COLUNISTA
Nosso insigne acadêmico e Diretor-secretário Dr. Cleber Alves esteve em Boa Vista, onde foi convidado para o “Simpósio de Direito Eleitoral de Roraima Acesso à Justiça, Democracia e Cidadania”, onde proferiu a palestra “Planejamento de Serviços Judiciários de Acesso à Justiça na Perspectiva das Necessidades Jurídicas com Postura Proativa”. Aproveitando o ensejo da passagem pela próspera capital, o emérito jurista esteve em visita à Academia Roraimense de Letras, tendo sido recebido pela presidente professora Ana Célia Paz, a quem entregou, em mãos, exemplares do livro do Centenário da Academia Petropolitana de Letras, de sua autoria.
Poeta baiano André Tourinho transforma Petrópolis em inspiração para o livro de poesia “Se Fôssemos Cidades”, que será lançado na Casa de Cláudio de Souza, dia 20 de junho, a partir das 17h
Natural de Salvador (BA), André viveu em diferentes cidades ao longo da vida: entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Petrópolis e, atualmente, Belo Horizonte. Foi justamente essa experiência de trânsito entre lugares, culturas e modos de viver que deu origem à obra, que utiliza a metáfora das cidades para refletir sobre a complexidade na interação humana.
Ao longo dos últimos anos, porém, Petrópolis ocupou um papel especial nesse percurso. Entre 2022 e 2025, o autor passou longos períodos na cidade, onde aprofundou sua atuação cultural, desenvolveu projetos artísticos e encontrou um ambiente que considera decisivo para a construção do livro. “Petrópolis foi uma cidade-point e uma cidade-porto para mim. Aqui muitas experiências que eu vinha acumulando em outras cidades puderam amadurecer e ganhar forma. A Cidade Imperial me ofereceu uma relação outra com o tempo, com a observação do cotidiano e com a própria criação artística”, afirma André.
Embora Petrópolis não seja citada nominalmente nos poemas, sua presença atravessa a obra. A natureza exuberante, o patrimônio histórico, as caminhadas pelas ruas do Centro e a atmosfera singular da cidade ajudaram a compor o olhar do autor sobre temas como memória, fé, pertencimento, desafios do amor, passagem do tempo e autoconsciência.
“Uma das propostas do livro é imaginar que cada pessoa é uma cidade. Assim como os espaços urbanos têm monumentos, belezas, contradições, áreas iluminadas e zonas de sombra, nós também somos feitos de diferentes camadas. A poesia é uma forma de percorrer esses territórios internos”, explica.
Dividido em sete seções, “Se Fôssemos Cidades” reúne poemas escritos ao longo dos últimos quatro anos e aborda desde lembranças da infância até reflexões sobre os desafios da contemporaneidade. Questões como a busca de sentido e as transformações vividas por uma geração marcada por mudanças aceleradas aparecem na obra.
Segundo livro do autor, o volume amplia reflexões já presentes em sua estreia literária, “Doce Caos”, publicada em 2021. O livro também dialoga com diferentes manifestações artísticas e referências literárias, reunindo influências que vão de autores clássicos a escritores modernos, de Homero a Virginia Woolf, Rainer Maria Rilke, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Paulo Henriques Britto, Claudia Roquette-Pinto, João Filho, Ana Martins Marques e Mar Becker, além de artistas plásticos e pensadores que acompanharam a formação do poeta, como Van Gogh, Matisse, Luigi Giussani e Rosiska Darcy.
O lançamento contará com uma mesa de conversa mediada por Leandro Garcia, professor de Teoria Literária da UFMG e membro da Academia Petropolitana de Letras, além da participação da designer Nathalia Fallatti, uma dos responsáveis pelas ilustrações inéditas da obra. Após o bate-papo, o público poderá acompanhar a leitura de poemas, participar de perguntas e respostas e da sessão de autógrafos.
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