Secretaria de Estado de Saúde convoca população para reforçar cuidados durante o verão
Larissa Martins
Petrópolis registrou apenas um caso de dengue, até o momento, em 2026, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. Desde o ano passado, houve uma redução significativa no município.
Em 2025 foram confirmados 160 casos, o número representa apenas 2% das ocorrências de 2024, que chegou a 7,7 mil, durante o auge da dengue no Brasil.
Na época, a situação foi considerada a maior epidemia da arbovirose da história na região das Américas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Dados do Centro de Inteligência em Saúde (CIS-RJ) mostram que, em 2026, até 21 de janeiro, o estado registrou 378 casos prováveis e 19 internações por dengue, sem registro de óbitos
Apesar do cenário atual positivo, com os principais indicadores da dengue em níveis baixos, e a previsão da Fiocruz de queda na incidência de casos, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) relembra que a prevenção não pode parar, a temporada do Verão, caracterizada por fortes chuvas e aumento das temperaturas é o momento ideal para a reprodução do Aedes aegypti.
“Apesar dos números favoráveis, reforçamos que a participação da população é o pilar central da proteção. Como o mosquito Aedes aegypti tem uma alta capacidade de reprodução, a recomendação é que cada um de nós dedique 10 minutos por semana para realizar uma varredura em suas casas. É uma tarefa simples, mas que tem que virar hábito”, frisa a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.
Ações da Saúde
Em Petrópolis, a Secretaria de Saúde informou que, ao longo de 2025 foram realizados dois dias D de mobilização social (12 de abril e 16 de agosto), além de palestras educativas em escolas municipais e ações de conscientização com panfletagem em parceria com a Defesa Civil.
Além disso, houve uma intensificação das visitas domiciliares aos sábados, ampliando ainda mais o alcance das ações preventivas.
O quarto Levantamento Rápido de Infestação por Aedes aegypti e Aedes albopictus (LIRAa) de 2025, divulgado em novembro, foi o menor registrado no ano, com apenas 0,11% número considerado satisfatório, já que o Ministério da Saúde (MS) preconiza que sejam inferiores a 1% para serem considerados de baixo risco de infestação do mosquito.
Vacinação
Atualmente, a vacina contra a dengue já está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, nas 16 salas de vacinação do município.
A 1ª dose da vacina contra a dengue foi aplicada em 2,5 mil crianças e a 2ª em 974, em 2024. No ano passado foram aplicadas 5,4 mil primeiras doses do imunizante e 2,6 mil segundas doses. Neste ano, já são 103 primeiras doses e 92 da segunda.
População consciente
Enquanto a vacinação não é ampliada para toda a população, a Prefeitura reforça a importância da participação dos moradores no combate ao mosquito Aedes aegypti, com medidas simples e eficazes, como:
Retirar pratos de plantas com água parada;
Manter caixas d’água sempre bem tampadas;
Não acumular lixo nos quintais;
Receber os agentes de endemias.
No verão, temporada que intercala chuvas e calor, o ciclo de reprodução do mosquito tem condições ideais. Os ovos do Aedes aegypti são depositados nos acúmulos de água, e com a incidência do sol e calor, eclodem.
“Além do controle do vetor, este ano teremos uma grande novidade com as novas vacinas. Desde 2023, com os imunizantes para o público prioritário, tivemos bons resultados. Tanto que conseguimos ampliar a vacina para todas as regiões do estado. Com a soma desses esforços, conseguiremos vencer de vez a dengue e as outras arboviroses”, destaca Mário Sérgio Ribeiro, subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde da SES-RJ.
Novos sorotipos
O Centro de Inteligência em Saúde do RJ seguirá monitorando a possível reintrodução do sorotipo 3 da dengue no território. Cabe relembrar que essa variante circula em estados vizinhos, mas até o momento, não se propagou no RJ.
Diante das mudanças climáticas, que favorecem a reprodução dos vetores, a Secretaria atualizou seu Plano de Contingência de Arboviroses Urbanas, para agilizar a resposta e articular junto aos 92 municípios do estado diante de qualquer mudança no cenário epidemiológico.
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