COLUNISTA
A Cidade Imperial é conhecida e querida dos brasileiros desde os anos de D. Pedro II, seu morador em boa parte do ano, da nobreza e da inteligência nacional até nossos dias. Os presidentes até a mudança para Brasília da capital mantinham a tradição da temporada de verão no Palácio Rio Negro, de onde Getúlio Vargas governou o Brasil em parte de seus anos de poder.
Petrópolis, tendo por referência a Academia Brasileira de Letras, também sempre foi escolhida pelo mundo acadêmico como segunda casa. Vianna Moog, Afonso Arinos, Pedro Calmon, Cláudio de Sousa e Tarcísio Padilha, entre outros, mantiveram residência ocasional na cidade. E igualmente se deu com o mundo diplomático.
Mas é na Medicina, nos homens que chegam à culminância do reconhecimento pelos serviços prestados à ciência e à saúde, na Academia Nacional (ex-Imperial) de Medicina, ou na vida pública, que Petropólis tem destaque. Seu primeiro prefeito foi Oswaldo Cruz e depois teve relevantes médicos como Nelson Sá Erp no comando do executivo municipal.
Referências ao longo destes dois séculos de academia de medicina ilustram a contribuição petropolitana, com personalidades como Cardoso Fontes, Magalhães Gomes, Lafayette Rodrigues Pereira, Rubens Mayall, Ivo Pitangui e Donato D’Angelo. Hoje, a cidade está representada pelo professor Mauricio Younes Ibrahim, destaque na nefrologia nacional e internacional, Doutor no Collège de France e professor na UERJ E PUC-RJ. Mauricio Younes não abre mão de residir na cidade.
A maior referência hospitalar da cidade, Hospital Santa Teresa, teve a construção, em 1876, apoiada pelo Imperador e o nome é uma homenagem à Imperatriz. A Faculdade de Medicina, instituição privada que leva o nome de Nelson Sá Erp, é das mais bem avaliadas no estado. Petropólis tem ainda, no distrito de Corrêas, o Hospital Alcides Carneiro, outra referência no setor público.
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