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Chuvas intensas de verão podem trazer leptospirose

Foto: Pixabay
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O período de maior incidência de leptospirose no Brasil ocorre durante as estações chuvosas, especialmente no verão, entre os meses de novembro e abril, quando chuvas intensas e enchentes aumentam o contato com a urina de roedores contaminados. Esse cenário é mais frequente nas regiões Sul e Sudeste, embora casos ocorram ao longo de todo o ano em áreas urbanas com saneamento precário.

As inundações favorecem a disseminação e a persistência da bactéria no ambiente, facilitando a ocorrência de surtos.

Segundo explica a médica infectologista do Hospital Icaraí e do Hospital e Clínica São Gonçalo, Dra. Tania Barroso (CRM: 52.50592-2), a leptospirose é uma doença bacteriana febril aguda que pode ser assintomática (sem sintomas) ou oligossintomática (com poucos sintomas), mas que também pode evoluir de forma grave, com insuficiência renal e insuficiência respiratória.

“A principal característica da leptospirose, quando sintomática, é o início agudo de febre associada a dor muscular intensa, especialmente nas panturrilhas, evoluindo com o aparecimento de icterícia (pele e olhos amarelados) e urina escurecida (colúria)”, afirma a médica.

Segundo a especialista, nas formas leves os sintomas incluem febre, cefaleia e mialgia (dor muscular). Já nas formas mais graves, a doença pode evoluir com icterícia, insuficiência renal e, muitas vezes, pneumonia hemorrágica, que pode levar a óbito.

A médica complementa que a contaminação pela bactéria Leptospira ocorre nas seguintes situações:

Contato com água ou solo contaminados: principalmente durante enchentes, em contato com lama ou esgoto;

Pele lesionada: a bactéria pode penetrar por cortes, arranhões ou até mesmo pela pele íntegra quando imersa por longos períodos;

Mucosas: contato com olhos, nariz ou boca;

Animais reservatórios: os ratos são os principais transmissores, mas outros animais, como cães, suínos e bovinos, também podem transmitir a doença.

A médica alerta que a leptospirose só é transmitida quando o rato está infectado pela bactéria Leptospira e há uma solução de continuidade na pele, como cortes ou arranhões.

“A leptospirose tem cura, mas, sem tratamento, pode causar sérios danos à saúde, como problemas renais, meningite, insuficiência hepática, dificuldades respiratórias e até a morte. O tratamento é feito com antibióticos e hidratação intensa. Nos casos mais graves, há necessidade de internação hospitalar para hidratação venosa”, finaliza a médica.

Fonte:

Tania Barroso do Couto Mendes Dias CRM: 52.50592-2

Médica infectologista do Hospital Icaraí e do Hospital e Clínica São Gonçalo.

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