- Mauro Peralta - médico e ex-vereador
Na eleição para governador, tivemos a prova de que a atitude de superioridade exagerada, pela qual o Sr. Eduardo Paes, de sapatos de salto alto, se julgava melhor, mais inteligente e mais capaz que os demais candidatos, desdenhando dos opositores e demonstrando absoluta certeza da vitória em primeiro turno, apenas confirma a velha máxima: humildade e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.
A soberba do então líder das pesquisas precedeu a ruína. A arrogância emburrece e cega as pessoas, conduzindo-as ao fracasso. Se o ex-prefeito do Rio ao menos conhecesse a Bíblia, saberia que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. E a maior ironia é que a terceira derrota do ex-alcaide da capital lhe possibilitará pedir uma música no Fantástico, da Rede Globo. Sugiro que seja “O Político” do inesquecível Dicró.
É bom que aprendamos a não confundir o ego com a virtude, nem nossas opiniões com a verdade. Deveríamos saber que é impossível aprender aquilo que acreditamos já saber. Na verdade, o xingamento e o insulto só nos machucam quando concordamos com eles. Sêneca nos ensina que a arrogância é o caminho daqueles que não possuem força real para se sustentar.
Na eleição presidencial, o Sr. Lula da Silva parece seguir o mesmo caminho. A mentira campeia a tal ponto que, em entrevista à Rede Globo, teve a ousadia de afirmar que, após quatro anos, não sabia que o Bolsa Família não havia sido reajustado.
A alma mais honesta do Brasil parece ter se esquecido do mensalão, do petrolão, do sítio de Atibaia, do triplex, do caso envolvendo a morte de Celso Daniel, do escândalo dos descontos indevidos nos benefícios dos aposentados e pensionistas, da deterioração de estatais antes lucrativas e de outros ilícitos e escândalos associados à sua trajetória política.
Mas, como a arrogância precede a ruína, resta esperar que as urnas deem a resposta, sufragando o número 22. E, como a ignorância o impede de conhecer Epicteto, relembro uma lição que atravessa os séculos: a humildade é uma ponte para a sabedoria e a empatia, lembrando-nos de que somos parte de um todo maior. Ao nos desapegarmos do orgulho, abrimos espaço para evoluir. Afinal, a verdadeira grandeza está na simplicidade.
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