COLUNISTA
Só para colaborar com dados oficiais para a discussão já desencadeada no período pré-eleitoral sobre o tamanho do socorro oferecido a Petrópolis pelo governo federal, a coluna consultou as licitações em andamento na Prefeitura, desde o início do ano. Excluindo os valores inferiores a R$ 1 milhão e as verbas generosas repassadas para os setores de Saúde e Educação, somam R$ 174 milhões os repasses para investimentos no município. Esse valor ultrapassa em muito o de tudo quanto o município investiu em obras, no mesmo período. De valor significativo, o Diário Oficial só registra R$ 7 milhões destinados a operações tapa-buracos, com uso de recursos do orçamento da Secretaria de Obras. Todas as grandes obras de infraestrutura são financiadas pelo governo federal. Na lista, estão as obras mais importantes previstas para Petrópolis este ano.
Estão na lista de obras federais o Parque Fluvial da Barão do Rio Branco; regularização fundiária; dragagem da Rua Elisa Mussel, no Caxambu; contenção de encostas na Rua Amaral Peixoto, em Quitandinha; contenção na Waldemar Ferreira da Silva (Morro do Pinto), no Caxambu; quadra esportiva na Comunidade São João Batista, na Duarte da Silveira; quadra de areia em Araras; Contenção na Alcobacinha; construção da Policlínica de Itaipava; compra de geradores para a Defesa Civil; obras de contenção e construção de gavetas no Cemitério Municipal; e recomposição de margens do Rio Quitandinha. Dá para imaginar como será difícil formar o palanque nas festas de inauguração destas obras. Para não ficar apenas no folclore político, a constatação é que, sem os recursos transferidos pelo governo federal (sem incluir as transferências obrigatórias, que são muitas e grandes, a paralisia de Petrópolis seria ainda mais grave.
Ação movida pelo Ministério Público pede tutela de urgência para que a Prefeitura de Petrópolis interrompa, a partir do próximo mês, os pagamentos irregulares que vem fazendo à empresa Capital Ambiental Construção e Serviços Ltda., que sequer tem contrato em vigor com o município, há mais de oito meses. A empresa prestava serviços de terceirização de mão-de-obra na área da Educação, o contrato terminou, mas o serviço foi mantido, embora os pagamentos sejam considerados irregulares. Se o pedido do MP for abrigado pelo Judiciário, a Prefeitura terá um problema difícil de resolver. Em agosto, serão retomadas as aulas na rede municipal e mais de mil servidores são terceirizados. E não há nem mesmo esboço de solução por meio da necessária licitação pública.
Está confirmada para o próximo sábado (18h) a primeira atividade do Coletivo + Verde, coordenado por Donati Caleri. Será na Praça da Liberdade, a partir da 10h, com atividades de Tai Chuan e Biodança, Roda de Conversa e Oficina de Argila.
Sobre nota publicada pela coluna sobre o Comitê do Parque de Itaipava, no fim de semana: a NovAmosanta recebeu informação da Secretaria de Meio Ambiente de que o Comitê não foi desativado. Mas, há controvérsias. O comitê, que se reunia quinzenalmente, e tinha, portanto, condições de acompanhar de mais perto as atividades do parque, não se reúne desde maio. A NovAmosanta torce para que o trabalho seja retomado.
No contato com o secretário municipal de Meio Ambiente, Pedro Alcântara, Carlos Eduardo Pereira, da NovAmosanta mostrou preocupação com a permuta de um ônibus cedido para o Guaratinguetá Kennel Clube, de São Paulo, que será transformado em unidade móvel de cirurgias veterinárias. Em troca Petrópolis terá direito a 400 cirurgias de castração de cães e gatos, operação que foi elogiada pela coluna. O dirigente da NovAmosanta, que também é presidente da Apa Itaipava, quer mais explicações da Prefeitura. Diz ele: “Deste acordo, surgem diversas dúvidas, principalmente sobre o estado ônibus. Se ele servirá para outro município, por que não para Petrópolis? Quanto custaria tê-lo como um castramóvel permanente? Quem condenou o ônibus? Quem fez a avaliação da permuta? Onde está a transparência? Vamos oficiar ao Prefeito, mesmo sabendo que não teremos resposta?”. Pensando bem, a Prefeitura tem mesmo muito a explicar.
Há oposicionistas munidos de lupas buscando esclarecer o que quer dizer aditivo ao termo de concessão de benefícios fiscais e estímulos econômicos, que a Prefeitura firmou em 2025 com as empresas Hangar Empreendimentos e Transmorguini Locação e Transporte Ltda, em vigor até hoje. O termo inclui como contrapartida pelas bondades concedidas “a contratação de serviços de máquinas, que incluem o aluguel de vários tipos de caminhões, retroescavadeiras e escavadeiras hidráulicas, todos com motoristas e operadores inclusos para intervenções a serem realizadas em estradas vicinais conforme demanda apontada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, em comum acordo com a Secretaria de Obras e homologado pelo prefeito”. O interesse é saber se o acordo não foi transformado em motivo de inexigibilidade de licitação pública para a contratação do maquinário.
Debate sobre desenvolvimento do município reúne amanhã (16), às 18h, no Teatro Mariano (Rua Frei Rogério, 95), o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, pré-candidato a governador do estado, o deputado Pedro Paulo, pré-candidato ao Senado, o deputado federal Hugo Leal e o ex-secretário de Defesa do Consumidor do município do Rio e pré-candidato a deputado estadual. Quem organiza o encontro é o vereador Thiago Damaceno. Os temas principais serão políticas públicas para o crescimento econômico, geração de empregos e recuperação financeira do município.
O escândalo da denúncia feita por mulheres que integraram o Coral Meninas Cantoras de Petrópolis, de terem sofrido assédio moral e sexual por parte do maestro Marco Aurélio Xavier, é tema da pauta da reunião do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim), que será realizada hoje (15), às 18h, na Casa dos Conselhos, no Palácio Koeler. O Conselho pretende debater pronunciamento que o maestro fez, nas redes sociais, a título de defesa.
Segundo a coluna Ancelmo Gois, de O Globo, a Prefeitura de Petrópolis está cobrando judicialmente uma conta de R$ 70 mil, de IPTU em atraso, da atriz Giovanna Antonelli. Trata-se de uma casa pertencente à atriz, em Secretário. Espera-se que não seja ação isolada e que o município esteja tomando providências para cobrar cerca de R$ 600 milhões que proprietários de imóveis devem à Prefeitura. Esse dinheiro ajudaria a melhorar a merenda escolar, a alimentação nas principais unidades de saúde de Petrópolis e regularizar a situação da iluminação pública.
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