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  Habitação

Avançar na política habitacional ainda é um desafio em Petrópolis

Governo do Estado anunciou que vai construir 340 casas para pessoas desabrigadas pela chuva de 2011, mas o déficit de casas é muito mais alto

 
 

Rômulo Barroso - especial para o Diário de Petrópolis

 O anúncio do governo do Estado de que vai construir mais de 1 mil unidades habitacionais na região Serrana para desabrigados pela tragédia de 2011 mostra como o desafio ainda é enorme nessa área. Dez anos depois da chuva que atingiu o Vale do Cuiabá deixando mais de seis mil desalojados e quase 200 desabrigados na época, a questão ainda está longe de ser resolvida. A Secretaria de Infraestrutura e Obras informou que o objetivo é construir 340 casas em Petrópolis, mas não detalhou prazos para a construção dessas habitações.

"Iremos lançar em até dois meses o maior programa habitacional da história do estado do Rio, que consiste na construção de milhares de moradias para a população de baixa renda. Entre as prioridades da iniciativa, está justamente atender as demandas da tragédia da Região Serrana", afirmou o secretário de Infraestrutura e Obras, Max Lemos, que informou que o investimento estadual será de R$ 350 milhões, alcançando também Teresópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto.

Em 2017, o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) elaborado pela prefeitura indicava que déficit habitacional era de 12 mil casas em Petrópolis. Fora isso, 47 mil pessoas viviam nas 234 áreas de riscos alto e muito alto no município. Uma das recomendações do Plano é justamente o reassentamento de famílias e o desenvolvimento de uma política habitacional sólida.

Mas de lá para cá, só houve a entrega de 96 apartamentos no conjunto habitacional da Posse, no fim de 2018, e 776 no Vicenzo Rivetti, no ano passado. E isso depois de muita espera: a construção das casas no quinto distrito começou em 2008; já o empreendimento erguido no Carangola pelo programa Minha Casa Minha Vida foi iniciado em 2013, parou no ano seguinte e ficou sem movimento por três anos e até a entrega das chaves foram mais três.

 

Construção de casas não saiu do papel em diversos terrenos

 A gestão passada da prefeitura chegou a anunciar que seriam construídas mais moradias em terrenos como na Estrada da Saudade, no Caetitu, na Mosela, em Benfica (Itaipava) e no próprio Vale do Cuiabá, passando de 1 mil unidades. Essas casas estavam previstas para serem construídas dentro do programa Minha Casa Minha Vida, mas nunca tiveram prosseguimento pelo governo federal, que preferiu reformular o programa e criar o “Casa Verde Amarela”, que não andou.

O ex-prefeito Bernardo Rossi, que atualmente é subsecretário estadual das Cidades e nos anos anteriores foi o responsável por anunciar a tentativa de construir casas com financiamento federal, comemorou a notícia dada essa semana. Ele participou da reunião entre Max Lemos e grupos que lutam pela causa habitacional, na quinta-feira (22/07), quando foi divulgada a informação.

"Dignidade aos desabrigados na tragédia de 2011. Na reunião, o secretário anunciou a construção de mais de 1.000 unidades habitacionais para as vítimas das chuvas de 2011 em toda a região serrana, bem com o desenvolvimento de políticas de infraestrutura para dar melhores condições à condomínios e casas já entregues", ressaltou.

 

Luta

 Uma das pessoas que lutam para a construção de casas é Cláudia Renata Ramos, líder do Movimento do Aluguel Social e Moradia de Petrópolis. Ela foi uma das atingidas pela chuva de 2011 (morava na Estrada de Teresópolis), recebeu aluguel social até receber uma das chaves dos apartamentos construídos na Posse, em 2018. Mesmo conseguindo um novo lar, permaneceu atuando pela causa da habitação, porque ainda há muita gente na mesma situação que ela viveu.

"Somos porta-voz de mais de 10 mil famílias. Famílias que aguardam suas unidades habitacionais há mais de 10, 15, 20 anos após as tragédias socioambientais. Famílias em áreas de risco e famílias em situações vulneráveis", destaca.

Cláudia foi uma das pessoas que participou da reunião de quinta-feira e, além pedir a construção de mais casas, também cobrou do secretário Max Lemos a finalização das intervenções no conjunto habitacional da Posse - o Estado ainda precisa concluir obras principalmente de infraestrutura no entorno das casas, como calçadas, drenagem, entre outros.

"Essa reunião foi importante para as 440 famílias que aguardam suas unidades habitacionais e que estão nos alugueis sociais do município e do Estado e para as 144 famílias do Conjunto Residencial Oswaldo Santarsiere Médici (Posse)", falou.

 

 



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