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  Economia

Cesta básica na cidade tem valor mais caro dos últimos 16 meses

Fatores climáticos foram os principais motivos que causaram o aumento nos preços


 Foto: Pixabay

Daniel Xavier – estagiário

O valor da cesta básica em Petrópolis atingiu o maior valor já registrado nos últimos 16 meses. A pesquisa mensal realizada pelo Diário desde outubro de 2022, que utiliza como base a metodologia do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), aponta que em fevereiro deste ano, o preço médio de 14 alimentos que compõem a cesta básica soma R$ 708,06. Na comparação com janeiro, a alta é de 9,8%. No último mês, o preço da mesma era de R$ 644,56. O que implica que, de um período a outro, houve encarecimento de R$ 63,50. O levantamento deste mês foi feito pelo Diário nessa quarta-feira (7/2) em três supermercados do Centro Histórico: Armazém do Grão, Multimix e Dib.

Já na comparação com fevereiro de 2023, há uma menor discrepância na diferença de valores. Segundo o levantamento promovido pelo jornal, a cesta básica chegou a custar R$ 685,42 durante aquele intervalo no município. A diferença no período de um ano é de 3,3% - ou R$ 22,64. Porém, desde meados do ano passado, vinha apresentando recuo no valor – chegando ao menor deles em outubro (R$ 607,72). Na comparação com a pesquisa atual, a diferença é de R$ 100.

Segundo o IBGE, a alta dos preços dos alimentos em janeiro deste ano pressionou a inflação oficial do país para 0,42%. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o grupo de alimentação e bebidas subiu 1,38% - a maior elevação para o mês desde 2016, quando alcançou 2,28%.

Em entrevista à Agência Brasil, o gerente da pesquisa, André Almeida, explicou que fatores climáticos foram os principais motivos que causaram o aumento no preço dos alimentos no começo de 2024. “O aumento nos preços dos alimentos está relacionado, principalmente, à temperatura alta e às chuvas mais intensas em diversas regiões produtoras do país”, afirmou.

“Historicamente, há uma alta dos alimentos nos meses de verão, em razão dos fatores climáticos, que afetam a produção, em especial, dos alimentos in natura, como os tubérculos, as raízes, as hortaliças e as frutas. Neste ano, isso foi intensificado pela presença do El Niño”, destacou Almeida.

Custo dos alimentos

Entre os 14 produtos que compõem a cesta básica, na comparação com o levantamento do mês passado, oito alimentos tiveram alta nos preços médios. Dentre eles, a diferença mais chamativa é no valor do tomate (48,4%). O aumento é de R$ 4,34. O feijão também se destaca (18%), seguido da batata (17,3%), do arroz (7,5%), do leite (8,3%), da banana (3,9%), assim como o óleo (1%) e o pão francês (0,5%).

Outros dois alimentos apresentaram queda nos preços: o café (de 5%) e o fubá (menos 2,4%). O açúcar, a farinha de trigo, a carne e a manteiga não tiveram mudança de preço do mês passado para este.

Entre os estabelecimentos percorridos pela equipe do Diário, as variações de preço que mais chamaram a atenção foram à do tomate, do café e do pão francês. O tomate saía por R$ 8,99 na Dib, enquanto no Multimix estava custando R$ 16,99. O quilo do pão francês também chamou a atenção, custando na Dib R$ 17,99, mas, podendo ser achado por R$ 14,96 no Armazém do Grão. O café, da marca Pilão de 500 g, estava com um preço mais acessível na Dib (R$ 15,99) e o mais caro por R$ 19,99 no Multimix.

O acém moído de 1 kg também é outro que apresentou variação. Enquanto no Armazém do Grão podia ser encontrado por R$ 25, já na Dib, estava em R$ 28,99. No caso da banana prata, foi aferida a diferença de R$ 2 entre os estabelecimentos. O mesmo com relação ao quilo da batata.

Valores na capital

A cesta básica na capital fluminense apresentou alta de 7,20% de um mês para o outro, segundo o levantamento do Dieese. Referente ao período de janeiro deste ano, o custo aferido foi de R$ 791,77, o terceiro mais caro dentre as capitais pesquisadas (são 17 ao todo). Em comparação com janeiro de 2023, a cesta acumula elevação de 2,80%. No último mês, nove dos 13 produtos que a compõem tiveram aumento de preço médio na cidade do Rio de Janeiro.

Registraram elevações de preço a batata (46,62%), o tomate (24,87%), a banana (11,22%), o feijão preto (9,80%), o arroz agulhinha (8,71%), o óleo de soja (6,19%), o café em pó (5,51%), o pão francês (1,22%) e a manteiga (0,42%).

Segundo o Dieese, considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o trabalhador carioca precisou comprometer 60,62% da remuneração em janeiro de 2024 para adquirir a cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês. Em dezembro de 2023, o percentual necessário foi de 60,49%.

Para arcar com os gastos, esse mesmo trabalhador comprometeu 123 horas 22 minutos da jornada mensal para adquirir a cesta básica em janeiro de 2024.


*Com colaboração de Gabriel Miranda


 


 

 

 

 

 



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