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Cervejaria Itaipava volta a crescer após entrar com recuperação judicial

Empresa foi a que teve melhor desempenho entre as marcas brasileiras de cerveja em 2023; novas vagas de emprego estão sendo ofertadas em Petrópolis

Cervejaria Itaipava volta a crescer após entrar com recuperação judicial Foto: Arquivo

Daniel Xavier – estagiário

Após entrar em recuperação judicial, o Grupo Petrópolis volta a ofertar novos empregos no município. Segundo o portal da empresa, há oportunidades na cidade para eletricista, ajudante de distribuição com cota para pessoas com deficiência (PcD), e técnico de automação industrial. São ao menos 24 mil empregos diretos gerados por meio das marcas do conglomerado. No ano passado, o plano de quitação de dívidas do grupo foi homologado pela 5ª Vara Empresarial do Estado do Rio de Janeiro, o que possibilitou a capacidade de retomar os investimentos em suas fábricas em todo o Brasil. São cerca de R$ 5,3 bilhões em débitos calculados.

De acordo com uma pesquisa feita pela Nielsen, o Grupo Petrópolis foi a principal empresa de cerveja do país que cresceu em 2023. A dona da Itaipava passou de 11,2% para 12,1% em participação no mercado no ano passado. Enquanto que a Ambev caiu cerca de 1% e a Heineken recuou 0,2%. Cada 0,1 ponto percentual corresponde a R$ 140 milhões em vendas por ano.

De acordo com o que afirmaram anteriormente os donos das marcas de cerveja como Itaipava, Crystal e Petra, a atual crise financeira pela qual a empresa passa é por consequência da redução de produção acarretada pela pandemia e pelo alto valor da inflação. Segundo o documento que apresentaram à Justiça, a queda foi de 31,2 milhões de hectolitros em 2020 para 24,1 milhões de hectolitros em 2022, o que prejudicou consideravelmente o volume de vendas.

Segundo o IBGE, por meio da pesquisa de Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), o item ‘cerveja’ fechou 9,37% mais caro em 2022. A porcentagem ficou acima da inflação oficial do Brasil naquele ano, que foi de 5,79%.

Pagamento aos credores

Com a aprovação do plano de recuperação, o grupo de credores que têm prioridade de recebimento são os trabalhadores. Aqueles com dívidas trabalhistas de até R$ 6.600 devem receber em até 30 dias, contados a partir do momento em que o plano de recuperação judicial entrar em vigor. Com relação aos funcionários que estão a receber entre R$ 6.600 e 150 salários, os pagamentos deverão ser feitos em 11 parcelas mensais consecutivas, a partir de 60 dias após a homologação do plano.

Dívidas trabalhistas com valor superior a 150 salários serão pagas conforme contrato, podendo se estender até 2035. O Grupo Petrópolis tem 334 credores trabalhistas (que possuem pagamentos de verbas rescisórias, processos trabalhistas e honorários advocatícios pendentes, em sua maior parte).

No caso dos credores com garantias, estes receberão os pagamentos devidos até o último dia útil de dezembro de 2035, com desconto de 70%. Já os fornecedores e demais credores sem garantias têm dez dias úteis, a partir da homologação do plano, para escolher entre o desconto de 70% ou um pagamento de R$ 10 mil em até 30 dias. Se eles não se manifestarem, vale a regra para os credores com garantia.

Destes, são 2.349 credores quirografários (sem preferência para receber) e outros 2.353 ME/EPP (microempresas e empresas de pequeno porte).

Os credores tinham até dezembro para se manifestarem quanto aos dados necessários para envio ao Grupo para recebimento dos valores.

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