Darques Júnior Especial para o Diário
Após o fim da pandemia, declarada pelo Governo Federal em abril de 2022, o estado do Rio de Janeiro registrou 3.000.224 casos confirmados da covid-19, além de 78.473 óbitos confirmados pelo Painel Geral do Coronavírus, até setembro de 2025.
Em Petrópolis, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, em 2025, 296 casos positivos de covid-19 e foram aplicadas 17.180 doses da vacina que previne a doença. A Secretaria de Saúde ainda reforçou a importância da vacinação, que é a forma mais eficaz de prevenir casos graves da doença, além de manter os hábitos de higiene, como lavar sempre as mãos e utilizar álcool em gel também é importante para evitar o contágio.
Em nota, a Secretaria ainda recomendou que, em casos confirmados da doença ou sintomas respiratórios, a recomendação é utilizar máscara para evitar a disseminação. Além disso, todas as unidades de saúde possuem testes para a população que estiver com sintomas e quiser confirmar se é covid-19.
A Secretaria de Estado de Saúde informou que, em 2025, foram registrados 18.028 casos confirmados covid-19 com início de sintoma no ano epidemiológico, em todo o estado. Houve 1.067 internações e 176 óbitos de pessoas com síndrome respiratória grave (Srag) por covid-19, considerando o ano epidemiológico de sintoma. A Secretaria ainda comunicou que, em 2024, foram registrados 61.791 casos da doença. Houve 2.250 internações e 405 óbitos de pessoas com síndrome respiratória grave (Srag) por covid-19.
Segundo informações do Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, a covid-19 é uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV2, potencialmente grave sendo de ampla transmissão. O SARS-CoV2 pode ser transmitido via gotículas liberadas ao tossir, espirrar ou falar, podendo atingir qualquer pessoas a menos de um metro de distância, contato direto ao tocar em uma pessoa contaminada e levar às mãos ao rosto e aerossóis, sendo partículas menores e mais leves que podem alcançar distâncias maiores que um metro e podem ficar por horas em ambientes fechados e mal ventilados.
O infectologista e professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP), Luís Magdalena comentou que, após todos esses anos, o vírus ainda persiste em circulação. Por conta disso, a covid-19 ainda está presente, embora com uma incidência menor, especialmente de casos graves. “A imunização é fundamental, e ao apresentar quaisquer sintomas respiratórios, é importante evitar aglomerações para prevenir a disseminação, não apenas do vírus SARS-CoV-2, responsável pela covid-19, mas também de outros vírus respiratórios, como o da influenza, causador da gripe”, comentou.
O infectologista relembrou que no início da pandemia, a maioria dos países não estavam preparados para atender à demanda de pacientes graves com covid-19. Ele comentou que a necessidade de suporte intensivo, como unidades de terapia intensiva, intubação e ventilação mecânica, superou a capacidade dos sistemas de saúde. “Essa falta de recursos, em grande medida, contribuiu para o elevado número de óbitos observados no início da crise sanitária”, disse ao ser questionado sobre os dados do Governo Federal.
O médico ainda ressalta que, com o advento das vacinas, a trajetória da doença passou por uma transformação. O infectologista observou que houve um impacto considerável na diminuição de casos graves, aqueles que demandavam hospitalização, suporte de oxigênio e cuidados em unidades de terapia intensiva. “Consequentemente, houve uma redução expressiva no número de óbitos, ou seja, na mortalidade relacionada à infecção”.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de contaminação pelo coronavírus após a vacinação, o especialista menciona que mesmo indivíduos imunizados podem contrair covid-19, porém, a manifestação da doença tende a ser menos severa. “Consequentemente, a ocorrência de complicações como insuficiência respiratória aguda, necessidade de oxigenoterapia ou internação hospitalar é menos provável”, relatou.
Sobre as medidas preventivas para evitar a infecção, Luís Magdalena falou que permanecem as mesmas. “Indivíduos com sintomas de síndrome gripal devem utilizar máscara por, no mínimo, cinco dias, e evitar aglomerações”, além de ressaltar que é fundamental a higiene das mãos, especialmente após contato com locais públicos, antes de manipular ou consumir alimentos. “Para os profissionais de saúde que prestam atendimento a pessoas com infecções respiratórias, o uso de máscara continua sendo a principal forma de prevenção” finalizou.
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