Edição: segunda-feira, 16 de março de 2026

Aristóteles Drummond

COLUNISTA

Aristóteles Drummond

A TERCEIRA VIA


Aristóteles Drummond


Quem conhece os caprichos da política, casos que nas democracias que não deram certo, está pessimista em relação ao futuro do Brasil depois das eleições de outubro.

Existe um consenso de que o próximo ano será de dificuldades econômicas. Vai demandar uma ação vigorosa para manter as contas equilibradas e diminuir os danos na qualidade de vida da população, sem maiores problemas sociais. O futuro governo precisará ter autoridade,vontade política para servir ao país e não a seu bloco ideológico.

A prevalecer a polarização, o país ficará ingovernável, pois quem perder, seja lá quem for, não deixará o outro trabalhar através da ação parlamentar reforçada na atual Constituição. Cabe lembrar que nossa Carta Magna foi escrita em outro momento histórico do país e do mundo. No Brasil saindo do período autoritário, de governo forte não a alegada ditadura, que não passou de uma “ditabranda” , os novos democratas agiram pelo revanchismo que incluiu uma série de entraves a uma governabilidade para trabalhar nos moldes da Constituição de 46, talvez a nossa melhor entre tantas. Não somos presidencialistas nem parlamentaristas. No mundo antecedeu a derrubada do muro de Berlim, início da derrocada do comunismo e da União Soviéticas. E infelizmente não somos mais monarquia, que construiu a Nação pós-separação do Reino Unido a Portugal.

Acreditar na importância de uma candidatura de centro é uma questão de responsabilidade cívica. Pesquisas a esta altura tem importância zero. O filho indicado não tem história, não é conhecido, não soma apoios. A própria candidatura é uma afronta aos políticos com credenciais legítimas, governadores eleitos e reeleitos, aprovados pelo eleitorado. O projeto familiar do sr. Bolsonaro beira a caricatura pela falsidade. Um filho depois de muitos mandatos de vereador no Rio vai para Santa Catarina enfiado goela abaixo dos partidos aliados e até do governador. E jogando no mar o fiel correligionário Esperidião Amin, ex-governador e político de dimensão nacional. O outro ataca de longe políticos de relevância no grupo ligado ao pai como é o deputado Nicolas Ferreira e até a Sra., Michele Bolsonaro, até aqui a melhor figura da família.

As forças vivas da nação fora da esfera esquerdista, como empresários e profissionais liberais, as classes medias, devem manifestar preocupação com os riscos de uma aventura alimentada por sentimentos emocionais e não racionais.

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