COLUNISTA
Tem tudo para virar novo escândalo. A Prefeitura se prepara para publicar um edital de licitação pública para contratar o serviço de coleta de lixo. Parece coisa positiva, mas não é. Quem acompanha de perto a montagem do documento afirma que o governo municipal quer juntar todas as etapas do serviço em uma única licitação, o que faz duvidar das intenções de acabar com as ilegalidades na prestação do serviço. Se isso for verdade, o governo monta uma licitação que nunca será concluída, como ocorreu com tantas outras, abrindo caminho para uma prorrogação emergencial ou até mesmo para um contrato novo, também emergencial. Explico: o edital juntaria no mesmo pacote o serviço de coleta, o transbordo, o transporte até o destino final e o serviço de aterro sanitário. Se isso acontecer, o edital estará dirigido para uma única empresa, a que possui o aterro sanitário de Três Rios. É o único de toda a região. Esse favorecimento já é suficiente para que o Tribunal de Contas ou a Justiça Comum cancelem a licitação. O mais correto seria licitar o serviço de aterro sanitário. Escolhido este, a Prefeitura já saberia a distância que as carretas teriam de percorrer e faria a licitação para o transporte. Ao mesmo tempo, selecionaria empresa para a coleta. Se a licitação for suspensa por decisão judicial ou do Tribunal de Contas, a Prefeitura, docemente constrangida, terá de escolher os parceiros e contratá-los emergencialmente. Ou, o que é pior, o danoso contrato atual acabará prorrogado, com a empresa que aluga os caminhões de coleta. O contrato é caro e o serviço ineficiente. É difícil acreditar que haja erro, descuido ou qualquer coisa parecida na preparação do edital. O que parece haver é o propósito de “não realizar” a licitação. Hingo Hammes tem duas alternativas: negar essas informações e fazer as coisas corretamente, ou começar a informar a população sobre o que está sendo feito. Para começar, esclarecendo quem está montando essa “licitação”.
O balanço da Comdep, publicado ontem (11) apresenta números escandalosamente negativos. É um grande escândalo que as contas da empresa tenham chegado à situação atual, mas são tantas as más notícias produzidas pela administração municipal que o assunto passou batido pelas redes sociais e pelo noticiário da cidade. Somente de débitos fiscais e sociais, a empresa está pendurada R$ 500 milhões. O calote de FGTS não depositado é superior a R$ 250 milhões. Se fosse uma empresa privada, estaria em processo de falência: se a Comdep vender todas as suas ações, todo o seu patrimônio, não conseguiria pagar com o resultado nem 25% do seu débito fiscal e social. E há outras contas. Muitas contas.
A repercussão negativa da viagem de férias do prefeito Hingo Hammes parece ser injusta. Afinal, enfrentando os problemas que herdou do antecessor Rubens Bomtempo, e dos que ele próprio criou, ele em direito a uns dias de descanso. O que está errado é não ter informado à cidade que iria viajar. É praticamente impossível manter estas coisas escondidas. Para diminuir a irritação em torno do governo municipal, ele deveria anunciar a viagem, esclarecer por quanto tempo deixaria o governo e quem tomaria conta do município durante sua ausência.
Ao reassumir, presencialmente, vamos dizer assim, Hingo Hammes deve explicar como é que os problemas da empresa de ônibus Turp podem “surpreender” o governo. Afinal, o governo está dentro da administração da empresa, para a qual nomeou um interventor. Sentado no comando do negócio, não pode simplesmente alegar ignorância sobre o que acontece na empresa.
O pagamento da primeira parcela do 13º salário aos servidores da direção do Inpas, ocorrida, segundo informa o próprio instituto, ocorrido por um erro de programação do depósito em conta, colocou aposentados e pensionistas da Prefeitura ainda mais irritados com o governo. Os primeiros por não estarem recebendo seus benefícios em dia, os últimos por não terem recebido sequer um aceno sobre a primeira parcela do 13°. A reação da turma nas redes sociais foi instantânea e irada. Se alguém tivesse planejado fazer o governo virar inimigo do funcionalismo não teria tanto sucesso quanto o obtido nesta fraquejada do “sistema” do Inpas.
A coluna errou ao identificar Rodrigo Neves como ex-prefeito de Niterói, em nota sobre evento promovido pelo ex-prefeito Leandro Sampaio. Na verdade, ele continua, firme e forte, como prefeito de Niterói. Perdão, leitores.
Ainda não foram publicadas no portal do TSE as listas de candidatos da Democracia Cristã (DC) e do PSDB. Destas listas devem sair mais dois candidatos de Petrópolis a deputado estadual: do vereador tucano Júnior Paixão e do vereador Luiz Eduardo Dudu.
Estão na lista do TSE, já divulgadas, os candidatos a deputado federal Matheus Quintal (PL), Leandro Azevedo (Republicanos), Rubens Bomtempo (PT), Marcus Vinícius Neskau (PRD), Cristiane do Roberto Jefferson (DC), que é como se inscreveu a ex-deputada Cristiane Brasil; Marcus São Thiago (PSB), Bernardo Rossi (União), Júlia Casamasso (PSOL), Eduardo Blog e Hugo Leal (PSD).
Os candidatos de Petrópolis a deputado estadual, segundo o TSE, são: Comissário Aranha (Republicanos), Aloísio Barbosa (PP), Léo França (PT), Paulo Mustrangi (PT), Fred Procópio (MDB), Elias Montes (PL), Yuri Moura (PSOL) e Bernardo Santoro (PSD).
A decisão da Democracia Cristã (DC) de apoiar a candidatura de Eduardo Paes ao governo estadual põe um problema no colo do vereador petropolitano Luiz Eduardo Dudu, candidato a deputado estadual pela legenda. Ele teria compromissos com a candidatura a governador do deputado estadual Douglas Ruas, do PL.
O governo municipal esclareceu perante o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (Comupa) as circunstâncias da permuta de um velho ônibus da Prefeitura de Petrópolis com um município paulista, que reformou e transformou o veículo em um castramóvel. O ônibus estava em estado precário e foi trocado por uma boa quantidade de castrações de cães e gatos em Petrópolis. Depois dos esclarecimentos, o Comupa considerou a permuta um bom negócio para Petrópolis.
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