COLUNISTA
O assunto concessão do serviço de coleta do lixo não existe oficialmente, porque o governo municipal prefere fazer tudo em segredo, como se não tivesse obrigação de prestar contas de seus atos à sociedade. Aqui e ali, no entanto, ouvem-se sussurros de que esse contrato salvaria o governo Hingo Hammes do desastre financeiro, que recebeu de Rubens Bomtempo e agravou bastante. A intenção seria conceder o serviço por 30 anos, mediante pagamento de R$ 1 bilhão e 200 milhões pela empresa escolhida para prestar o serviço. É, na verdade, um dinheiro que permitiria reorganizar as finanças municipais, mas teme-se que Hingo repita o que fez Bomtempo, acelerando a gastança quando recebeu o ICMS a mais e a crise se agrave. Outro temor é que o contrato caia nas mãos do grupo proprietário da empresa Solid, a atual responsável pela locação de equipamentos. Seria um risco entregar um contrato de três décadas nas mãos de quem já fracassou. O governo municipal recusa sugestões, com a empáfia de quem tudo sabe. Se aceitar, é uma boa ideia fazer um passeio a Juiz de Fora e conhecer o trabalho da prefeita Margarida Salomão, uma professora universitária, e ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora, a primeira mulher eleita e reeleita agora para governar a cidade mineira. Seria importante conhecer os caminhos encontrados pelo município mineiro para resolver os problemas da coleta do lixo.
O problema do lixo está longe de ser resolvido, mas os maldosos dizem que o serviço melhorou muito, depois que a empresa que fornece os equipamentos para a coleta ficou sem contrato com a Prefeitura. Talvez esteja aí uma solução para a incapacidade da Prefeitura de controlar o serviço. E os maldosos também estão esperando saber como a Prefeitura pretende pagar pelos serviços prestados sem contrato.
A vereadora Júlia Casamasso levou ao conhecimento do Ministério Público do Trabalho irregularidades que estariam ocorrendo com reiterados atrasos de salários e até mesmo do 13% dos trabalhadores. O último pagamento teria sido dos salários de novembro, feitos parcialmente. É importante que esse problema tenha solução e que fique determinado desta vez quem é o responsável. O hospital funciona no atendimento a pacientes do SUS e é, portanto, remunerado pela Prefeitura. Se a empresa recebe da Prefeitura e não paga os funcionários que atendem os pacientes, esse contrato deve ser examinado e repensado. Se é o contrário, se o calote parte do governo, é preciso responsabilizar as autoridades municipais.
A eleição indireta para escolha do sucessor de Cláudio Castro, que deixa o governo para disputar uma vaga de senador, tem tudo para virar uma ação complicada na Justiça. Como as regras não são claras, muitos que se sentirem prejudicados vão recorrer ao Judiciário. Uma das questões que dividem as opiniões é sobre quem vai conduzir e presidir a sessão na Assembleia Legislativa, que escolherá o governador para o mandato-tampão até o fim do ano. Há quem diga que deve ser o presidente do Tribunal de Justiça e não o presidente da Alerj. E, mais, se o processo demorar para sair, quem assume provisoriamente. O presidente da Alerj, primeiro na linha de sucessão, ou o presidente do Tribunal de Justiça. Tem um batalhão de políticos tentando organizar essas questões, mas o tempo é curto e os interesses muito grandes.
Os tucanos estão mobilizados. O vereador Júnior Paixão, que deve ser candidato a deputado estadual, teve uma boa reunião com Jorginho Banerge, pré-candidato a deputado federal. Estão animados. O ano eleitoral começou com toda corda.
O Tribunal de Justiça julga na segunda-feira (26) o processo movido pelo governador Cláudio Castro contra o deputado petropolitano Yuri Moura. Tudo porque o deputado criticou obras que o governo do estado estava realizando em Petrópolis, depois da tragédia de 2022. Em visita à Rua Nova, na 24 de Maio, em março de 2023, ao lado de famílias vítimas da tragédia em Petrópolis, o Yuri Moura criticou a situação de uma das obras de reconstrução na localidade. Motivado por denúncia de moradores, o parlamentar chamou, em vídeo, a obra de “porca”, criticou o governador por escândalos de corrupção e pelo não pagamento de direitos dos servidores estaduais e do aluguel-social para cerca de 200 famílias petropolitanas. Em sua defesa, o deputado disse que as críticas foram feitas durante fiscalização ao lado de famílias vítimas da tragédia, o que seria sua atribuição parlamentar, e que os moradores seguem indignados, até hoje, com a forma com que a obra foi entregue, ainda oferecendo risco.
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