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quarta-feira, 03 de dezembro de 2025


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Douglas Prado

COLUNISTA

Douglas Prado

Prefeitura quer fazer contrato de 30 anos com empresa de coleta de lixo


A Prefeitura que não consegue administrar um contrato emergencial, portanto provisório, com empresa que faz a coleta do lixo, está correndo para adotar um contrato de 30 anos, agora com o apelido de Parceria Público-Privada (PPP). Pela qualidade das empresas que a Prefeitura contrata e dos próprios contratos assinados, em especial os referentes à coleta do lixo, estaremos condenados a conviver com os problemas atuais ao longo de mais sete e meia administrações municipais. É impressionante que ninguém tenha protestado contra esta ameaça oficial. Um adendo: problemas atuais são estas montanhas de lixo que já se formam nos bairros e até em áreas centrais da cidade.


Tudo resolvido

O decreto da penúria financeira da Prefeitura, aquele publicado pelo prefeito Hingo Hammes em julho, foi prorrogado por mais 45 dias, a partir de 21 de novembro. Viva! Nossos problemas todos estarão resolvidos até o dia 4 de janeiro.


De saída

Um dos técnicos mais respeitados da área contábil-financeira do município está deixando os quadros da Prefeitura. Juarez dos Reis Borges aposentou-se por tempo de contribuição. Se de fato se desligar do serviço público municipal, vai fazer falta. Muita falta.


De olho

Merece atenção a reunião do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Condema), marcada para amanhã (quinta-feira), às 18 horas, no anexo do Palácio Koeler, na Avenida Koeler. Em pauta, pronunciamento da presidente da Comdep, Fernanda Ferreira, sobre “gestão de resíduos” no município. “Gestão de resíduos” é como as nossas autoridades chamam o lixo nosso de cada dia.


Boa notícia

O governo do estado determinou a retomada de obras complementares de controle de inundações, drenagem e recuperação ambiental nas calas dos rios Santo Antonio, Cuiabá e Carvão. São os rios, cujas condições precárias, ajudam a inundar Itaipava, quando chove forte na região e na serra de Teresópolis. E, também, foi restabelecido o contrato para o estudo de alternativas e elaboração de projetos básicos e executivos para controle de inundações do Centro Histórico de Petrópolis. Agora, é movimentar os políticos de Petrópolis para que usem seu prestígio para que os contratos não sejam novamente suspensos e que as obras necessárias sejam finalmente iniciadas pelo estado, uma vez que a Prefeitura, como se sabe, não está conseguindo fazer a varrição das ruas.


Nem o mínimo

Os moradores da Rua Álvares de Azevedo, na altura da antiga fábrica da Souza Cruz, em Corrêas, estão furiosos com o pouco caso da administração municipal com relação à limpeza de bueiros. A chuva de sábado inundou a rua, porque o escoamento de água inexiste. Os bueiros estão todos entupidos. Talvez seja preciso pedir dinheiro e pessoal ao governo do estado para cuidar disso também.


Lembrete

Os municípios que se preparem para atender dispositivos do novo Plano Nacional de Educação, que será votado nos próximos dias, na Câmara dos Deputados: a universalização da pré-escola para crianças de 4 e 5 anos; matrículas em tempo integral em 50% das escolas públicas, atendendo a 35% dos estudantes da educação básica. Deveria ser tarefa simples, mas municípios que têm dificuldade de manter os depósitos de merenda escolar abastecidos, é coisa quase impossível.


Dinheirinho

Nem tudo são más notícias. A Assembleia Legislativa deve fixar em R$ 120 milhões o montante de emendas orçamentárias impositivas, beneficiando os municípios do interior. Se os nossos políticos se mobilizarem, pode entrar algum dinheirinho nos combalidos cofres municipais.


Vida difícil

Os tempos estão mesmo difíceis. O governo municipal está publicando decreto que transfere, dentro do orçamento do Inpas, de uma rubrica para outra R$ 10 mil. É o mesmo Inpas que precisa arranjar vários milhões para concluir o pagamento dos benefícios de novembro aos aposentados e pensionistas da Prefeitura, até hoje, último dia do prazo fixado pelo juiz da 4ª Vara Cível, Jorge Luiz Martins, para que o dinheiro esteja na conta dos beneficiários. Depois, terá de arranjar outros R$ 30 milhões para pagar o abono correspondente ao 13º salário e os benefícios de dezembro.


Tristes dias

Se os R$ 30 milhões do Inpas são de deixar seus dirigentes e o prefeito insones, imaginem o que a tarefa de arranjar alguma coisa perto de R$ 150 milhões para pôr em dia os pagamentos dos funcionários do quadro e dos contratados por RPAs, e dos terceirizados. As olheiras que várias autoridades exibem são testemunhas do tamanho do problema.


Só nos bastidores

Com o sumiço dos principais nomes petropolitanos cotados para disputar as eleições de 2026 para a Câmara dos Deputados e Assembleia, todos mergulhados, esperando em que vai dar a crise que envolve o governo municipal, parece que as conversas sobre o tema também estão suspensas. Não estão. Os envolvidos não falam em outra coisa, mas preferem não noticiar as novidades. Enquanto tramam nos bastidores, muitos buscam um jeito de ficar longe do prefeito Hingo Hammes e de sua baixa avaliação, sem perder as benesses de ter setores da Prefeitura ajudando na campanha.


Outra fonte

Carnês do IPTU de 2026 começam a ser entregues aos contribuintes na próxima sexta-feira (dia 4). Nada impede que o pagamento seja feito ainda em dezembro, mas o dinheiro não pode ser usado para pagar contas antes de 1º de janeiro. Deve ser por isso que tem tanta gente consultando sobre se é possível mexer no dinheiro antecipado pelo contribuinte, mediante uma decisão judicial. Mesmo que não haja caminho para usar o dinheiro em dezembro, ele será vital para reduzir o calote que, tudo indica, vem por aí, dos salários de novembro, dezembro e do 13º. Aliás, poucas coisas provocam tanto arrependimento nas nossas autoridades do que não terem encontrado um jeito de antecipar metade  ou mais do 13º no meio do ano, como quase sempre é feito em Petrópolis. O desespero, hoje, seria menor.

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