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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026


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Douglas Prado

COLUNISTA

Douglas Prado

12 milhões de aposentados do INSS ficam indefesos e perdem poder de compra de seus benefícios, ano a ano


Qualquer um pode fazer as contas: o salário mínimo foi reajustado em 6,8% e passou a valer R$ 1.621, em janeiro. E este é o valor de quem recebe o menor benefício previdenciário do INSS, que era antes de R$ 1.518. O reajuste representou R$ 103. Vamos ver agora o que acontece com um aposentado que receba R$ 2 mil, por exemplo. Com os 3,9% que o INSS reajustou o valor de seu benefício, ele passará a ganhar R$ 78 a mais. Seus 3,9% de reajuste vão competir com o gatilho que o reajuste de 6,8% mínimo instituiu para a economia. Essa conta perversa vale para todos os 13,2 milhões de aposentados e pensionistas que ganham mais que o salário mínimo. O resultado é perda de poder de compra acumulado, ano a ano, jogando por terra o esforço para fazer contribuições maiores para a Previdência, destruindo o sonho de ter uma vida financeira minimamente segura. Qual é o problema central? O chamado “mercado” não pode ouvir falar em melhorar as condições de vida dos mais pobres, entre os quais estão os beneficiários do INSS, mesmo os que ganham mais de um salário mínimo. Como o “mercado” não gosta, os nossos representantes parlamentares também não gostam. Aposentado ou não, consulte para ver se seu deputado ou seu senador tomou qualquer providência para denunciar ou acabar com essa injustiça gigantesca. Você vai descobrir que é mesmo assunto proibido. Ou todos se levantam contra essa forma sorrateira de amesquinhar os benefícios, ou vai chegar um dia que todos estarão no nível do salário mínimo. Hoje, a maioria dos benefícios, está na faixa entre um salário mínimo e meio e 3,5 salários mínimos. Serão consumidos rapidamente.


Governo sonega o material escolar


O governo municipal ainda não forneceu material escolar aos estudantes da rede municipal. É mais uma providência que Hingo Hammes deixa de tomar, sob a alegação de não haver recursos. Mas, vai ter de encontrar dinheiro em algum lugar para pagar a conta, que é de enorme interesse da sociedade petropolitana, porque o juiz da Vara da Infância e Juventude, Carlos André Spielmann, já ordenou e deu prazo para Hingo comprovar que cumpriu sua tarefa de fornecer o material. E ninguém diga que não há nada de errado em o prefeito dizer que não tem dinheiro para a merenda, para material escolar das crianças, enquanto mantém o número recordista de secretarias municipais, muitas delas instaladas em palacetes ou casarões de custo elevadíssimo, e uma enorme frota de veículos circulando, para não fazer nada, uma vez que, segundo Hingo Hammes, não há dinheiro para nada. Enfim, as aulas começam no dia 3 de fevereiro (próxima terça-feira) e as crianças ainda não receberam material.


Formatura FMP/Unifase

Pelo menos mil pessoas visitaram Juiz de Fora, no fim de semana, para participar da formatura de novos médicos da Unifase/Faculdade de Medicina de Petrópolis. De um lado, aplausos aos formandos e à instituição e parabéns pela beleza da festa. De outro, lamento de que essa festa não possa mais ser realizada em Petrópolis, porque não temos um espaço para recebê-la. Com isso, perderam nossos hotéis, restaurantes, táxis, Uber e todas as atividades que ajudam a organizar um evento dessa categoria.


Comdep cinquentenária

Comemora-se hoje os 50 anos da posse de Gualter Salles Santos como primeiro presidente da Comdep, recém-fundada pelo então prefeito Paulo Rattes. Foi Gualter quem pôs os primeiros parafusos na estrutura e começou a criar fisicamente a grande empresa.  Ele, certamente, será um dos homenageados na festa dos 50 anos da empresa, que Fernanda Ferreira comandará na próxima sexta-feira. E Fernanda merece também homenagens, por ser a primeira mulher a ocupar o comando da empresa municipal. Grandes nomes da política local passaram pela empresa e muitos devem comparecer à festa, que vai começar às 8h.


E a coleta do lixo?

Até quando vai continuar sem contrato? Quem vai autorizar o pagamento do serviço? Quem é responsável por a situação chegar a esse ponto?


Corrigindo

A coluna brincou com coisa séria, a coleta do lixo, e acabou sofrendo justas reprimendas de leitores, principalmente de moradores em bairros. Não gostaram de ver nem como parte de piada que a coleta havia melhorado. E a coluna fez isso! E pede desculpas! E aí vai: a coleta de lixo continua como sempre.


Marco Borzino

A morte do engenheiro petropolitano, Marco Antônio Borzino, ocorrida sábado, em Brasília deixou desolada a grande legião de amigos que ele tinha, em Petrópolis, na Capital e em vários estados. Ele era um destes profissionais que os petropolitanos gostavam de cercar de orgulho. Depois de exercer, por quase oito anos (governos Paulo Gratacós e Sérgio Fadel), a presidência da nossa antiga Caempe, ele e sua mulher, a designer Stella, mudaram-se para Brasília e sua experiência e conhecimentos foram imediatamente reconhecidos ele assumiu cargos importantes na área de saneamento básico, na estrutura do governo federal. Marco Antonio era filho de José Pedro Borzino, o filho mais velho de Domingos Borzino, iniciador da história dos sapatos Borzino em Petrópolis. Era casado com Stella, filha do advogado Alcebíades Lopes Júnior e sobrinha do saudoso desembargador do TRT-RJ, Milton Lopes. Segundo seu amigo, Antonio Lopes Neves, Marco Antônio estava bem, tanto que foi fazer seu exercício habitual de caminhada. Durante a caminhada, passou mal e faleceu em poucos minutos. O enterro foi realizado em Petrópolis, na segunda-feira.


D. Sueli

Outra perda significativa foi a morte de D. Sueli Maria Fraga, ocorrida no fim de semana. Mãe do ex-vereador e ex-presidente da CPTrans, Roberto Naval, D. Sueli ajudou pessoas e fez amigos. Entre os amigos do filho, era uma unanimidade. Não há um só que não lembre dela entrando na casa de Roberto Naval, levando pão caseiro ainda quente do forno, manteiga e café fresquinho. Era assim, com carinhos inesperados e com presença solidária, sempre, que ela encantava. Ao Naval, à Denise, às meninas e ao Sr. Francisco, um abraço afetuoso.


E a iluminação pública?

O governo não se dá conta de nada, por isso não se pronunciou, mas Petrópolis enfrenta muitos problemas na manutenção da iluminação pública. No começo, o problema atingiu bairros mais distantes e afastados. Apesar da gravidade, porque é nestes locais que a falta de iluminação pública expõe os moradores a mais riscos, o governo nem tocou no assunto. Parece não ser problema dele. Em seguida os problemas chegaram aos bairros mais próximos do centro. Mesmo assim, nada. Agora, há falhas importantes na iluminação pública em pleno Centro Histórico. É mais um serviço, pelo qual pagamos, que a prefeitura não consegue prestar. E o governo quietinho!


Empregos

O novo Mercado Dom, no Hipper ABC, já começa a gerar empregos. A empresa está recebendo currículos e realizando entrevistas.

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