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  Educação

Ao mestre, com carinho:

Uma data especial para quem dedica a vida a ensinar

Natália Rodrigues – Fotos - Arquivo

Responsáveis por formar e educar as gerações, os professores têm no mês de outubro uma data especialmente para eles, já que são pessoas dedicadas ao trabalho e ao aprendizado dos alunos. Não é difícil encontrar quem se lembra da primeira professora ou professor, ou então aquele que marcou um momento decisivo na vida. Há ainda aqueles que faziam sucesso entre os jovens estudantes e que, de alguma forma, permaneceram na lembrança, com carinho. Todos os mestres merecem respeito, sem exceção.

Ao iniciar os estudos, ainda no jardim ou pré-primário, os estudantes são acostumados a chamá-los de tio ou tia e é assim que Fátima Ribeiro da Silva Dias, a Tia Kika, é conhecida. Ela foi professora no início da carreia de educação moral e cívica e, posteriormente, de história e geografia. Ela afirma que a educação é muito mais do que conteúdo, é uma relação de troca entre o professor e aluno.

- Escolhi ser professora por gostar de sentir a transformação do ser humano. Vivenciar o crescimento. Ser professor é vivenciar uma das formas mais genuínas de amor. Estamos sempre aprendendo – disse.

Kika, que trabalhou por 36 anos na área, relata que as mudanças no comportamento dos alunos ao longo dos tempos foram surgindo como reflexo da sociedade. Ainda revelou que a invasão tecnológica oferece a informação, mas o papel do professor em sala de aula é orientar em como transformar isso em conhecimento.

-Hoje é possível encontrar famílias que transferiram para a escola e para o professor a função e a obrigação de educar seus filhos, sendo assim perdemos o foco de trabalho. Nunca pensei que me aposentaria, adorava estar na sala de aula, era o meu palco, mas a falta de valorização me fez tomar essa decisão. Mas agradeço o quanto aprendi e vivenciei – contou.

A professora acredita na frase que para ela pautou sua vida profissional: “Não há educação sem amor”, do escritor Paulo Freire.

- A educação é o ponto básico para estruturar toda a sociedade. Encontramos em nosso cotidiano falta de interesse dos alunos pelo conteúdo, desrespeito, bulling, violência e desvalorização do professor. Para conseguirmos uma educação de qualidade é preciso unir família e escola para um grande debate sobre a importância e a beleza de "ser" professor.

Tia Kika lecionou em diversas instituições de ensino como Escola das Comunidades Santo Antônio, Colégio Ipiranga, Instituto Social São José, CEDI, Liceu Municipal Prefeito Cordolino Ambrósio, Escola Especial Santos Dumont e Colégio Bom Jesus Canarinhos e, foi durante suas aulas, que inspirou a ex-aluna e hoje professora Fernanda Rezende Machado.

- Eu já ensinava as bonecas, minhas brincadeiras sempre eram essas. Nas aulas da tia Kika, eu a ajudava quando era adolescente. Ela foi a minha inspiração para estar onde estou. No ensino médio me apaixonei pela língua portuguesa e resolvi cursar a faculdade de letras – disse.

Fernanda contou que se sente realizada na profissão que exerce há 15 anos. Atualmente, trabalha nos colégios Santa Isabel e Bom Jesus Canarinhos ensinando as matérias de português e produção de texto aos alunos do 6°ano ao 2° ano do ensino médio. Ela inclusive motivou a aluna Layla Oliveira, de 15 anos, a publicar seu livro ‘Princesa Proibida’.

- Amo a profissão, não me imagino fora da sala de aula. Fiquei super orgulhosa pela Layla. Meu lema é cativar, motivar e ensinar respectivamente. E vi que deu certo, senti que não só ensinei, mas motivei também. O bom aluno supera o mestre – disse.

Outro exemplo de dedicação total aos alunos é Vera Lúcia Vivarini, que desde menina sabia o que queria ser quando crescesse.

- Escolhi esta profissão por gostar de ensinar. Quando criança gostava de brincar de escolinha e passar para os meus coleguinhas o que eu aprendia com meus professores, depois virou esta linda missão – contou.

Vera que está aposentada há oito anos diz que fica feliz ao saber que os seus ex-alunos estão estudando, trabalhando e outros já formaram famílias.

- Quando estou em algum estabelecimento comercial e um jovem vem me atender e diz que foi um estudante que passou por mim, fico feliz por me reconhecer e por saber que está trabalhando – disse.

A professora, assim como os demais, está preocupada com o futuro da profissão, principalmente com o aumento da violência dentro das escolas.

 

- Ainda acredito na educação, porém percebo a luta dos professores de tentar lecionar numa época em que as redes sociais imperam, assim como a violência dentro e fora da escola e os professores são cada vez mais desvalorizados. Décadas passadas nós tínhamos quatro meses de férias e o ensino tinha qualidade. Torço que a perseverança e a fé sejam fortes, apesar de tudo, tenho esperança em dias melhores



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