Edição: sábado, 11 de julho de 2026

Douglas Prado

COLUNISTA

Douglas Prado

Medidas para enfrentar a crise financeira que paralisa a Prefeitura são tímidas e insuficientes


São tímidas e insuficientes as medidas tomadas pelo governo municipal para enfrentar a crise financeira. Nem mesmo o que foi estabelecido no decreto que colocou a cidade em estado de emergência financeira foi adotado. Depois de inúmeros pedidos de informações feitos à Prefeitura, o Diário de Petrópolis recebeu na última quinta-feira uma nota com dados sobre o que está sendo feito para enfrentar os problemas, que têm consequências evidentes e graves na vida dos petropolitanos. Foi um avanço, evidentemente, que o governo tenha decidido dividir com a população informações sobre um assunto que é do interesse de todos. Matéria de Jamis Gomes Júnior sobre a nota e as informações que contém está nas páginas do Diário de Petrópolis e no seu portal na internet. Festeja-se a tentativa de dar transparência à crise, mas não há como esconder a gravidade dos problemas. As medidas adotadas e seus resultados estão longe de fazer frente à “falta de tudo” em que a administração municipal está envolvida, com reflexo em toda a vida da cidade que habitamos.


Nomeações livres

O governo informa que reduziu em cerca de 25% os cargos comissionados (estes para os quais o prefeito pode nomear e demitir, sem respeito a qualquer outra norma que não seja a publicação de um ato no Diário Oficial, com o nome do contratado). Não há na resposta do governo nenhuma informação sobre a rigorosa investigação que esse assunto exige, como o levantamento de todos os cargos ocupados, que preparo têm os contratados para exercer as funções que lhe seriam afetas; onde trabalham, que horas trabalham e o que fazem os funcionários. Fazer o que o governo estadual está fazendo é o mínimo que se pode esperar: é preciso descobrir se precisamos tantos cargos que não exigem concurso. O exemplo estadual mostrou que pode haver mais de 50% de cargos desnecessários.


Gastança herdada e mantida

Sobre o hábito da gastança e desperdício que herdou do governo Rubens Bomtempo, a nota informa que foram extintas duas secretarias: de Trabalho e da Pessoa com Deficiência, duas secretarias criadas pelo governo anterior e que mal tinham sido instaladas. É pouco para uma estrutura administrativa que mantém 24 unidades de “primeiro escalão”, com suas sedes, equipamentos, automóveis etc. A prorrogação do decreto de emergência financeira, que estabelece as medidas de contenção, pode ser sinal de que os excessos da máquina administrativa vão receber os cuidados (leia-se cortes) que merecem.


Farra dos aluguéis

Das dezenas de imóveis que a Prefeitura aluga para instalar seus setores, apenas quatro foram devolvidos aos proprietários. As demais continuam gerando altas despesas. Manter palacetes e casarões para seus setores e, também, para órgãos estaduais e outros não faz sentido, quando não há dinheiro para nada. Nenhum contribuinte se oporia à instalação dos órgãos municipais, aqueles que são verdadeiramente necessários, em imóveis mais modestos, mais bem dimensionados e de manutenção mais barata que os casarões e palacetes, pelos quais a Prefeitura tem predileção.

Contratos não foram reexaminados

A Prefeitura não deu uma só informação clara sobre como vem realizando o reexame dos contratos de compras, de serviços, de terceirização, previsto no decreto que declarou emergência financeira. Aparentemente, há pouco ou nada realizado. Estão aí contratos contestados, criticados, denunciados e que consomem muitos milhões de recursos públicos e acumulam problemas, como o do aluguel de equipamentos para a coleta do lixo, a terceirização de pessoal na Secretaria de Educação e em outros setores. Nenhum deles foi revisto. Pelo contrário, têm sido renovados, com reajustes nos seus valores, inexplicáveis diante da má qualidade do serviço prestado. Há contratos de terceirização até mesmo na área de Saúde, feitos com uma empresa de São Paulo. Isso para falar nos problemas mais evidentes, porque há um universo de pequenos e médios contratos que merece atenção.


Rodriguinho na Câmara

Há mudança prevista para agosto, ou até mesmo antes do fim do mês de recesso, na Câmara Municipal. Pré-candidato a deputado estadual, o vereador Dudu decidiu pedir licença do mandato municipal, para fazer sua campanha pelo estado. Com isto, assume a vaga o primeiro suplente Rodrigo Bueno, o Rodriguinho. Se Dudu for eleito para a Assembleia Legislativa, ele herda a vaga na Câmara Municipal. O pedido de licença já está nas mãos do presidente do legislativo, vereador Júnior Coruja, a quem compete formalizar a substituição. O tema foi tratado durante reunião com mais de 100 participantes promovida pelo futuro vereador, com a presença de Dudu e, também, do deputado Renato Cozzolino, pré-candidato a deputado federal. Foi um bom teste para o prestígio de Rodriguinho. Cozzolino, ex-prefeito da vizinha Magé, vem ganhando espaço eleitoral cada vez maior em Petrópolis.


É preciso atenção

A empresa Limpar, que já prestou serviços a Petrópolis na área do lixo e pertence ao mesmo grupo empresarial que detém os maiores contratos de serviço de Petrópolis (coleta de lixo e terceirização de pessoal para a Educação), está envolvida em outra investigação. Contratada pela Secretaria de Agricultura do Estado, para fazer obras em estradas rurais de Itaperuna e São José de Ubá, a empresa teria forjado relatório das obras, usando fotos retiradas de bancos de imagem na internet.


Festa e trabalho

Com a presença do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, a festa de lançamento da pré-candidatura de Yuri Moura à reeleição para a Assembleia Legislativa, foi um vigoroso sucesso. Além de Boulos, participaram deputados federais, dirigentes do PT e do PSOL, e líderes comunitários de Petrópolis. Além de embalar a caminhada eleitoral de Yuri, a festa abriu possibilidades de atrair investimentos federais para Petrópolis. O ministro Boulos, durante sua passagem pela cidade, demonstrou grande interesse em conhecer os problemas que afligem Petrópolis. Ele mostrou idêntica atenção às questões da cidade, durante sua visita ao Diário de Petrópolis, onde foi recebido por Paulo Antonio Carneiro Dias. Como ele trabalha num gabinete do Palácio do Planalto, abre-se aí um caminho de prestígio para Petrópolis.

Crédito: Alcir Áglio
Amigos se reuniram para cantar parabéns para Paulo Antonio Carneiro Dias, o aniversariante da semana. Crédito: Alcir Áglio

Homenagens

Um grupo animado de amigos se reuniu ontem, no almoço do Lukas Petropolitano, para homenagear o aniversariante Paulo Antonio Carneiro Dias, diretor do Diário de Petrópolis, com direito a bolo e parabéns. Estavam lá o ex-vereador e ex-secretário municipal Fernando Fortes, os advogados Fídias Alves, Luiz Fernando Ferreira de Souza, Célio Salim Thomaz Júnior e Jordani Fernandes, os ex-vereador Wanderley Braga Taboada, o ex-deputado Márcio Arruda, o fotógrafo Alcir Áglio, o tenente José Victor Caldeira e o ex-presidente do Serviço Autônomo Hospital Alcides Carneiro (Sehac), hoje no Hospital Beneficência Portuguesa-SMH e o ex-secretário de Habitação, Antonio Lopes Neves.


Desatenção

Moradores e entidades que representam moradores de Itaipava e região, entre elas a NovAmosanta, estão preocupados com a desativação, pelo governo, do Comitê do Parque Prefeito Paulo Rattes. O comitê se reunia regularmente e tinha então a oportunidade de examinar os projetos de uso do parque, o que garantia aos moradores mais tranquilidade com relação ao uso do parque, com a redução de problemas que pudessem ser gerados pelos eventos. O governo faria bem em revorar o comitê.

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