Edição: sábado, 07 de março de 2026

Douglas Prado

COLUNISTA

Douglas Prado

Invasão de supermercados já é uma ameaça à mobilidade em muitos bairros


A invasão dos bairros da cidade por supermercados que escolhem lugares impróprios para se instalar, preferindo os que levam caos ao trânsito, é mais uma marca do governo municipal. Em Nogueira, que já tinha dois supermercados, está em construção um novo da Petrofrutas. Mais adiante, na Estrada de Samambaia, é clara a postura favorável ao projeto de novo supermercado, em local que prejudica a mobilidade de uma extensa área da região. Outro supermercado Terê Frutas já tem até mesmo projeto aprovado, em frente à Montreal, na União e Indústria. Agora, é decidir por Mr. Supermercado ou Super Franchising Farmacêutico. Vai chegar o dia em que supermercados não vão vender, porque o cliente tem dificuldades para chegar lá. Mas, para os governos, mobilidade não tem menor importância.


Coleta do lixo: onde começa o problema 1

Há ligação direta entre a má qualidade da prestação do serviço de coleta de lixo e a incapacidade, ou falta de vontade de contratar serviço decente, regularmente. O município prefere usar atalhos, como contratos emergenciais e prorrogações descabidas, resultado em desastres para os interesses do município e dos cidadãos. Quando convoca as licitações exigidas por lei, deixa espaço para equívocos e irregularidades, nos editais e contratos, que acabam interrompendo o processo e permitindo que o prefeito entregue a bondade para quem ele quiser.


Coleta do lixo: onde começa o problema 2

Agora, depois de dois anos de serviços vergonhosos na coleta do lixo, o governo atual consegue produzir um monstrinho por que os anteriores? O serviço é feito hoje sem um contrato que o regule. Este foi o jeitinho encontrado de mater a empresa Solid como beneficiária do arranjo. Isso ocorre desde o dia 7 de janeiro, quando o último contrato expirou e, sabe-se, até quando isto perdurará.


Coleta do lixo: onde começa o problema 3

Como não há contrato, o município só poderá pagar a conta e vai querer pagar, podem ter certeza por meio de confissão de dívida, que é um processo excepcionalíssimo na administração pública, porque sua existência descumpre vários dispositivos destinados a manter a integridade dos negócios públicos. Para aprovar este tipo de negócio, Hingo Hammes terá de explicar muito bem explicado o que aconteceu. Se ninguém pedir estas explicações, quem vai pagar a conta é o contribuinte.


E seria justo

Meio gaiato, meio sábio, um observador da vida pública em Petrópolis brinca que até o ministro Flávio Dino relator no STF do processo que julga os salários no Judiciário acima do teto constitucional aprovaria a criação de algum tipo de artifício para aumentar o salário do juiz petropolitano Jorge Luiz Martins. Afinal, ele é pago para administrar a já complicada e extremamente trabalhosa 4ª Vara Cível de Petrópolis, que trata também das questões Fazendárias do município, e não para tocar questões do Executivo Municipal. Basta olhar a agenda de audiências da 4ª Vara Cível para ver que há semanas inteiras tomadas por audiências sobre questões que não parariam lá se a Prefeitura cumprisse suas missões, sem solavancos. Brincadeira de lado, estes dados revelam questões graves: a 4ª Vara é, cada vez mais, levada a agir diante de casos em que o prefeito não resolve os problemas de sua responsabilidade. Para completar: o gaiato diz que, se o reconhecimento salarial ao juiz petropolitano, o pagamento teria de ser feito mesmo pelo Judiciário. Se fosse pelo município, seria um calote atrás do outro.


Sem uniforme

A maioria dos coletores de lixo de Petrópolis trabalha sem uniforme e equipamentos de segurança. Deve ser um descuido do prefeito Hingo Hammes. Mas, é melhor corrigir rapidamente. Quem vê os pobres coletores pode imaginar que a coleta é feita por uma dessas empresas piratas que andam por aí. Se não for por isso, faça-o para proteger os coletores.


Menos, gente

Nove entre 10 políticos fluminenses têm buscado uma forma de fazer circular nos meios de comunicação notícias de que podem ser candidatos a governador do estado ou a senador, pelo Estado do Rio, mesmo sem terem a menor chance de serem lembrados. O grupo do ex-prefeito Rubens Bomtempo espalha que ele pode ser candidato a vice-governador do estado. Nem em sonho. O espaço que lhe sobrou foi de candidato a deputado federal. É o que foi combinado com o vice-presidente nacional do PT, o poderoso Quaquá, da rica Maricá. A turma de Bomtempo espalha são informações sobre posições de destaque no comando da candidatura à reeleição do presidente Lula. Nesse quesito, a fake news é mais útil aos adversários do presidente Lula.


Arrumação

Depois de escapar da porta do purgatório dos esquecidos da política, onde foi colocado pela desastrosa atuação como prefeito de Petrópolis, Bomtempo tem um problema verdadeiro, que não tem a ver com o Senado ou o Governo do Estado. Ele precisa que o PSB, partido que acabou de deixar, depois de comandá-lo por 17 anos no município, garanta vaga de candidato a deputado estadual para o vereador Léo França, ou que aceite sua transferência para o PT ou outro partido, sem sofrer a punição de perda de mandato. Esta é prenda que tem a ganhar.


Sem

O prefeito Hingo Hammes sancionou projeto do vereador Thiago Damaceno, aprovado pela Câmara, que institui o Programa Municipal de Incentivo ao Comércio Local em Petrópolis. Há bons propósitos na lei, mas faltam algumas coisas essenciais sobre o papel que o governo municipal deve exercer. Por exemplo: a Prefeitura deveria cuidar das questões econômicas de Petrópolis, e, portanto, dos interesses do comércio local, pagando em dia as contas que deve aos servidores, prestadores de serviços, fornecedores e outros. Resumindo: deveria pagar as contas em dia.


Muito justo

O vereador Dudu acertou no alvo ao propor o reconhecimento da Churrascaria Majórica, como Bem Cultural, Material e Patrimônio Gastronômico. O projeto já foi aprovado pela Câmara e transformado em lei por Hingo Hammes. É uma homenagem merecida.


Subindo o morro

A corrida para socorrer Petrópolis dos males da gastança do seu próprio governo, levou o prefeito Hingo Hammes a aprovar mais uma lei que ajuda a regularizar oras irregulares, grandes e pequenas. Por causa de medidas como esta, chegamos ao estado de desordem e de riscos na ocupação do solo de Petrópolis, especialmente, suas encostas. Quem respeitou a lei e fez tudo certo, sinta-se feliz com o novo nariz colorido que o governo lhe confere. Do ponto de vista de manter o eleitor fora do debate dos assuntos importantes, o governo Hingo Hammes se esmerou ao incluir na nova lei a  frase: que não acompanhem “os parâmetros e usos distintos da legislação edilícia vigente”, substituindo, cuja construção desrespeitou a legislação municipal.


Livro de Moreira Franco

O lançamento do livro do ex-governador e ex-ministro Moreira Franco, "Politica como destino ", coordenado por Aspásia Camargo, movimentou o mundo político do Rio, na Livraria Travessa no Leblon. Leitura recomendada para historiadores e políticos, registra os últimos 55 anos da política do estado. Lá estavam os jornalistas Merval Pereira, Hudsom Carvalho, cirurgião Paulo Niemeyer, deputado federal Hugo Leal, jurista Tecio Lins e Silva, ex-deputados federais Aloysio Teixeira, Marcio Fortes , procurador Carlos Alberto Pires Albuquerque, Paulo Antonio Carneiro Dias, do Diário de Petrópolis, deputado federal Júlio Lopes , ex-deputado federal Marcelo Itagiba, entre muitos outros.

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