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Atrasos nos pagamentos ainda afetam profissionais do HCC e da Capital Ambiental

Profissionais denunciam sobrecarga e descaso com benefícios

Foto: Arquivo
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Larissa Martins

Já tornaram-se recorrentes os atrasos nos pagamentos dos salários dos profissionais da Saúde que atuam no Hospital Clínico de Corrêas (HCC), dos terceirizados da Educação (contratados pela Capital Ambiental), estagiários e RPAs. Desta vez, os trabalhadores também estão sem o vale-alimentação e o vale- transporte, segundo denúncias recebidas pelo Diário.

A situação se repete mês após mês. Em novembro, os profissionais terceirizados, que atuam nas escolas municipais, realizaram uma manifestação na Câmara Municipal de Petrópolis para cobrar o repasse do poder público para a quitação dos débitos. Mas, a Prefeitura jogou a responsabilidade sobre a Capital Ambiental, que rebateu dizendo que o atraso decorreu de pendências nos repasses financeiros devidos pela Prefeitura de Petrópolis à empresa.

Descaso na saúde

No HCC, a situação é parecida, gerando desânimo a quem só permanece trabalhando por necessidade de levar o sustento às suas famílias. Segundo funcionários do Hospital, que não quiseram se identificar, após dois meses de atraso, os valores referentes ao mês de outubro foram pagos somente na última segunda-feira (8). Agora, aguardam esperançosos pelos repasses de novembro, dezembro e o 13° do piso da enfermagem.

Além disso, os trabalhadores têm reclamado da sobrecarga que é cada um deles ficar responsável por mais pacientes do que deveria, e denunciam a falta de fiscalização por parte de órgãos como o Ministério Público, Secretaria de Saúde e Coren.

O Diário questionou cada um dos órgãos e cobrou um posicionamento sobre quais medidas serão adotadas, para garantir o cumprimento das obrigações trabalhistas e a proteção dos direitos desses profissionais. O Ministério Público Federal (MPF) de Petrópolis disse: “Não localizamos procedimento a respeito em curso no MPF”.

O HCC esclareceu que os atrasos nos pagamentos aos profissionais não têm relação com a gestão interna, mas sim com a falta de repasse dos recursos necessários por parte da Prefeitura desde o início do ano.

“Temos reiterado diversas vezes a necessidade desses repasses para manter o funcionamento adequado do serviço, que é essencial para toda a população. Atualmente, estamos aguardando que a Prefeitura regularize os valores pendentes para que possamos atualizar imediatamente os pagamentos aos colaboradores. Reforçamos que, assim que os repasses forem realizados, a regularização será feita com prioridade. Como medida contínua, mantemos diálogo constante com o poder público, apresentando relatórios e ofícios que comprovam a urgência e a necessidade dos repasses em dia, justamente para evitar que situações como essa se repitam e para garantir que os profissionais recebam dentro do prazo previsto”.

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