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  Empregos

Cerca de 47% dos brasileiros têm medo de perder o emprego, aponta estudo

Petrópolis registrou 27 mil demissões, no ano passado, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados


 Foto: Pexels 

Larissa Martins – especial para o Diário

A 21ª edição do estudo Workmonitor, que entrevistou 27 mil profissionais em 34 países, revelou que 47% dos profissionais brasileiros temem perder o emprego em 2024. A pesquisa também apontou que a segurança no trabalho é essencial para 93% dos entrevistados, ficando atrás somente do equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, dentre os aspectos ao avaliar uma oportunidade de emprego. 

Muitos profissionais buscam segurança no mercado de trabalho em meio às preocupações crescentes sobre demissões. Em Petrópolis, por exemplo, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que houve 27 mil demissões, em 2023. 

Para o analista de RH do ISBET, Matheus Carreiro, a causa de muitas pessoas terem medo de perder o emprego é o fato de serem os provedores de casa. “Por outro lado, o medo de perder o emprego também vem atrelado à concorrência profissional. Uma vez que você passa a ter um profissional tão capacitado quanto você disputando o mesmo cargo, naturalmente, o medo de perder o emprego vai aparecer. Essa sensação, por sua vez, é alimentada pela incerteza e a preocupação com a instabilidade econômica e a volatilidade do mercado de trabalho”, observa.

Ele explica de que forma a legislação trabalhista aborda as preocupações dos profissionais em relação à segurança no emprego. “A legislação trabalhista aborda a questão por meio de normas, políticas e fiscalizações que visam proteger a integridade física, mental e social dos trabalhadores, bem como o equilíbrio ecológico e a qualidade de vida. Em caso de demissão injustificada ou arbitrária, os trabalhadores têm os mesmos direitos de uma demissão sem justa causa. Nessa situação, o trabalhador tem direito a receber as seguintes verbas rescisórias, como saldo de salário (valor dos dias trabalhados naquele mês); aviso prévio e 13º salário proporcional”, diz o analista.

A confiança desempenha um papel fundamental na carreira. Por isso, o especialista dá algumas dicas de como o profissional pode aumentá-la. “A confiança profissional é a capacidade de acreditar em si mesmo e nas suas competências, de enfrentar os desafios e de transmitir segurança e credibilidade no ambiente de trabalho. Ela pode ser desenvolvida e aprimorada com algumas atitudes e prática: assumir e superar as suas fraquezas; adotar uma atitude positiva e otimista diante dos desafios; comunicar-se de forma clara, objetiva e construtiva; compartilhar conhecimento e cultivar relações; pedir opiniões e feedbacks sobre o seu desempenho e desenvolver novas habilidades e sair da zona de conforto”, afirma Matheus Carreiro.

Medidas preventivas para proteger seus empregos 

• Manter-se atualizado sobre as tendências e demandas do mercado de trabalho, buscando qualificar-se e aprimorar suas competências e habilidades;

• Adaptar-se às mudanças e aos desafios impostos pelo cenário econômico, sendo flexível, criativo e proativo;

• Buscar alternativas de renda complementar, como o empreendedorismo individual, o trabalho autônomo ou a prestação de serviços;

• Adotar estratégias de gestão de riscos financeiros, como o controle de gastos e reserva de emergência, se possível.



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