COLUNISTA
O governo municipal reagiu mal às críticas feitas pelo vice-prefeito Albano Batista Filho, o Baninho, em conversa privada com uma pessoa, que foi gravada e divulgada nas redes sociais. Na gravação, Baninho descreve a situação do governo Hingo Hammes como caótica, tem dúvidas sobre a existência de saídas para a gravíssima crise financeira, deixa claro que o governo acumula dívidas e conclui que não quer, em nenhuma hipótese assumir o cargo de prefeito. Isso teria irritado principalmente o prefeito Hingo Hammes. Pois bem, é mais um equívoco do prefeito, que perde a oportunidade de refletir melhor sobre o problema. Baninho repetiu apenas o que diz a grande maioria da população, inclusive entre os 108 mil eleitores que o elegeram, há pouco mais de um ano. Condenar Baninho por ter expressado essa opinião, numa conversa particular, aparentemente com um amigo, é perder mais uma oportunidade de admitir que o caminho escolhido até aqui por sua administração fracassou e que é preciso rever praticamente tudo. O grande drama de Petrópolis, hoje, é que o seu prefeito não consegue enxergar a realidade que o cerca, enquanto a crise cresce em praticamente todos os setores da administração municipal.
Cena registrada hoje na Estação de Transbordo de Resíduos (ETR), na BR-040: 14 caminhões compactadores de lixo, que deveriam estar nas ruas da cidade, coletando lixo, estavam abandonados numa área da Estação de Transbordo, pertencente à empresa Solid Ambiental, nas margens da BR-040. Não se sabe se os caminhões estavam quebrados ou não foram deixados em área da PDCA, empresa proprietária da ETR, que não tem nada a ver com a história -, mas o fato de não terem circulado deve ter provocado mais lixo atirado nas calçadas, ruas e praças da cidade. E o contribuinte ainda vai pagar a conta pelo trabalho não realizado. É por coisas como essa, por exemplo, que levam o vice-prefeito e vários secretários de Hingo Hammes criticarem o governo, como faz a maioria da população. Neste caso, o problema é a incompreensível insistência em manter, até mesmo irregularmente, o contrato milionário com a empresa. O que dá origem às críticas e à desconfiança são os erros continuados, as irregularidades, a incapacidade de corrigir rumos.
Há outros políticos e assessores próximos a Hingo Hammes que criticam a incapacidade que ele tem de escutar sugestões, opiniões e, sobretudo, críticas. É um mau sinal para Petrópolis.
A Prefeitura voltou a dar calote no convênio com o Hospital Santa Teresa. Talvez já dê para contar às dezenas a quantidade de vezes que isso aconteceu, e que coloca novamente em risco o atendimento emergencial e outros que hoje são feitos pelo SUS pelo nosso maior hospital.
A Secretaria de Educação contratou por R$ 6.040.270,12 empresa para manutenção das escolas públicas, por um ano. Há quem diga que, pela metade do preço, a Secretaria poderia contratar equipes de quatro trabalhadores para fazer a manutenção de cada uma das escolas municipais. E sobraria dinheiro suficiente para compra de material necessário. E teria a enorme vantagem de não deixar os prédios escolares ficarem em mau estado, até que apareça alguém para cuidar dos consertos. Mas, embora a fatura seja alta, já é uma tentativa de evitar a ruína dos prédios escolares, cujo conserto passa a custar milhões de reais aos contribuintes e prejudica alunos e professores, como no caso, por exemplo, do Liceu Municipal.
A crise não parece tão grave na atividade turística. A Secretaria de Turismo está oferecendo espaço para instalação de barraca, de madeira ou outro material, para venda de comida na Bauernfest 2026, pelo modesto aluguel do espaço por R$ 13.791,96. Há outros mais caros, claro!
Petrópolis está presente no primeiro escalão do governo do desembargador Ricardo Couto. Rodrigo Dantas Scorzelli, secretário de Esportes e Lazer, foi mantido no cargo, que já ocupava interinamente nos últimos dias do governo de Cláudio Castro, desde que o titular pediu demissão para concorrer nas próximas eleições. Rodrigo é filho de Cezar Martins Scorzelli, que ocupou vários cargos importantes durante administrações municipais, e sobrinho da ex-deputada federal Anna Maria Rattes e do ex-prefeito Paulo Rattes.
A turma que dribla as regras eleitorais, pensando em escapar impunemente, deve se precaver nas eleições de outubro, quando qualquer pessoa poderá denunciar irregularidades ao TRE-RJ, por meio de WhatsApp, que será colocado à disposição pelo tribunal. Isso vai tornar mais ágil a mobilização dos fiscais do TRE de PMs para punir os espertalhões.
O deputado Sérgio Fernandes está aproveitando o espaço existente e trabalha incansavelmente para se tornar “o deputado estadual de Petrópolis”. É hoje quem mais se empenha em buscar apoio do governo do estado para o governo Hingo Hammes. Que precisa, como se percebe, de toda ajuda.
O comissário de Polícia Civil Carlos Graça Aranha está se lançando candidato a deputado estadual com as bênçãos do ex-governador Anthony Garotinho. Aranha está lotado atualmente na 105ªDP, no Retiro. Aranha atuou na Delegacia Fazendária, do Rio, que conduziu a Operação Caminho do Ouro, que investigou irregularidades na Câmara Municipal de Petrópolis, que resultou na prisão de vereadores e servidores municipais, em 2018.
O ex-governador Sérgio Cabral, agora de volta ao jornalismo diário, com uma coluna no jornal Correio da Manhã, fez as contas, que mostram como é importante a decisão sobre a divisão dos royalties do petróleo, entre estados e municípios, que deve prosseguir hoje no Supremo Tribunal Federal. Segundo Cabral, o Rio de Janeiro perderia R$ 50 bilhões em ICMS, por causa de mudanças nas regras de cobrança do imposto, assunto sob exame no tribunal, que deixou de ser feita no estado produtor. O assunto e os interesses dos estados produtores é uma luta de vida ou morte para o Estado do Rio, destacadamente o maior produtor de petróleo no país. Com relação aos municípios, se a mudança nas regras sobre os royalties foi aprovada pelo Supremo, municípios como Campos, Macaé, Rio das Ostras, Saquarema e Maricá, hoje privilegiados, podem voltar a frequentar a fila de municípios pobres.
Os proprietários do imóvel pediram o despejo do Conselho Tutelar do 1º Distrito, do programa Petrópolis da Paz e a Câmara de Resolução de Conflitos, que ocupam um casarão na Rua Ipiranga. O local também abriga o programa Petrópolis da Paz (Coordenadoria de Relações Institucionais) e a Câmara de Prevenção e Resolução de Conflitos, todos da Prefeitura de Petrópolis. Os donos do casarão dizem na ação inicial à Justiça que a Prefeitura não paga o aluguel desde que ocupou o imóvel.
O Detran designou mais 15 PMs do 26°BPM para lavrar autos de infração (multas de trânsito), em Petrópolis. Essa designação é uma exigência do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), para que policiais militares atuem na fiscalização do trânsito.
Por proposta de Carlos Eduardo Pereira, representante da NovAmosanta, o Conselho Municipal da Cidade (Comcidade) aprovou, por consagradora unanimidade, a proposta de a entidade lutar para que a nova ponte do Arranha-Céu, que será construída em Itaipava, receba o nome de Philippe Guédon. Proposta que merece todo o apoio das autoridades que vão decidir o nome que a importante obra vai receber. Guédon, com sua empresa Gabinal, que depois evoluiu para Shopping foi um dos responsáveis pelo surgimento da Itaipava que temos hoje. Depois, dedicou-se à tarefa de ser o poderoso ativista pró-Petrópolis, que foi. Importantes como ele, para o desenvolvimento de Itaipava, foram também Telmo Otero, dono da histórica Churrascaria Tarrafas, que abriu caminho para o distrito se transformar em importante centro gastronômico do estado, e o empresário José Crescêncio da Costa, responsável por obras de urbanização e loteamentos de qualidade. Telmo e Crescêncio também merecem homenagens.
Resolução do secretário da Casa Civil do governo estadual, publicada ontem, determina o exame das nomeações para cargos em comissão, empregos em comissão e funções gratificadas, pela Secretaria de Segurança Institucional. O objetivo, segundo a portaria, é garantir o “controle de integridade” dos contratados.
Depois de meses em situação irregular, a Prefeitura publicou ontem o contrato que fez com a empresa Solid Ambiental, responsável pelo fornecimento de caminhões, incluindo manutenção, e motoristas para o serviço de coleta de lixo. A contratação de coletores continua na conta da Prefeitura. O contrato vale a partir de 30 de abril. Agora, é esperar como a Prefeitura explica os pagamentos feitos, sem contrato, à Solid Ambiental.
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