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Casos de estupro crescem na cidade e apresentam piores números em cinco anos

Quantidade de casos de violência sexual chega a 115 somente até outubro deste ano

Foto: Freepik
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Vitor Cesar especial para o Diário

O número de estupros na cidade aumentou no último ano. Segundo pesquisa do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP), o número de casos de estupro no município de Petrópolis cresceu em quase 6% no último ano. Com a ampliação para o período de cinco anos, o panorama é de crescimento ainda maior, na marca de 25% nas ocorrências.

Entre janeiro e setembro de 2024, o município registrou 109 casos de violação sexual. A maioria dos casos se concentra entre maio e julho, onde figurava em 10º no ranking dos municípios do estado. Ao contabilizar o mesmo período no ano de 2025, Petrópolis subiu uma posição e está na 9ª posição, onde a maioria dos casos se concentrou no começo do ano, totalizando 115 ocorrências.

Nos últimos cinco anos, os registros de violência sexual cresceram substancialmente. Durante o ano de 2020, 94 casos foram contabilizados na cidade. No ano seguinte, três a mais foram registrados. Em 2022, o aumento chegou a sete, ultrapassando 100 casos pela primeira vez desde 2019. No ano seguinte, houve a primeira queda do período, ao voltar aos 99 ocorrências durante os doze meses de 2023.

Ainda de acordo com a pesquisa do ISP, o ano em que mais foram registrados casos foi em 2018 com 141 ocorrências contabilizadas. Se a média de estupros por mês se mantiver, a cidade registrará 138 casos até o fim deste ano, se tornando o segundo pior ano na base de dados do ISP.

Em situação de emergência ou suspeita, existem recursos e programas de apoio disponíveis em Petrópolis. Além dos números da Polícia Militar (190) e Guarda Civil (153), o Disque 180 é o canal nacional de denúncias de violência doméstica. O Disque-Denúncia (21) 2253-1177 também pode ser acionado. A cidade também conta o Centro de Referência em Atendimento à Mulher (CRAM), inaugurado em 2007, que atua como primeiro acolhimento a vítima, onde oferece atendimento jurídico, social e psicológico. O CRAM não atua somente em casos de violência sexual, como também psicológica, moral, violência física e patrimonial.

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