COLUNISTA
A sujeirada que se espalhou em praticamente todos os bairros, por causa de mais uma semiparalisação da coleta de lixo, não deveria passar em branco, como passou, nos meios políticos. É como se os nossos representantes estivessem convencidos de que não há o que fazer, que o destino de Petrópolis é viver mergulhada em lixo. Esse quadro de anomia poderia ser alterado se todos debruçassem sobre as causas desse problema, que provoca graves prejuízos a Petrópolis, desde meados de 2023. Isso abriria espaço até mesmo para quem quisesse dizer, além do dono dos contratos milionários, que “não há o que mudar” na realidade da coleta e destinação final do lixo. Ora o lixo não é coletado porque os compactadores estão quebrados, ora o lixo não é levado para o aterro sanitário, porque as carretas não apareceram. Ora os coletores não apareceram, ora os motoristas eram insuficientes. E o lixo fica nas ruas, provocando problemas também gravíssimos. Para a população e para o prestígio dos nossos políticos. E nada de mudanças no contrato e no modelo de serviço desastrados e caríssimos herdados do governo Rubens Bomtempo.
O lixo que se acumula nas ruas, praças, encostas e margens de rios, quando a coleta não é regular, rotineiramente permanece espalhado mesmo depois que a coleta é retomada. Ninguém se responsabiliza pela limpeza da área prejudicada pela ineficiência crônica do serviço de coleta.
O terreno onde o supermercado Terê Frutas vai construir mais uma loja, na Estrada União e Indústria, no Prado, em Corrêas, já está cercado. As autoridades dizem que o supermercado terá de construir uma rotatória para organizar a entrada e saída de veículos de seu estacionamento, um compromisso que assumiu para conseguir a licença, mas é preciso ter cautela e desconfiar. Como acreditar que a empresa vai investir na construção de uma rotatória, se ela não respeita nem mesmo a decisão que a obriga a demolir as rampas de acesso à loja de Itaipava, que não constavam do projeto e foram construídas sobre a área destinada a calçadas. Há meses essa decisão vem sendo desrespeitada. E não se sabe de nenhum movimento das autoridades para que o Terê Frutas seja enquadrado e tenha de corrigir o problema, liberando a calçada.
Mais um supermercado está buscando autorização para construir uma loja na entrada do Carangola, exatamente ali, a 50 metros do epicentro dos problemas de trânsito na Hermogênio Silva, com reflexos na Barão do Rio Branco, Estrada do Carangola e União e Indústria, que a Prefeitura tenta minorar, com a construção de uma rotatória, cujos efeitos foram considerados bons pela CPTrans. Se na hora de conceder a licença para a obra ninguém pensar nas consequências para o trânsito na região, talvez ainda seja possível evitar o pior, verificando com mais cuidado o projeto para saber como será a entrada e saída de veículos.
Alcançou grande repercussão nas redes sociais o artigo escrito pelo médico e ex-vereador Mauro Peralta, apontando os graves danos que pode provocar a aprovação de um projeto que prevê a construção de 560 unidades habitacionais no terreno da antiga Montreal, em Corrêas. O artigo foi publicado no último fim de semana no Diário de Petrópolis e merece, mesmo, atenção dos leitores. E das autoridades.
A Câmara Municipal instalou uma nova Comissão Especial, para acompanhar e fiscalizar a gestão da merenda escolar em Petrópolis. O tema é tão importante, com tantas repercussões sociais, que a comissão não está apenas justificada, como merecia estar entre as permanentes da Câmara. A comissão será presidida pela vereadora Lívia Miranda e terá a participação dos vereadores Aloísio Barbosa, Marquinhos Almeida e Léo França.
A Prefeitura vai contratar o serviço de implantação, operação assistida e manutenção do sistema de videomonitoramento urbano de Petrópolis. Serão cerca de 130 câmeras convencionais e que permitem leitura facial e de placas de veículos. O projeto é bom, mas é difícil entender a razão de essa compra ser emergencial e driblar a realização de necessária licitação pública. A CPTrans conseguiu boa distribuição do equipamento por todos os distritos.
Uma raposa felpuda da política municipal viu a foto oficial do evento de apresentação da Cerveja Spaten como patrocinadora da Bauernfest, que começa daqui a alguns dias e fez algumas observações. Não há um só vereador no palco do evento, no Palácio de Cristal, assim como não participaram o secretário de Turismo e o presidente do Instituto Municipal de Cultura. Nem mesmo o vice-prefeito aparece na foto. Pode ser sinal de algum desacerto na montagem do evento ou sequela de movimentação na política municipal.
O projeto que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, foi aprovada pela Comissão Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, com os votos favoráveis dos três representantes do Estado do Rio, deputados Áureo Ribeiro (Solidariedade), Carlos Jordy (PL) e Marcos Soares (PSDB). A aprovação foi sacramentada por 44 votos a 18, a despeito dos argumentos técnicos e humanitários que condenam a redução da maioridade penal. A matéria será submetida, agora, ao plenário da Câmara. Há sempre esperança de que os deputados se disponham a ouvir opiniões diferentes, porque crianças e adolescentes são as principais vítimas da violência e não deveriam ser responsabilizados por ela.
Com apoio de sua torcida petropolitana, pai, mãe, irmãos, sobrinhos e amigos, o ex-vereador Jamil Sabrá marcou sua volta ao eixo Petrópolis-Rio participando da Maratona do Rio de Janeiro. Sabrá treinou por três anos, em São Paulo, onde atuava como diretor comercial de uma multinacional japonesa na área de facilities e fez o percurso de 42 quilômetros em 4 horas e seis minutos, um excelente tempo para atletas na faixa etária do petropolitano, representando um ritmo de 10,3km por hora. A torcida, comandada por Nelson Sabrá e Leda Maria, os orgulhosos pais, se concentrou na Marina da Glória.
É muito bom o projeto do vereador Fred Procópio, aprovado pela Câmara e já sancionada pelo prefeito, que cria, detalhadamente, o Circuito Ferroviário Turístico Cultural da antiga Estrada de Ferro Príncipe do Grão-Pará. O circuito inclui todas as estações da histórica ferrovia, desde o Meio da Serra até a Estação Cedro, já no limite com Areal, além de marcas como o arco superior do Terminal Centro, os túneis do Quissamã e do Itamarati, o pontilhão de ferro do Itamarati e várias outras ainda existentes. A demonstração de interesse de Petrópolis em preservar os registros da existência da ferrovia podem ajudar a desencravar o projeto de reativação da ferrovia, no trecho entre Magé e o Alto da Serra, que seria de grande importância turística para a cidade.
O ex-prefeito Leandro Sampaio decidiu não disputar as eleições de outubro, mas, nem por isso, está esquecido. Depois da pajelança em torno do deputado Pedro Paulo (PSDB), pré-candidato a senador, ocorrida em sua casa, Leandro foi visto no Val Marchê, no Valparaíso, ouvindo atentamente o que tinham a dizer o pré-candidato a deputado federal Eduardo do Blog e o empresário Luiz Paulo Azevedo. O Val Marchê, aliás, é o “escritório” preferido dos políticos petropolitanos, de todas as origens partidárias.
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