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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025


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Douglas Prado

COLUNISTA

Douglas Prado

O Extravasor falhou. É preciso descobrir o que deu errado e consertar


A chuva da última quarta-feira (17) deixou preocupações pelos problemas que causou, no Centro e em vários bairros, mas, sobretudo, por ter demonstrado que o Túnel Extravasor não é o mesmo equipamento, que garantia tranquilidade aos petropolitanos em relação às águas que descem do Morin e do Caxambu, aumentadas pelo rio em que se transformam as ruas do Alto da Serra. A causa é a enorme quantidade de lixo que as águas do Palatinato carregam e entope a entrada do extravasor. Se o município não conseguir resolver o problema do lixo, isso vai se repetir, a cada chuva mais forte voltarão as inundações nas imediações da Rodoviária e no trecho da Rua do Imperador, que vai dali até o Obelisco. Durante décadas, esta região esteve livre das enchentes, graças ao túnel. Quando as águas subiram muito, em 2022, pôs-se a culpa no túnel. Três anos depois, vê-se que, enquanto toneladas de lixo ficarem nas ruas, todos os dias, nem o extravasor protege a cidade. O lixo nas ruas, praças e encostas é coisa de que não vamos nos livrar tão cedo. Talvez valha a pena colocar um equipamento e alguns trabalhadores ali, nas proximidades da entrada do túnel, para impedir que a sujeira torne o equipamento inútil.


Onde estava o governo?


Voltando à quarta-feira. Houve possivelmente mortes no Centro Histórico causadas pelas chuvas. É preciso perguntar como é que os veículos que se expuseram a tragédias puderam trafegar nas áreas inundadas. Por que não funcionou, afinal, a estrutura que a Prefeitura vende hoje no seu estilinho TikTok, como se houvesse esforço, investimento e cuidados? Nas ruas é que não estavam. Queremos ser uma cidade turística? Sim. Então é bom lembrar que há pessoas que moram em cidades onde as ruas não são tomadas pela água e que não têm ideia do risco que correm e, também, não sabem se proteger da inundação. Se não houver controle das áreas afetadas, vamos pagar um preço caro: ver vídeos com pessoas indo para a morte, dentro de seus carros. Do governo, a respostas foram postagens TikTok.


Terceirização vedada


Ainda falando da delirante ideia de nossas autoridades de que a infraestrutura para sermos uma cidade turística está recebendo cuidados, está mais do que na hora de a CPTrans assumir a administração do terminal rodoviário do Bingen. Não há mais nada a esperar. A empresa municipal não pode terceirizar, como quer, nenhum dos terminais rodoviários. Essa vedação consta do contrato que assinou com a Prefeitura, de onde sai o dinheiro que paga as despesas todas, quase R$ 200 milhões nos próximos cinco anos. E o contrato foi assinado há pouquíssimo tempo, no dia 10 de outubro último. Quem assinou não pode ter esquecido.


Terceirização perigosa


Sempre é bom lembrar que Alexandre Gurgel deixou a Secretaria de Educação para não assinar a renovação do contrato de terceirização de mão-de-obra pretendido pelo Gabinete do Prefeito. O da terceirização é o maior e só não é o mais complicado contrato mantido pela Prefeitura, porque o da coleta de lixo, que é o segundo maior contrato, ganha em malefícios com muitos corpos de vantagem. E, aparentemente, o prefeito Hingo Hammes não está condenado a ser o chefe de uma Prefeitura que presta serviços de qualidade entre sofrível e desastrosa. No caso do lixo, há empresas profissionais interessadas em participar de licitações ou cotações de preços feitas pela Prefeitura, como ocorreu esta semana com a PDCA. É a mesma empresa que investiu pesadamente para construir a estação de transbordo da BR-040, acabando com o crime ambiental que os governos cometiam, quando, todos os dias, despejavam lixo no solo, em área de preservação permanente. Ela mostra interesse em disputar o contrato do lixo e fez isso por escrito, oficialmente. E garante a amigos que o serviço pode ficar melhor e mais barato. E deve haver outras empresas capazes de prestar bons serviços e que podem se interessar pelo contrato. É só cumprir a lei, que elas terão chance de apresentar suas propostas.


Respiro


Petrópolis deve receber R$ 1.350.000,00 dos R$ 220 milhões que a Assembleia devolveu ao governador Cláudio Castro para ser usado na melhoria do atendimento de saúde nos municípios. É sempre um oxigênio.


Desafio


Se não frear a gastança, o governo não terá orçamento para mais de seis ou sete meses, em 2026. E aí todos nós veremos crise de verdade. E o dinheiro deve ser curtíssimo desde o início do ano, mesmo com o ingresso da receita do IPTU, que costuma irrigar os cofres municipais no início do ano. Além disso, a anistia dada aos devedores de impostos municipais, com vantagens extraordinárias para os que não pagam em dia, pode desestimular os bons pagadores, resultando em receita menor.


Oitentão


Cercado pelo carinho da família e de amigos, o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Wanderley Braga Taboada comemorou ontem seus 80 anos de vida.


Motorizados


A Secretaria Municipal de Assistência Social está alugando mais quatro automóveis. É provável que serão utilizados pelo Conselho Tutelar, que está a pé. Mas, é difícil acreditar que o governo tenha relacionado os veículos de sua grande frota, novos e alugados, e não tenha conseguido relocar quatro deles, reforçando, assim, a gastança delirante. A Secretaria de Saúde também está alugando quatro vans.

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