Agora, maiores de 18 anos podem utilizar o imunizante e prevenir a Doença do Trato Respiratório Inferior (DTRI)
Vitor Cesar estagiário
Nessa segunda-feira (13), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do uso da vacina imunizante de bronquiolite para adultos acima de 18 anos. O fármaco chamado de Arexvy e produzido pela Glaxosmithkline Brasil Ltda, é indicado para prevenção da DRTI, causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
A vacina, liberada no Brasil desde 2023, foi o primeiro imunizante para a doença no país, somente com a prescrição para pessoas com 60 anos ou mais. A tecnologia para a vacina é de uma proteína recombinante. “Essa tecnologia utilizada na vacina consiste na utilização de partículas do agente infeccioso, ou seja, partículas, proteínas do vírus e não o vírus inteiro em si. Então essas partículas são injetadas e estimulam o nosso sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus original, demonstrando assim eficácia e segurança”, disse o Dr. Luis Arnaldo Magdalena, infectologista e professor da UNIFASE/FMP.
O médico ressalta também as principais mudanças dessa ampliação. “Sem dúvida, vai reduzir a circulação desse vírus em nosso meio, assim como vai reduzir o impacto nessas infecções como descompensação das doenças de base desse novo público, ou seja, cardiopatas, nefropatas, hepatopatas e pessoas com o sistema imunológico comprometido”.
Números
De acordo com o Ministério da Saúde, no primeiro trimestre deste ano, 18% dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) com identificação viral confirmada foram causados pelo vírus sincicial respiratório Neste segundo trimestre, a expectativa do MS é de aumento.
Ainda segundo os dados do Ministério, houve 1.651 casos graves de infecção por VSR registrados de janeiro a março, 1.342 foram em menores de dois anos.
Em Petrópolis, foram registradas 194 notificações por SRAG, até a última quinta-feira (9). O levantamento foi feito baseado no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP/Gripe). Das ocorrências, 104 não tiveram o tipo de vírus especificado, enquanto 35 foram classificados como “outros vírus”, 21 como “ignorado”, 19 por influenza e 15 por Covid-19. Em relação aos óbitos, foram confirmados seis este ano, sendo um por influenza e cinco não especificado.
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