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  Covid-19

Campanha de vacinação contra covid-19 completa um ano esta semana

Diário conversou com os primeiros imunizados na cidade, Mário Cezar Wendling e Maria de Fátima Passos, para saber como eles estão hoje em dia

 


 Foto: Divulgação Prefeitura

 

Rômulo Barroso – especial para o Diário de Petrópolis

 

A campanha de vacinação contra covid-19 vai completar um ano na próxima quarta-feira (19/01). Aos pés do Trono de Fátima, um dos pontos mais bonitos e famosos da cidade, a enfermeira Maria de Fátima Passos e o idoso Mário Cezar Wendling Nobis receberam as primeiras doses aplicadas no município. De lá para cá, já são cerca de 540 mil doses dadas nos braços dos petropolitanos.

Para marcar a data, o Diário conversou com os dois para lembrar como foi aquele momento e o que se passou com eles daquele dia até hoje.

No início da campanha de imunização contra covid-19, a cidade havia recebido poucas doses, menos de cinco mil. Por isso, foram priorizados no primeiro momento os mais expostos e vulneráveis ao coronavírus: os profissionais de saúde que estavam na linha de frente do combate à pandemia e os idosos que viviam em instituições de longa permanência.

Quando foi vacinado, Mario Cezar vivia no Lar Nossa Senhora Aparecida. Ele havia feito uma cirurgia na perna e ficou na instituição por nove meses para receber a atenção necessária.

"Principalmente para fazer fisioterapia. Como moro sozinho, ficar lá facilitava os cuidados", explica. Graças a esse período que viveu na instituição, o jornalista aposentado que virou adestrador de cães, atualmente com 77 anos, acabou tendo a oportunidade de ser o primeiro homem a receber o imunizante em Petrópolis. "Foi uma emoção muito grande. Senti alívio e satisfação por colaborar com a divulgação da vacinação", recorda Mario Cezar.

Enfermeira segue trabalhando no Nelson de Sá Earp

Maria de Fátima tem agora 58 anos e continua trabalhando no Hospital Nelson de Sá Earp. No início da pandemia, a unidade havia sido transformada em referência para o tratamento de pessoas infectadas com a covid, mas no segundo semestre do ano passado, começou a ser revertido para atender pacientes com outros tipos de doenças. Mesmo trabalhando na linha de frente, o que significa que estava mais exposta, ela não contraiu a doença.

"Não tive covid, tomei a vacina e continuo trabalhando tranquila, cuidando dos meus pacientes", conta a enfermeira, que conversou com o Diário após um plantão no hospital.

Ela lembra do momento em que viu o primeiro frasco com as doses chegando ao Trono de Fátima e lamenta que muitos não tenham tido a mesma chance. "Fiquei muito emocionada em ver a vacina chegando e eu poder ser vacinada. Agora vai fazer um ano e continuo aqui. Mas ainda paro e penso nos amigos que morreram, meus pacientes que morreram e não conseguiram ter essa felicidade", fala Maria de Fátima.

 


 

Vacinado, mas ainda se prevenindo

Hoje, Mario Cezar não está mais na instituição, ele já voltou para casa, mas ainda não conseguiu voltar a trabalhar por causa do problema na perna.

"Do ponto de vista da saúde, estou bem. Só que fiquei muito só, devido ao isolamento imposto pela pandemia. Como não pude voltar a trabalhar por conta da perna operada, essa sensação ficou exagerada. Sou jornalista aposentado, mas trabalho adestrando cães, habilidade que aprendi com 15 anos apenas como hobby. Transformei em profissão depois que deixei o jornalismo", conta Mario Cezar.

Mas não foi só por isso que ele ainda não retomou a atividade. É que mesmo imunizado, ele diz que "prefiro evitar riscos". Por isso, tem procurado não sair muito e nem promover encontros. "Embora esteja pretendendo voltar a adestrar, penso em fazê-lo com todos os cuidados, mantendo o distanciamento e usando máscara", afirma.

Divulgadores e defensores da vacina

A campanha de vacinação tem sido decisiva para reduzir o número de mortos na cidade. Se em abril e maio de 2021, foram confirmados mais 200 óbitos por covid-19 no município, em novembro foram seis vítimas da doença.

Até a última semana, todas as pessoas com mais de 12 anos já puderam se imunizar – mais de 75% de toda população de Petrópolis já está com duas doses. A partir de segunda-feira (17), começa a vacinação no público infantil, de forma escalonada, englobando crianças de cinco a 11 anos.

Ao serem o primeiro idoso e a primeira profissional de saúde a tomar a vacina em Petrópolis, Mario Cezar e Maria de Fátima foram alçados aos postos de divulgadores da campanha. Mas mais do que isso, eles são defensores da imunização. Perguntados sobre o que diria a quem ainda insiste em negar a importância da vacina, ele responde: "Que façam uma revisão de consciência ao olharem para os benefícios da imunização no Brasil e em todo o mundo. Esta postura negacionista e inconsequente é perigosa", comenta Mario Cezar.  "Continuem acreditando, tomem a vacina. E usem álcool em gel, máscara, lavem as mãos, continuem se cuidando para que a gente possa acabar com essa doença, para que a gente possa ter um 2022 feliz e abraçando as pessoas", afirma Maria de Fátima.

 

 



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