Edição: sábado, 31 de janeiro de 2026

Aristóteles Drummond

COLUNISTA

Aristóteles Drummond

A CULTURA DO ATRASO


Aristóteles Drummond



Uma cortina de silêncio de inspiração esquerdista impede que o debate sobre economia, distribuição de renda e qualidade de vida dos trabalhadores toque no ponto fundamental da geração de bons empregos e renda. E também se fala em democracia e liberdade, pela cabeça das esquerdas que tem histórico de pouca democracia, pouca liberdade, além de pouca prosperidade.

A sabotagem da geração de investimentos de qualidade e que geram bons empregos, e bons salários, começa pela atividade sindical e as leis laborais, que inibem o emprego para manter o cidadão refém do poder público.

Quem ganha bem tem seguro de saúde e não depende da rede pública, que vive em greves seguidas, e os serviços são afetados pelo absenteísmo presente e tolerado. Quem ganha bem coloca os filhos nas escolas privadas de qualidade maior e que facilitam o acesso ao mercado de trabalho. Por isso, os socialistas não querem uma economia moderna. Preferem que países como Portugal e Brasil tenham média salarial modesta e explorem setores econômicos de baixa remuneração. Para inibir investimentos de qualidade, além das leis laborais, que por vezes beiram o ridículo, têm os gastos públicos que provocam inflação e altos salários e impostos.

A esquerda vive de iniciativas incompatíveis com o progresso, como trabalhar menos horas semanais, transporte público gratuito, abundância de " ponto facultativo".

A democracia que estimula medidas protecionistas, paternalistas, tem custado caro aos povos cativos da demagogia. Outros meios de inibir investimentos são as preocupações “ambientais” nada polui mais o meio ambiente do que a pobreza, a falta de saneamento básico e de saúde pública eficiente

Até no turismo, que gera emprego e divisas, muitos governos cometem o equívoco do turismo barato, que não emprega, não gera lucro e sobrecarrega a vida das cidades.

Muitos países que não temem o capitalismo estão atraindo investimentos. Desde os Emirados até países com governo de esquerda, mas espertos. É o caso do Uruguai, que facilita o domicílio fiscal e só quer saber da origem do dinheiro quando chega e depois não fica perturbando o investidor. A praça bancária de Montevideo é maior do que a de Buenos Aires e está perto da Paulista.

Capitalismo também é democracia, pois o cidadão tem liberdade de ganhar, guardar e gestar como quiser. A loucura chegou ao ponto de que hoje um cidadão encontra dificuldades em dar um presente de cinco mil dólares a uma pessoa amiga tais as explicações que deve dar à loja, especialmente se for uma grife de luxo. Terrorismo fiscal.

Defender democracia é defender capitalismo. Antes que seja tarde...

Edição: sábado, 31 de janeiro de 2026

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