COLUNISTA
O governo municipal não é muito bom, também, na tarefa de realizar licitações públicas. É difícil lembrar de um só edital envolvendo assunto importante, que não tenha sido abatido pelo Tribunal de Contas ou pela Justiça Comum, por irregularidades de todo tipo. Por isso, o melhor é rezar para que surpreenda todos e consiga levar até o fim a licitação para contratar 70 vagas de unidades de tratamento intensivo (UTIs). É preciso que o governo não erre nas regras do edital e que instituições como a Beneficência Portuguesa SMH e o antigo Hospital Clínico de Corrêas estejam em condições de participar do certame. Se isso não ocorrer, as vagas podem ser contratadas em outros municípios. Segundo a própria Prefeitura, já há carência de 35 vagas no sistema, razão pela qual há uma imensa fila de pessoas que precisam fazer cirurgias e não conseguem, porque não há UTIs suficientes. As existentes mal dão para socorrer as vítimas desta verdadeira epidemia de motociclistas acidentados. Além disso, obras projetadas vão interromper o funcionamento das UTIs do Hospital Municipal Nélson de Sá Earp.
Apenas um interessado compareceu à licitação para instalar o serviço de “vitórias elétricas”, a serviço do turismo de Petrópolis, numa tentativa de substituir as antigas charretes puxadas por cavalos. O solitário empresário não conseguiu, no entanto, juntar a documentação necessária e a licitação fracassou.
Só para registro histórico: o projeto de lei municipal que obrigou a separação da cobrança do consumo de energia elétrica e da contribuição de iluminação pública, nas contas de energia elétrica, pode resultar em grande redução da receita municipal. A separação foi aprovada pela Câmara Municipal, com o voto, inclusive, do prefeito Hingo Hammes, que então era vereador, foi submetida ao crivo judicial e já está vigorando. Até agora, o consumidor pagava pelos dois serviços numa só conta, a emitida pela Enel. Como não pagar uma conta da Enel pode levar ao corte de energia, a contribuição de iluminação pública era paga sem grande inadimplência. Agora, cada conta será paga separadamente. Poucos vão pagar. O novo buraco na receita municipal pode chegar a dezenas de milhões.
O prefeito Hingo Hammes está enfrentando denúncias do vereador Léo França, amplamente repercutidas nas redes sociais, sobre a falta de leite, sal e outros produtos em escolas da região do Quitandinha. E uma denúncia levou a outra: as pessoas querem saber por que, com tantos problemas no setor da merenda, o prefeito escalou o gestor da Alimentação Escolar como integrante de comissão da CPTrans, que julga recursos de motoristas contra multas de trânsito. Pode não ser uma boa decisão colocar o responsável da merenda cuidando de trânsito.
O Festival do Maracujá, em Sardoal, distrito de Paraíba do Sul, que é vizinho de Secretário e Vale das Videiras, em Petrópolis, fez sucesso. Muitos políticos aproveitaram para conversar sobre as eleições próximas. Um grupo de conversas reuniu o petropolitano Matheus Arruda, o vice-prefeito de Paraíba do Sul, Gil Leal, e o ativista político Vandinho. Sardoal é reconhecidamente um bom promotor de festas e eventos. E eles reúnem sempre grande público de petropolitanos.
Candidato a deputado federal, o ex-prefeito Bernardo Rossi terá encontro com empresários petropolitanos, em almoço na Maison Jardins, na Rua Alberto de Oliveira, 94, na Mosela. Será no dia 2 de setembro. As confirmações podem ser feitas até o dia 30.
A proposta do presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Petrópolis (Comupa), Carlos Eduardo Pereira, de dar à nova ponte do Arranha-Céu, em Itaipava, o nome do saudoso empresário, ex-vereador, ex-secretário municipal, ativista da causa petropolitana, Philippe Guédon, ganhou um apoio decisivo. A ideia, já aprovada também pelo Conselho Municipal da Cidade, foi abraçada pelo deputado federal Hugo Leal, que apresentou projeto na Câmara dos Deputados, oficializando a homenagem. Então, já dá para chamar de Ponte Philippe Guédon, a estrutura que já está com as vigas instaladas e deve ser entregue, muito provavelmente, em outubro. Homenagem merecida.
Hugo Leal está trabalhando também para liberar recursos para a construção do binário de Itaipava, na altura do Supermercado Bramil. A obra é destinada a organizar o trânsito num ponto de retenção, no encontro da União e Indústria com a Petrópolis-Teresópolis. O custo previsto é de R$ 4 milhões.
Não há por que duvidar que a USP disponha de equipamentos capazes de registrar pequenos sismos no Estado do Rio de Janeiro, mas há alguma coisa errada na informação de que o fenômeno ocorreu na Estrada da Serra Velha da Estrela. Afinal, a histórica via começa no Alto da Serra e termina na Raiz da Serra, em Magé. Portanto, o sismo não pode ter ocorrido no limite de Petrópolis e Caxias. Se houve confusão com o trecho mais antigo da Estrada Washington Luiz, que faz parte da BR-040, entre o Belvedere e Quitandinha, é melhor os técnicos da Prefeitura e do DNIT buscarem mais informações com a universidade paulista.
Se a Prefeitura quiser mesmo amenizar os graves problemas financeiros que enfrenta, com a nova temporada de anistia fiscal para os devedores de impostos e taxas municipais, vai precisar aprovar uma nova lei a respeito, proibindo a realização de outra “bondade tributária” por pelo menos dois anos. Caso contrário, os contribuintes, que também estão apertados, não vão pagar nada, porque podem esperar pela próxima anistia fiscal.
Há quem duvide, mas vamos considerar que o prefeito Hingo Hammes cumprirá o restante de seu mandato: dois anos e quatro meses. Então, se ele conseguir tocar até o fim o projeto de negociar o parcelamento das dívidas municipais com o governo federal, por 300 meses, deixará contas para os próximos seis prefeitos pagarem.
Será que o governo municipal está pensando num novo projeto sobre dívidas, parcelando também o que deve à Enel, por consumo de energia? Há contas que já estão em aberto há quatro meses.
Veja também: