COLUNISTA
Talvez até por ter optado a morar e trabalhar a partir dos EUA, o pensador, escritor, jornalista e ideólogo liberal-conservador Rodrigo Constantino acabou por se constituir num ator singular no cenário nacional político que vivemos.
Raro caso de isenção e coerência no discurso, fruto também de total independência, o jovem economista, com passagem no mercado de capitais na mocidade, consegue dissociar partidos e pessoas dos fatos políticos reais, abordando com impecável lucidez o curioso momento que vivemos.
Constantino, defensor da economia de mercado, severo observador do sentido ético e moral que deve ser prática na vida pública, reconhece os pontos positivos do mandato de Bolsonaro, com ministros do nível de Tarcísio de Freitas, Tereza Cristina e Paulo Guedes, mas está longe de seguir cegamente o ex-presidente e sua família. Assim, tem sido alvo de ataques por parte de seguidores da família que agem pela emoção e longe da razão. Constantino lamenta o baixo nível do chamado “grupo duro” do bolsonarismo, sem base cultural e moral compatível com uma facção que se propõe ser conservadora. Aliás, ser conservador e liberal e defender o mercado como instrumento de progresso econômico e social são coisas que passam ao largo da compreensão deste grupo.
Constantino lamenta que os filhos do ex-presidente não se entendam e agridam aliados relevantes como o deputado Nikolas. E agora atacam os demais candidatos de centro de maneira grosseira, como se a eleição de outubro fosse decidida no primeiro turno. Na hipótese, agora ficando remota, de um segundo turno com Lula e Flávio, parece natural se supor que os dois candidatos Zema e Caiado fiquem longe da disputa. Não bastasse a escolha infeliz ter sido feita sem nenhuma conversa com aliados, inclusive o fidelíssimo Tarcísio de Freitas, que declarou ter tido conhecimento da candidatura do herdeiro pela imprensa.
Inacreditável um país das nossas dimensões, história e cultura ver seu futuro ser decidido por pessoas desde nível.
A esperança é que daqui para outubro muita água vai rolar....
O reconhecimento que cerca o aplicado Constantino começa a fazer crescer o grupo de analistas independentes, como o caso de Felipe D’Avila e Merval Pereira.
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