Edição: domingo, 05 de abril de 2026

Aristóteles Drummond

COLUNISTA

Aristóteles Drummond

PETRÓPOLIS REINVIDICA PRÊMIO NOBEL


Aristóteles Drummond



A partir de Petrópolis, a ciência brasileira procura resgatar o Prêmio Nobel de Medicina, que, em 1960, foi concedido a Peter Brian Medawar (em conjunto com Frank Macfarlane Burnet), mas computado como do Reino Unido.
Peter Brian Medawar, porém, nasceu em Petrópolis, em 1915, onde viveu até os 14 anos, tendo ido para a Inglaterra concluir os estudos. Anos depois, estudando em Oxford, não veio fazer o serviço militar e, pela legislação então vigente, perdeu a cidadania.

Peter nunca deixou de se sentir brasileiro, tendo parentes e amigos na cidade que visitou mais de uma vez ao longo da vida. Numa das viagens, em 1961, foi recebido pelo presidente Jânio Quadros e sua presença entre nós sempre foi registrada na imprensa. Falava o português e exaltava o arroz com feijão e a farofa da cozinha brasileira.

Seu sucesso internacional de cientista levou a Rainha Elizabeth a lhe conferir o título de Sir, e agregou à vida cientifica vários livros sobre outros assuntos.

Mauricio Younes Ibrahim, talvez o mais ilustre petropolitano vivo, membro da Academia Nacional de Medicina, professor titular de diversas universidades e cursos de pós-graduação, é o mais importante nefrologista brasileiro, tem sido um batalhador pelo resgate de reivindicar as digitais brasileiras na premiação que nunca tivemos. Mauricio é um estudioso de seu ilustre conterrâneo e tem participado de grandes iniciativas como a do SESC, que denominou o lago de Quitandinha de Peter Brian Medawar.

Recentemente proferiu palestra perante o Conselho da Confederação Nacional do Comércio sobre a vida e a obra do laureado.  Incompreensível que tenhamos nestes anos todos aceito que nunca tivemos um Prêmio Nobel, quando tivemos e por um preciosismo jurídico, arcaico mesmo na época, manter este ineditismo que só pode nos constranger diante da comunidade cientifica e cultural internacional.

Mauricio Younes em boa hora empresta seu prestígio na comunidade científica brasileira e internacional no resgate de uma honra que não pode nem nos deve ser negada.

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