COLUNISTA
É prudente que a Secretaria de Saúde reexamine o edital para contratação emergencial da alimentação servida no Hospital Alcides Carneiro e nas outras unidades de saúde administradas pelo Serviço Autônomo Hospital Alcides Carneiro (Sehac) neste caso estão as UPAs e as unidades de Pedro do Rio e Posse. Há grande grita de empresas do ramo contra problemas existentes no edital e no termo de referência que norteiam a escolha da empresa contratada. A queixa principal é a falta de critérios para que os concorrentes fixem seus preços, porque os documentos da disputa não explicam como o serviço será prestado (quentinhas, self servisse, prato feito etc.) e nem se custos como energia elétrica, água serão pagos pelo Sehac ou pela empresa contratada. Segundo os concorrentes, há questões muito obscuras no edital, como repassar à empresa a mão-de-obra hoje existente, sem estabelecer quem pagará salários e contribuições sociais, por exemplo.
É recomendável rever as regras da contratação para não aconteça o que já aconteceu várias vezes, com a interferência do Tribunal de Contas e, também, do MP, que leva à suspensão de licitações feitas pelo município. No caso da comida destinada aos pacientes, acompanhantes e plantonistas, o problema será grande, porque a Prefeitura já suspendeu a licitação para compra de alimentos, certamente já contando que esse problema já seja da empresa contratada. Enquanto isso, o cardápio empobreceu. Carne vermelha e frango desapareceram. As refeições, de quarta, quinta e sexta da última semana, por exemplo, foram à base de ovo mexido.
Petrópolis pode voltar a ser capital do Estado do Rio de Janeiro, pelo menos por algumas semanas do ano. Este é um dos projetos acalentados pelo pré-candidato a governador Eduardo Paes, revelado a amigos petropolitanos, durante sua visita à cidade, na última semana. A primeira ideia é recuperar o Palácio Itaboraí, no Valparaíso, como residência oficial do governador do estado, para, como ocorreu até a década de 1960. É uma boa ideia, mas é fundamental que ela não represente deixar desalojada a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que mantém ali excelentes projetos, para Petrópolis e para o país.
Para que moradores das regiões envolvidas e outros interessados não sejam surpreendidos por mudanças já decididas, sem que tenham tido a oportunidade de conhecer melhor o assunto e debatido as consequências: estão em pauta no Conselho Municipal de Revisão do Plano Diretor a aprovação de mudanças no zoneamento de áreas importantes de Petrópolis. As propostas em exame são de liberação de obras e atividades no principal acesso da cidade, por Quitandinha, exatamente no trecho mais bonito, entre o pórtico e o Lago; de trecho importante da BR-040. Nos dois casos, há problemas que precisam ser muito bem discutidos com a comunidade. Há questões ambientais, de preservação e, no caso da BR-040, é preciso verificar muito bem se não estamos transformando uma estrada federal importante para a região, sem respeitar afastamentos e normas de trânsito.
O candidato a primeiro suplente na chapa do deputado federal Pedro Paulo pode ser o ex-deputado, ex-secretário de Saúde do Rio, e ex-secretário de Desenvolvimento do Estado, Ronaldo Cezar Coelho. Hoje, Ronaldo, que é irmão do árbitro de futebol Arnaldo Cezar Coelho, sonha com uma cadeira de deputado federal.
Se o cronograma do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar o processo relativo ao ex-governador Cláudio Castro for mantido, até o fim de agosto, a Assembleia Legislativa terá de realizar eleições indiretas (com os votos apenas dos deputados), para eleger um governador para exercer mandato tampão até o fim do ano. Com isso, o governador interino, desembargador Ricardo Couto, terá mais algum tempo para avançar no trabalho de limpeza que ele vem conduzindo na máquina administrativa estadual, abarrotada de ocupantes de cargos em comissão (leia-se cabos eleitorais) que não trabalham. E tempo, também, para deixar uma visão mais clara dos contratos de obras, serviços e outros. Para manter o que foi feito por Ricardo Couto, a sociedade tem que ficar atenta, porque o projeto mais visível dos deputados repõe no governo exatamente o mesmo grupo que produziu as más condutas que estão sendo varridas do governo. Entre elas, a de lotear os cargos estaduais entre políticos governistas.
As redes sociais foram inundadas com informações sobre a contratação do candidato a vice-prefeito de Petrópolis, nas eleições de 2024, na chapa do deputado Yuri Moura, que seria funcionário fantasma na Assembleia Legislativa, desde março de 2025, na cota do ex-presidente Rodrigo Bacellar, que perdeu os mandatos de presidente e de deputado por envolvimento em escândalos. Yuri e Marcos Novaes, o vice, têm direito a defesa, no que diz respeito às acusações que recebem. Basta dizerem onde Novaes trabalhava e o que fazia. E explicar o que serviu de moeda de troca com Rodrigo Bacellar para conseguir a nomeação.
A Prefeitura acaba de fazer um bom negócio o que é raro, por isso merece divulgação com um velho ônibus, que iria acabar no ferro-velho. O veículo foi doado ao Guaratinguetá Kennel Clube, de São Paulo, que vai reformá-lo e transformá-lo em unidade móvel de cirurgias veterinárias. Como contrapartida, o ônibus virá a Petrópolis e realizará 400 cirurgias de castração de cães e gatos.
O shiatsu-terapeuta e acupunturista Donati Caleri é o coordenador do movimento Coletivo+Verde, que está sendo criado em Petrópolis, com o objetivo de produzir eventos em espaços públicos, nos campos da saúde, meio ambiente e arte/cultura. O primeiro evento está marcado para o próximo dia 18, na Praça da Liberdade. Tai chi, biodança, roda de conversa sobre alimentação e saúde mental, além de oficina de argila estão na programação. Todos serão bem-vindos.
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