Demétrio do Carmo especial para o Diário
A Câmara Municipal recebeu, em sessão realizada na manhã dessa quarta-feira (10), um pedido de instalação de Comissão Processante de Cassação do mandato do prefeito Hingo Hammes. O requerimento veio de um representante da sociedade civil, amparado pela Constituição Federal e foi arquivado por falta de consistência. Com 28 páginas, o texto ressaltava o embasamento legal da denúncia e anexava prints retirados das redes sociais, fotos e matérias jornalísticas envolvendo a crise político-administrativa e os problemas que o município vem enfrentando em diversas áreas como Saúde, Educação e coleta de lixo.
O conteúdo da denúncia, no entanto, foi considerado insuficiente pelo Departamento Jurídico da Câmara que ressaltou a ausência de elementos mínimos de materialidade e justa causa capazes de demonstrar o dolo da prática de infração político-administrativa por parte do prefeito municipal. Após o parecer do jurídico, os vereadores procederam à votação rejeitando o requerimento por dez votos contra e três favoráveis. Foram registradas ainda duas ausências.
Votantes contra instalação do processo relataram que não há crime cometido pelo prefeito Hingo Hammes e que todos os problemas enfrentados até agora ocorrem por falta de caixa da prefeitura o que fica comprovado, segundo eles, pelas recentes decisões proferidas pela 4ª Vara Cível de Petrópolis. Já para quem votou favoravelmente, a comissão seria uma oportunidade - indiferentemente do desfecho do processo - de se apurar e investigar a fundo o que realmente está acontecendo no município.
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