar no amanhã, no próximo mês, no ano que vem.

“Alguns deles já conviviam com ela (a ansiedade) há algum tempo, outros a conheceram quando a pandemia chegou. Tudo mudou, incertezas vieram, o convívio ficou restrito e o vazio deu espaço para que a ansiedade ou até mesmo o pânico se instalassem”, explica ela, lembrando que os problemas do dia a dia – incluindo agora a pandemia – despertam dentro de cada pessoa algo que foi guardado e muitas vezes esquecido dentro do subconsciente.

“Esses gatilhos mentais geram a ansiedade como forma de mostrar através dos sinais físicos que algo não está bem”, diz.

 

Fique atento aos sintomas

Segundo a psicóloga Maria Zenith, podem ser sintomas de ansiedade e depressão “insônia, medo da morte, medo de contato com pessoas, medo em sair de casa. Além de sintomas físicos, como taquicardia, sudorese. E também tremores, dores de cabeça, inquietação, tristeza, dores de barriga, sentimento de incapacidade, frustração, episódios de choro fácil, aumento no uso de álcool e outras drogas”, explica, lembrando que existem também outros sintomas. “E todos devem ser avaliados para saber se são sintomas emocionais”.

Para a profissional, atividade física regular e a psicoterapia podem melhorar a qualidade de vida das pessoas neste momento de pandemia.

Já Thais lembra que a meditação, aliada com uma técnica que traga autoconhecimento, também é de grande valor para aliviar os sintomas de ansiedade.

“O autoconhecimento é capaz de te fazer focar no presente, no hoje, no agora. Se eu me conheço, eu não permito que a ansiedade se instale, em alguns momentos ela pode até chegar, mas sei como fazer para que ela parta. Já a meditação traz tranquilidade e clareza mental, meditar é acalmar a mente. E embora isso pareça desafiador para alguns, eu garanto que é possível. Ao contrário do que muitos pensam, meditar não é não pensar em nada, mas sim controlar e focar nossos pensamentos”, frisa

Atualmente, estão disponíveis, por exemplo, diversos aplicativos gratuitos com meditações guiadas que são rápidas e intensas, promovendo bem estar e tranquilidade.

“O mais importante é não deixar de procurar ajuda ao sentir que algo não está bem, não se permita acreditar que pensamentos desorganizados, ruins e noites de sono em claro são coisas normais. Procure um profissional, uma técnica, algo que você confie e te faça bem. Muitas pessoas têm preconceito com profissionais que cuidam da saúde mental, se informe, tire suas conclusões e entenda que cuidar do emocional também é cuidar da saúde”, destaca Thais, que também dá outras dicas pela internet, através do site httpsthaisalvesterapeuta.com.br.

Pesquisa mostra que Brasil lidera casos de ansiedade e depressão

O estudo da USP mostrou que o país lidera os casos de depressão (59%) e ansiedade (63%) durante a pandemia do novo coronavírus em onze países. Segundo a pesquisa, em segundo lugar está a Irlanda com 61% das pessoas com ansiedade e 57% com depressão, e os Estados Unidos, com 60% e 55%, respectivamente.



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