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  Cidade

Caged: Petrópolis tem 384 vagas de trabalho geradas

Fevereiro foi o primeiro mês em que todos os setores fecharam no “azul”; é o melhor saldo de empregos para o mês desde 2008

Wellington Daniel

Petrópolis teve a geração de 384 vagas de trabalho no mês de fevereiro. É o que apontam os dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem (30) pela Secretaria Especial de Trabalho e Previdência, do Ministério da Economia. Segundo estes números, foram 1.790 admissões e 1.406 desligamentos no mês passado.

Estes dados são referentes aos trabalhadores formais, ou seja, aqueles que possuem carteira assinada. É a primeira vez, no novo Caged (desde janeiro de 2020), que todos os setores da cidade fecharam no “azul”, ou seja, com a criação de novos postos de trabalho. Além disso, é o melhor saldo de empregos para um mês de fevereiro desde 2008, quando foram criadas 509 vagas.

O economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE), Rodolpho Guedon aponta para uma recuperação, após a queda no início da pandemia. ”Quando temos uma base de comparação muito baixa, como tivemos um impacto muito negativo no mercado de trabalho, é normal que tenhamos uma recuperação. Os dados do Caged têm tido uma recuperação muito expressiva, é verdade, mas já era esperado que ele continuasse avançando. E ainda tem uma grande quantidade de empregos para ser recuperada”, afirmou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Soares, afirma que o resultado já era esperado. "Percebemos ritmo constante de recuperação em diversos segmentos, com a cidade atraindo interesse de investidores e empreendedores. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico tem um programa de visitas frequentes a empresas de todos os tipos e tamanhos para aproximação com seus executivos e proprietários, gerando assim bom entendimento da situação de cada uma e de que forma o governo municipal interino pode contribuir para seu desenvolvimento. De forma geral as empresas se ajustaram aos impactos da pandemia e várias estão em pleno crescimento."

Ao todo, a cidade possui 59.155 “em estoque”. Isso significa que são quase 60 mil trabalhadores que possuem vínculo formal com empresas. O número é 5,06% menor que o registrado em fevereiro de 2020, quando 62.310 funcionários estavam empregados em Petrópolis com carteira assinada.

 

Setores

 

Dentre os setores, o melhor resultado veio da indústria. Ao todo, foram 156 vagas geradas em fevereiro, com 314 contratações e 158 demissões. No mesmo mês de 2020, ainda sem a pandemia, o setor abriu 69 vagas, com 308 admissões e 239 desligamentos.

Já a agropecuária, apesar de também ficar no azul, teve o menor resultado. Apenas uma vaga foi gerada, com quatro contratações e três desligamentos. Em fevereiro de 2020, foram duas vagas geradas, com oito admissões e seis demissões.

O setor de serviços é o que possui a maior quantidade de trabalhadores na cidade, com 29.509 “em estoque”. No mês passado, foram 810 admissões e 713 demissões, o que significa 97 novos postos de trabalho. Em fevereiro de 2020, foram 1.065 contratações contra 808 desligamentos, o que resultou na criação de 257 vagas, o melhor resultado dentre os setores naquele período.

Guedon explica que serviços, por exemplo, ainda não está no mesmo patamar observado antes da pandemia. Ainda assim, os números já mostram uma recuperação do mercado de trabalho formal. "Em fevereiro, por mais que a pandemia comece a dar sinais de piora, ela ainda não estava num nível tão forte a ponto de ter medidas restritivas”, disse.

 

Medo de perder o emprego

 

No mês de fevereiro, os índices da pandemia – mortes, casos confirmados e internações – diminuíram em relação a dezembro e janeiro em Petrópolis. Mas, agora em março, foi possível ver um recrudescimento da crise sanitária, que é quando há um aumento de casos em maior intensidade. Este agravamento foi visto em todo o Estado.

Para o economista, março deve ter um resultado menor que fevereiro, devido ao impacto da pandemia. Além das medidas restritivas, os consumidores também ficam mais preocupados. “Não esperamos números tão positivos como vimos agora em fevereiro. Pode ser que ainda tenha algum setor avançando positivamente, mas não nesse nível que observamos em fevereiro”, explicou.

Com isso, cresceu o número de pessoas com medo de perder o emprego. De acordo com uma pesquisa da Fecomércio RJ divulgada ontem (30), 62,1% dos consumidores fluminenses estão com muito medo de perder suas ocupações, o maior percentual já registrado pelo levantamento, segundo a federação.

Em fevereiro, a porcentagem era de 49,3% e, em janeiro, ficou em 43,3%. Há ainda, segundo a Fecomércio, 13% de entrevistados com pouco receio de perder o emprego. Apenas cerca de 1/4 (24,9%), está confiante e sem medo de ser demitido. A pesquisa ouviu 939 consumidores do Estado do Rio de Janeiro entre os dias 12 e 22 de março.

 

Resultados dos setores em fevereiro/2021:

Fonte: Ministério da Economia

Grande Grupamento

Admitidos

Desligados

Saldo

Estoque

Agropecuária

4

3

1

407

Construção

145

105

40

2.073

Comércio

517

427

90

16.464

Serviços

810

713

97

29.509

Indústria

314

158

156

10.702

Total

1.790

1.406

384

59.155



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