A diretoria da Casa Stefan Zweig e a embaixadora da República Tcheca, Pavla Havrlikova, convidam para a abertura da exposição Jan Zach, no sábado, 31 de janeiro, às 11h, no museu Casa Stefan Zweig, à Rua Gonçalves Dias 34.
A exposição Jan Zach, realizada pela Embaixada da República Tcheca e a Casa Stefan Zweig de Petrópolis, apresenta ao público mais uma trajetória inesperada e singular, como a de tantos outros refugiados da Segunda Guerra Mundial. Nascido na Boêmia em 1914, o jovem Jan Zach estava em Nova Iorque pouco depois da invasão da Tchecoslováquia pelo Exército nazista,em 1939. Sem poder voltar, aceitou um convite para vir ao Rio de Janeiro. Aqui, permaneceu por onze anos e produziu parte importante de sua obra.
Entre 1940 e 1948, o jovem Zach morou no Rio de Janeiro e logo se inseriu nos círculos artísticos e diplomáticos da então capital. Muitas obras de Jan Zach em seu período brasileiro estão até hoje nas cidades de Resende, no Estado do Rio de Janeiro, e Cataguases, em Minas Gerais, onde o artista tcheco morou com sua mulher Judith Monk. Em Resende, Zach criou a Escola de Arte e o Museu de Arte Moderna.
Em Cataguases, até hoje podem ser vistas obras como O pensador, no jardim projetado por Burle Marx do atual Colégio Estadual Manoel Ignacio Peixoto, ou Mulher, no jardim do Hotel Cataguases, projetado por Oscar Niemeyer. Em 1951, Zach emigrou para o Canadá e depois para o estado de Oregon, nos Estados Unidos da América, onde faleceu em 1986, sem jamais ter voltado à pátria. Com essa mostra de reproduções de obras do artista, a Embaixada da República Tcheca em Brasília e a Casa Stefan Zweig, que é também um Memorial do Exílio, lançam luz sobre a memória de Jan Zach e seu legado para o mundo das artes. A mostra contou com o apoio do diretor do Museu de Slaný, Jan erdle.
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