Edição: quarta-feira, 01 de julho de 2026

Douglas Prado

COLUNISTA

Douglas Prado

Divisão de votos obriga candidatos locais a disputarem votos em outros municípios


O tamanho do eleitorado petropolitano já é considerado insuficiente para eleger os candidatos locais a deputado federal e deputado estadual. Eles terão de disputar eleição estadual, buscando votos em outros municípios para ter alguma chance de se eleger. O problema principal é que há muitas dezenas de candidatos de outros municípios que vêm disputar votos aqui. Muitos deles prestam bons serviços à cidade, trazendo verbas oficiais e emendas parlamentares para obras e serviços. Alguns são apenas predadores. Para agravar a situação, por causa do grande número de partidos e da ausência de grandes líderes há uma profusão de candidatos locais, provocando a inevitável divisão do eleitorado. As convenções partidárias ainda não foram realizadas, mas já há mais de 20 políticos locais divulgando suas pré-candidaturas nas redes sociais. A relação dos candidatos está na próxima nota.


Candidatos locais

Pode haver outros que escaparam à pesquisa feita pela coluna, mas os políticos que se colocam como candidatos a deputados federais são os seguintes: Bernardo Rossi, Rubens Bomtempo, Hugo Leal, Marcus Vinícius Neskau, Júlia Casamasso, Jorginho Banerge, Marcus São Thiago, Dr. Santoro, Eduardo do Blog, Leandro Azevedo e Carlos Graça Aranha. Pré-candidatos a deputados estaduais: Yuri Moura, Serginho Fernandes, Paulo Mustrangi, Luiz Eduardo Dudu, Júnior Paixão, Léo França, Fred Procópio, Octávio Sampaio, Aloísio Barbosa Filho, Lívia Miranda, Matheus Quintal, Marcelo Lessa e Ziquinha.


Números que assustam

Os dados são da Secretaria do Tesouro Nacional: o valor total das dívidas de Petrópolis resultantes de ações judiciais e já em fase de cobrança subiu de R$ 168.299.995,10, em 2019, para R$ 477.747.791,65, em 2025. Hoje, a dívida supera os R$ 500 milhões. Rubens Bomtempo recebeu o estoque de precatórios em R$ 201.678.400,37, relativo a 2021 e elevou-o para R$ 314.206.663,24, em 2024, pendura com que Hingo Hammes assumiu a Prefeitura. O atual governo terminou 2025 com a dívida superior a R$ 477 milhões. A maior parte da dívida de precatórios diz respeito a direitos de servidores municipais.


Gastos com a folha

Não são muito bons os números sobre gastos com a folha de pagamento da Prefeitura de Petrópolis. Dados também da Secretaria do Tesouro Nacional informam que os gastos, no terceiro quadrimestre de 2025, avançaram para R$ 785.7 milhões, e que já ultrapassaram o limite de alerta para estouro, que é de R$ 776,9 milhões, estabelecidos pela legislação. O limite máximo da Lei de Responsabilidade Fiscal, para Petrópolis, nesse período medido é de R$ 863 milhões.


Receitas

Os números sobre as receitas municipais mostram que Petrópolis precisa cuidar urgentemente de sua economia. De um orçamento de R$ 1,83 bilhão em 2025, as receitas próprias foram de R$ 750,2 milhões, enquanto as receitas transferidas pelo Estado e pela União somaram R$1,08 bilhão.


Força da Engenharia

O engenheiro Miguel Fernández, que visitou Petrópolis ontem, é franco favorito para vencer a eleição de sexta-feira, para a presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ). Ele é presidente licenciado da entidade e concorre à reeleição. A eleição do Crea é poderosa. São mais de 120 mil profissionais, que atuam em mais de 20 mil empresas fluminenses e espera-se votação recorde. Os engenheiros e agrônomos do estado poderão votar de qualquer lugar onde estiverem, pelo portal vote.confea.org.br , de 8 às 18h.


Sem ônibus

Se nenhuma providência foi tomada, nos próximos dias, Petrópolis ficará sem ligação por ônibus com vários municípios mais próximos da Zona da Mata de Minas Gerais. A empresa Viação Sertaneja, que em sede em Mar de Espanha, liga a região também à capital, já anunciou a decisão de encerrar suas atividades no próximo dia 10. Talvez alguma autoridade se interesse pelo assunto, que é da alçada federal, porque são ônibus interestaduais. É bom lembrar que uma parte considerável da população de Petrópolis tem origem na Zona da Mata de Minas Gerais. Há muitas famílias petropolitanas originárias de Santana do Deserto, Mar de Espanha, Pequeri, Piau, Matias Barbosa e Simão Pereira, sobretudo, que mantêm ligações estreitas com as suas cidades.  Muitos ficarão sem essa linha de ônibus que faz terminal em Petrópolis.  Do ponto de vista social, esta linha é a que transporta muitos moradores da região que buscam assistência médico-hospitalar em Petrópolis.  para Petrópolis, veio de Mar de Espanha o saudoso vereador Delso Francisco da Silva, que foi um competente presidente da Câmara de Petrópolis.

Legenda: Em festa com Eduardo Paes e Pedro Paulo, Nélson Sabrá recebe comenda em festa

Em festa com Eduardo Paes e Pedro Paulo, Nélson Sabrá recebe comenda em festa de Arraial do Cabo. Crédito: Divulgação

Festa em Arraial do Cabo

O ex-deputado Nélson Sabrá foi um dos principais homenageados no evento que a Câmara de Vereadores de Arraial do Cabo promoveu para comemorar os 40 anos da emancipação do município, que antes fazia parte de Cabo Frio. Na época da emancipação, Sabrá era deputado estadual e foi o principal embaixador da ideia emancipacionista, que deu certíssimo em Arraial, hoje um centro de turismo importante do estado. Participaram também do evento o ex-prefeito do Rio e pré-candidato a governador, Eduardo Paes, o deputado Pedro Paulo, pré-candidato ao Senado, e o ex-prefeito de Petrópolis, Bernardo Rossi. Todos foram recepcionados pelo vereador Tayron. Sabrá, aliás, exerceu o mesmo papel importante para que São José do Vale do Rio Preto conquistasse a sua emancipação, um ano depois.


Otimismo

O PT de Petrópolis faz contas otimistas em relação às eleições de outubro. Com a presença dos ex-prefeitos Paulo Mustrangi e Rubens Bomtempo como candidatos, o partido espera ter resultados melhores do que os obtidos nas duas últimas eleições.


Precavidos

Para não serem chamados de pés-frios, em caso de tropeços do time, políticos têm se mantido longe das grandes manifestações de torcedores petropolitanos para assistir aos jogos da seleção brasileira de futebol. E não fazem muita falta. O torcedor não precisa de políticos para torcer.


Dinheiro pouco

O governo federal anunciou, com pompa e circunstância, que vai investir R$ 130 milhões “para apoio à população de rua”. É uma migalha para manter assistentes sociais e oferecer alguma assistência médica para essas pessoas. E é uma partícula se pensarmos que quem não tem casa, precisa de casa. Esse dinheiro é insuficiente para minorar os problemas habitacionais de uma só das grandes cidades brasileiras.

Legenda: Na foto, a partir da esquerda: Bebeto Tavares, Bira Ramos, deputado Sérgio Fe
Na foto, a partir da esquerda: Bebeto Tavares, Bira Ramos, deputado Sérgio Fernandes, Marcelo Rodrigues, deputada Laura Carneiro, o aniversariante Léo Pércia, Liinho Frias, Fernando Fortes, Soraia Espíndola e Jorge Barenco. Crédito: Divulgação


Festa em Pedro do RIo

O aniversário de Léo Pércia, foi comemorado domingo com grande festa política, em Pedro do Rio, com a presença da deputada federal Laura Carneiro e do deputado estadual Sérgio Fernandes, dos ex-vereadores Fernando Fortes e Jorge Barenco e do ex-secretário Antônio Neves. As homenagens a Léo Pércia foram estendidas ao deputado Sérgio Fernandes, que aniversariou no sábado.


Expliquem, por favor

Será que algum dos nossos distintos governantes pode explicar aos governados que fim levou o projeto de ligação entre o Bingen e o Quitandinha, utilizando parte de trecho da BR-040? Muitos disseram que seria questão de semanas para, finalmente, ligar os dois bairros, aproximando-os e evitando a volta ao mundo, hoje feita, passando pelas ruas já saturadas do Centro Histórico. Passaram-se muitos meses e nada foi feito. Não cairia mal alguém contar o que está acontecendo com o projeto.


Briga de cachorro grande

Há advogados se mobilizando para iniciar mais uma batalha judicial contra o governo municipal. Estão aguardando que a Prefeitura respeite a lei de transparência pública e apresente os documentos referentes à última contratação emergencial de empresa para a coleta do lixo, cujo prazo para atendimento já se esgotou. Os documentos foram solicitados por uma empresa que pretendia disputar o contrato e que argumenta não ter conseguido conhecer as regras do jogo.

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