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Arquivos históricos de Petrópolis oferecem uma viagem no tempo

Divulgação do conjunto de imagens preservadas pelo Arquivo Histórico do Museu Imperial foi feita ao longo de março

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Larissa Martins

Em celebração aos 183 anos de Petrópolis, aos 83 anos da inauguração do Museu Imperial e a assinatura de seu decreto de criação, a instituição divulgou nas redes sociais, ao longo de março, imagens de seu acervo.

Segundo a instituição, registros históricos como estes ajudam a compreender os primeiros momentos da cidade, que viria a se consolidar como destino de visitantes e como espaço de memória da história brasileira.

Estação de Petrópolis

Um dos primeiros arquivos divulgados mostra parte da estação de Petrópolis onde, atualmente, está localizado o Terminal Rodoviário de Integração Imperatriz Leopoldina, no centro, e trecho da atual rua Doutor Porciúncula, por volta de 1885. Ao fundo, é possível observar a rua do Imperador e algumas residências da cidade.

A imagem integra a Coleção Museu Histórico de Petrópolis e registra um momento do cotidiano urbano da cidade no final do século XIX, quando a estação ferroviária desempenhava papel fundamental na circulação de pessoas e mercadorias, contribuindo para o desenvolvimento de Petrópolis.

Estrada Rio-Petrópolis

Outro registro é o do momento da história das ligações viárias entre o Rio de Janeiro e a região serrana. A estrada Rio-Petrópolis, atual rodovia Washington Luiz, inaugurada em 1928, representou um importante marco para o desenvolvimento do município.

A fotografia foi utilizada como cartão-postal e traz, no verso, legenda elaborada por José Kopke Fróes: "1931 - Estrada Rio-Petrópolis, inaugurada em 1928". O registro integra o conjunto de imagens preservadas pelo Arquivo Histórico do Museu Imperial.

Falecimento de Dom João VI

As publicações relembraram ainda que, em 10 de março de 2026, recordou-se os 200 anos do falecimento de Dom João VI, o único rei de Portugal a ascender ao trono na América portuguesa, sendo aclamado no Rio de Janeiro em 6 de fevereiro de 1818.

Um dos registros mais conhecidos dessa cerimônia é o documento visual produzido por Jean-Baptiste Debret, publicado na obra "Viagem pitoresca e histórica ao Brasil", editada em Paris entre 1834 e 1839. Na litografia, observa-se a varanda projetada por João da Silva Muniz e executada por Joaquim José de Azevedo, Barão do Rio Seco, que se destacou como um ícone da maior celebração já vista no Rio de Janeiro, reunindo grande afluência de público no Largo do Paço, segundo a imagem e relatos de época.

Concebida sob o conceito de arquitetura efêmera, a construção reviveu, nos trópicos, uma tradição iniciada em Portugal com a elaboração de uma congênere, inaugurada em 13 de maio de 1777 para a cerimônia da Aclamação de D. Maria I, rainha e mãe de D. João, projeto de autoria de Mateus Vicente de Oliveira.

Avô de Dom Pedro II, segundo imperador do Brasil, Dom João VI teve papel decisivo na história luso-brasileira, especialmente após a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, episódio que transformou profundamente a vida política, econômica e cultural do país.

Criação de Petrópolis e do Museu

No dia 16 de março de 1843, D. Pedro II, encantado pela paisagem e pelo clima ameno da Região Serrana, assinava o decreto que criava Petrópolis. O local, antes conhecido como Fazenda do Córrego Seco, havia sido descoberto por Dom Pedro I em uma de suas viagens a Minas Gerais.

Exatamente cem anos depois, em 16 de março de 1943, o Museu Imperial era inaugurado no antigo Palácio Imperial, graças aos esforços de Alcindo Sodré e do então presidente Getúlio Vargas.

Em 29 de março de 1940, foi assinado o Decreto-Lei n° 2.096, que criou o Museu Imperial, iniciativa do governo federal voltada à preservação da memória do período imperial brasileiro.

O documento foi assinado pelo então presidente Getúlio Vargas, pelo ministro da Educação e Saúde Gustavo Capanema e pelo ministro da Fazenda Artur de Souza Costa, formalizando o projeto de transformar o antigo Palácio Imperial de Petrópolis em museu.

Atualmente, o Museu Imperial preserva um vasto acervo com cerca de 400 mil itens, incluindo documentos, pinturas, mobiliário e objetos que ajudam a contar a história do Brasil no século XIX e de Petrópolis.

"Cláudio de Souza: A Voz e o Véu"

Além disso, o Museu Imperial disponibilizou, também, na Biblioteca da instituição, a mostra "Cláudio de Souza: A Voz e o Véu". A proposta apresentou um olhar aprofundado sobre a trajetória de Cláudio de Souza (1876-1954), bem como sua relação com a cidade de Petrópolis, que serviu como espaço de observação e reflexão sobre as transformações sociais da Belle Époque brasileira.

Cláudio de Souza foi médico e escritor, em especial da dramaturgia. Fundador da Academia Paulista de Letras, do PEN Clube do Brasil, membro e presidente da Academia Brasileira de Letras.

“Foi com esse acervo do autor que montamos na biblioteca do Museu Imperial a mostra, destacando o aspecto feminino de sua produção intelectual, dentro do mês em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres”, contou o Bibliotecário, Marcio Miquelino, na época.

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