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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026


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Douglas Prado

COLUNISTA

Douglas Prado

Governo Hingo repete o velho discurso de que a natureza é responsável pelos desastres nas chuvas


Diante de previsão de chuvas fortes em Petrópolis, na última segunda-feira, o prefeito Hingo Hammes promoveu uma reunião de secretários, “de alinhamento”, segundo o noticiário oficial. Sem diminuir a importância de estar preparada para atender possíveis vítimas de temporais, o que, neste momento é prioritário, mas “alinhamento” na manhã do possível temporal é tapeação. Desde os anos 1800, há inundações nas ruas de Petrópolis e, nos últimos 80 anos, chuvas trouxeram deslizamentos de terras, desplacamento e rolamento de pedras, queda de imóveis, mortes. E não foram poucos mortos. Um grande número de petropolitanos sabe disso por terem sido vítimas desses temporais e suas consequências, tantas vezes trágicas. Alinhamento, no dia em que pode acontecer o desastre, é jogo de cena. A história da cidade não permite que o governo tenha de improvisar no último minuto, pois tudo deveria estar preparado, estruturado, equipado, com cada um sabendo o seu papel. O dever do prefeito não é “alinhar” secretários, é providenciar recursos para a construção de casas populares, para tirar as cerca de 15 mil famílias que vivem em áreas de risco em Petrópolis. É buscar recursos também para fazer as obras necessárias para acabar com as enchentes. Proteger encostas perigosas. E, por que não, limpar os bueiros da cidade para evitar alagamentos que ocorrem em vários bairros e no centro? E nada disso foi feito no último ano, enquanto a cada chuva, a cada acidente no Ingá, o governo responsabiliza a natureza, quando os danos têm mais a ver com falta de ação.


Terceirizando responsabilidades

O prefeito Hingo Hammes publicou decreto que joga nas costas dos secretários municipais o desgaste da manutenção da gastança, em 2026. Em resumo, ele determinou aos secretários que enquadrem, mês a mês, os gastos de seus setores, tendo em vista o desempenho da receita municipal. Pelos resultados do primeiro ano de governo, ficou claro que os gastos ultrapassam em muito as receitas municipais e os secretários terão de fazer cortes. Terão de assumir o ônus, um a um. E, em meio a essa possibilidade, há uma dúvida no ar: Hingo terá coragem de fazer em 2026 o que não fez em 2025? Vai permitir aos secretários que decidam o que pode ou não ser feito, o que podem ou não gastar?


Lista do desgaste

Está na pauta de votações da Câmara de hoje o veto do prefeito Hingo Hammes a projeto de autoria do vereador Luiz Eduardo Dudu, que obriga a Prefeitura a publicar na internet a lista de espera dos pacientes do SUS que aguardam por consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos nas unidades de saúde de Petrópolis. Sejam lá quais forem os motivos apresentados para o veto, a verdade é que o prefeito não quer ser obrigado a revelar o tamanho do problema que já provoca tanto desgaste político para a administração. Se a lista for publicada, todos vão saber que há milhares de pessoas esperando por atendimento. Algumas delas, há alguns anos. De toda forma, se a Câmara não mantiver o projeto de Dudu, o desgaste também tende a ser geral.


Cidadania

A Câmara também vota hoje projetos concedendo o título de Cidadão Petropolitano ao bispo Dom Joel Portella Amado e à ex-secretária municipal Karina de Fritas Bronzo. Os dois projetos foram apresentados por Hingo Hammes, quando era vereador.


Perda

O ex-vereador Renato Thomé, falecido no último domingo, aos 76 anos, cumpriu três mandatos na Câmara Municipal e foi, durante esse período, um incansável defensor da região do Caxambu. Foram resultados do trabalho dele muitas das melhorias conquistadas pelo bairro. Ele já não era vereador, quando os temporais de 2022 provocaram grandes estragos no Caxambu, lutou muito e ficou amargurado por ver o governo municipal abandonar o bairro, durante muitos anos. Mesmo sem o mandato, trabalhou para levar um pouco de alento à comunidade. Provavelmente, nenhum outro político, nas muitas últimas décadas, teve tanto prestígio popular no Caxambu.


Visita

A deputada federal Laura Carneiro (PSD) visita Petrópolis, hoje, a convite de correligionários, para visitar projetos sociais beneficiados por emendas orçamentárias que apresentou, no Congresso. Às 10h, será recebida no Instituto Terra Santa, no Valparaíso. Em seguida, ela será recebida por Paulo Antonio Carneiro Dias, no Diário de Petrópolis, quando concederá entrevista. Às 15h, visitará o Bairro Boa Vista, na Estrada da Saudade, onde funciona o Projeto Boa Vista, que também recebeu recursos orçamentários providenciados pela deputada. Durante as visitas, ela será acompanhada pelos ex-vereadores Fernando Fortes e Jorge Barenco.

Homenagem a Jordani

O advogado e consultor do SMH-Beneficência Portuguesa, o advogado Jordani Fernandes reuniu amigos no Petropolitano, para brindar seu aniversário, no último sábado. Foi um encontro recheado de boas histórias, que cada um trouxe de sua área de atividade, e de muito bom humor.

 Crédito: Divulgação
Da esquerda para a direita, Willian e Cláudio (da São José Veículos), Paulo Antonio Carneiro Dias, do Diário de Petrópolis, o ex-secretário Antonio Neves, Henrique Cardoso, Aloisio Pereira, o contabilista Deni Moura, o aniversariante Jordani Fernandes e o diretor do SMH Filipe Furtuna.  (Divulgação)


Projeto

Se depender da deputada federal Jandira Feghali, a vereadora petropolitana Lívia Miranda será candidata a deputada estadual, pelo PcdoB.


Retirada de fios dos postes

A lei municipal de Petrópolis, que obriga a Enel a organizar e limpar os cabos instalados nos postes da cidade, conta com o apoio de jurisprudência recente do Superior Tribunal de Justiça, que julgou ação da empresa estadual de distribuição de energia elétrica de Porto Alegre, contrária a uma lei que a obriga a retirar os cabos inservíveis. A ação foi rejeitada pelo STJ. Por questões sérias de segurança e, também, estéticas, é preciso que o município faça cumprir a lei. Há ninhos impressionantes e perigosos em postes na Rua do Imperador, a poucos centímetros dos nossos valiosos sobrados. Há problemas também em Itaipava, onde houve dois incêndios na fiação em menos de dois meses, com prejuízos à economia local e ao sistema de transportes.

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