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Após 12 anos, justiça condena motorista por morte de jovem petropolitana em acidente na Linha Vermelha

Leonardo Ceschini de Rezende foi sentenciado a 26 anos de prisão

Foto: Arquivo
Foto: Arquivo

Larissa Martins

Por maioria de voto, o Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou Leonardo Ceschini de Rezende a 26 anos de prisão pela morte da estudante petropolitana Gabriela Alves Torres, de 20 anos na época, durante um acidente ocorrido em 27 de outubro de 2013, na Linha Vermelha, no Rio de Janeiro. O condenado respondia por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e embriaguez ao volante.

Em sessão realizada na última quinta-feira (13), a família da vítima finalmente ouviu as palavras que tanto esperou e lutou por longos 12 anos. Durante todo o período, os entes queridos de Gabriela permaneceram cobrando responsabilização e evitando que o caso fosse esquecido pela justiça.

O julgamento durou quase 9 horas passando por oitiva de testemunhas, interrogatório do réu e debates até chegar à sentença. Após a decisão, a defesa do condenado disse que vai apelar para que a sentença seja revista.

Nas redes sociais, o irmão de “Gabi” (como era chamada pelos íntimos), Felipe Torres, publicou que: “Não é apenas uma sentença. É um reconhecimento claro e firme do que ele fez. É uma afirmação moral de que a vida da Gabi importou, de que a violência cometida contra ela não seria empurrada para o esquecimento, de que o custo dessa covardia e dessa irresponsabilidade teria consequências reais (). A Gabi continua viva em tudo que deixou. No sorriso que até hoje ilumina a memória, na leveza que era só dela, na maneira como tocou cada pessoa à sua volta, na falta profunda que sentimos todos os dias”.

O acidente

O caso ocorreu na madrugada de um domingo, por volta de 4h, no trecho que dá acesso à Ponte Rio-Niterói, uma das principais vias do Rio de Janeiro. O Peugeot 206 conduzido por Leonardo saiu do controle e capotou. Gabriela estava no banco de trás e  não resistiu aos ferimentos vindo a óbito, e Natália Bressan Candu, que estava no banco do carona ficou internada no Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro. Já Leonardo teve ferimentos leves e recebeu alta no dia seguinte. Segundo informações de amigos, eles tinham ido assistir uma apresentação de uma escola de samba.

De acordo com a Polícia Civil, no período, o inquérito para apurar o caso foi conduzido pela 17ª Delegacia de Polícia de São Cristóvão. O corpo de Gabriela foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio e sepultado no Cemitério Municipal de Petrópolis no dia seguinte (27 de outubro de 2013). Marcado por muita emoção, amigos e familiares estiveram presente prestando as últimas homenagens a jovem, que era estudante de direito.

O Diário tentou contato com a família, mas não foi possível retorno até o fechamento da edição.

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