COLUNISTA
As contas de 2025 e, provavelmente, também as de 2026 da Prefeitura de Petrópolis, estão prejudicadas no Tribunal de Contas do Estado (TCE), que rejeitou em caráter definitivo e por unanimidade, a proposta feita pelo prefeito Hingo Hammes, de firmar um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), que permitiria ao município corrigir de forma voluntária irregularidades e falhas encontradas na administração, sem aplicação imediata de punições ou multas. O TCE aprovou decisão monocrática do presidente Márcio Pacheco, que já havia rejeitado a proposta de Hingo. No documento em que pediu a TAG, o município confessou irregularidades gravíssimas, na gestão de verbas públicas, como a utilização de R$ 57,1 milhões de recursos vinculados à Saúde, Educação e Previdência/Inpas) fora da finalidade, o que é expressamente proibido por lei. E também confessa ter feito o pagamento de R$ 31,9 milhões em despesas, sem cobertura orçamentária. A confissão destas irregularidades já foi motivo de pedido de impeachment do prefeito, feito pelo vereador Léo França (PT), que não chegou a ser considerado pela Câmara.
Os eleitores do vereador Luiz Eduardo Dudu podem ficar tranquilos. A Democracia Cristã (DC) entregou dentro do prazo a relação dos candidatos a deputado estadual nas eleições de outubro. O documento já foi publicado no portal do Tribunal Superior Eleitoral. O mesmo aconteceu em relação ao vereador Júnior Paixão e ao ex-vereador Marcelo Lessa, ambos candidatos a deputado estadual pelo PSDB. Tudo dentro do prazo. Marcelo Lessa diz que está preparado para a campanha, que percorrerá o município com uma equipe de cinco motociclistas e um celular, para gravar imagens. A música de campanha de Lessa já aponta, no primeiro verso, o tom da campanha eleitoral que ele fará: “Ele tem coragem para fiscalizar/ Quando chega de motoca e celular/ O povo para e começa a gritar/ É no Lessa que eu vou votar”. Quem conhece o estilo Lessa de fiscalizar acha que vai ser divertido.
O PSOL anda fazendo birra com o deputado Yuri Moura, porque ele participou de um encontro político com a presença do candidato do PSD ao governo estadual, Eduardo Paes, e do candidato a senador do mesmo partido, deputado Pedro Paulo. Yuri está protestando nas redes sociais, porque o partido lhe surrupiou minutos importantes de tempo na propaganda eleitoral.
Os meios políticos tiveram uma manhã de muita excitação e fofocas, ontem, com a notícia de que policiais federais cumpriam mandados de busca e apreensão em Petrópolis, parte de um inquérito que apura concessão irregular de licenças ambientais à empresa Refit (antiga Refinaria de Manguinhos aquela que é campeã de sonegação fiscal). Vários outros mandados foram cumpridos ontem. Em Petrópolis, os alvos foram o governador Cláudio Castro e o ex-prefeito e ex-secretário de Ambiente do Estado, Bernardo Rossi. Adversários de Rossi vibravam com o fato de ele ser um dos alvos da investigação, enquanto seus aliados lembravam que as licenças ambientais eram concedidas pelo Inea e não pelo secretário. No mais, a maioria é de opinião que a maioria destas investigações é excessivamente lenta. É pouco provável que a polícia consiga apreender alguma coisa importante. Afinal, os alvos são investigados há vários meses. Daria tempo suficiente para, quem deve alguma coisa, esconder provas.
O tema coleta do lixo não sai da pauta de problemas graves de Petrópolis. Nas últimas semanas, a irregularidade na coleta teria sido causada pela falta de veículos no transporte do lixo para o aterro sanitário de Três Rios. Das seis carretas contratadas e necessárias para o serviço apenas três estavam funcionando e, em alguns dias, apenas duas. Com isso, o lixo permanecia nos caminhões coletores, que, por sua vez, não cumpriam suas rotas. O impressionante dessa história é que apesar de esse problema ocorrer com enorme frequência, não se tem notícia de qualquer medida dos setores do governo responsáveis pela fiscalização. É possível até que a empresa responsável tenha sido paga pelo transporte de lixo para Três Rios, que não fez. Falta fiscalização e falta governo no caso do lixo.
Não consta de nenhum documento oficial e, também, não foi tema de qualquer discurso, mas influentes empresários petropolitanos, que participam do movimento para trazer para Petrópolis o novo supercomputador de IA, não escondem nas conversas que problemas resultantes de má prestação de serviços pela Prefeitura são fortes argumentos contra os interesses de Petrópolis. Argumentam que as dificuldades para regularizar os serviços na coleta do lixo, no transporte coletivo, nas áreas de educação e saúde, e para cumprir em dia os compromissos com os servidores ativos e aposentados. Esses e outros fatos estariam prejudicando a candidatura de Petrópolis a receber o equipamento, pretendido também por outros importantes municípios brasileiros.
Faleceu no início da semana Márcia Mascheroni Costa. Ela atuou por mais de 40 anos nos setores administrativos do Instituto Carlos A. Werneck e era viúva do jornalista Ivaldo Costa (Tribuna de Petrópolis e Jornal de Cascatinha) e mãe da advogada Marina Costa e do empresário Mário Costa.
A campanha eleitoral vai passar, obrigatoriamente, pela Casa de Portugal, onde, até domingo, será realizada a Festa do Vinho 2026, de 12h às 22h, sob o comando do presidente do clube cultural, Mário Alexandre D’Angelo Mesquita. Tem música, comidinhas e vinho de excelente qualidade.
Como as negociações do acordo salarial estão se arrastando, há cinco meses, sem qualquer avanço, os rodoviários que trabalham nas empresas Única e Fácil vão discutir paralisação das atividades. Assembleia para discutir o problema está marcada para a próxima quarta-feira (19), às 11h, na sede do Sindicato dos Rodoviários, na Rua Visconde de Souza Franco, 121. O presidente do sindicato, Glauco da Costa, pede a presença maciça dos trabalhadores.
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