Edição: sábado, 29 de agosto de 2026

Douglas Prado

COLUNISTA

Douglas Prado

Só resta rezar para  que a Prefeitura erre menos e consiga contratar UTIs

O governo municipal não é muito bom, também, na tarefa de realizar licitações públicas. É difícil lembrar de um só edital envolvendo assunto importante, que não tenha sido abatido pelo Tribunal de Contas ou pela Justiça Comum, por irregularidades de todo tipo. Por isso, o melhor é rezar para que surpreenda todos e consiga levar até o fim a licitação para contratar 70 vagas de unidades de tratamento intensivo (UTIs). É preciso que o governo não erre nas regras do edital e que instituições como a Beneficência Portuguesa SMH e o antigo Hospital Clínico de Corrêas estejam em condições de participar do certame. Se isso não ocorrer, as vagas podem ser contratadas em outros municípios. Segundo a própria Prefeitura, já há carência de 35 vagas no sistema, razão pela qual há uma imensa fila de pessoas que precisam fazer cirurgias e não conseguem, porque não há UTIs suficientes. As existentes mal dão para socorrer as vítimas desta verdadeira epidemia de motociclistas acidentados. Além disso, obras projetadas vão interromper o funcionamento das UTIs do Hospital Municipal Nélson de Sá Earp.


Deu xabu

Apenas um interessado compareceu à licitação para instalar o serviço de “vitórias elétricas”, a serviço do turismo de Petrópolis, numa tentativa de substituir as antigas charretes puxadas por cavalos. O solitário empresário não conseguiu, no entanto, juntar a documentação necessária e a licitação fracassou.


Novo buraco na receita

Só para registro histórico: o projeto de lei municipal que obrigou a separação da cobrança do consumo de energia elétrica e da contribuição de iluminação pública, nas contas de energia elétrica, pode resultar em grande redução da receita municipal. A separação foi aprovada pela Câmara Municipal, com o voto, inclusive, do prefeito Hingo Hammes, que então era vereador, foi submetida ao crivo judicial e já está vigorando. Até agora, o consumidor pagava pelos dois serviços numa só conta, a emitida pela Enel. Como não pagar uma conta da Enel pode levar ao corte de energia, a contribuição de iluminação pública era paga sem grande inadimplência. Agora, cada conta será paga separadamente. Poucos vão pagar. O novo buraco na receita municipal pode chegar a dezenas de milhões.


Desvio de função

O prefeito Hingo Hammes está enfrentando denúncias do vereador Léo França, amplamente repercutidas nas redes sociais, sobre a falta de leite, sal e outros produtos em escolas da região do Quitandinha. E uma denúncia levou a outra: as pessoas querem saber por que, com tantos problemas no setor da merenda, o prefeito escalou o gestor da Alimentação Escolar como integrante de comissão da CPTrans, que julga recursos de motoristas contra multas de trânsito. Pode não ser uma boa decisão colocar o responsável da merenda cuidando de trânsito.

Crédito: Divulgação
Legenda: Conversa política em Paraíba do Sul reúne (da esquerda para a direita) Vandinho, Gil Leal e Matheus Arruda. Crédito: Divulgação


Festa em Sardoal

O Festival do Maracujá, em Sardoal, distrito de Paraíba do Sul, que é vizinho de Secretário e Vale das Videiras, em Petrópolis, fez sucesso. Muitos políticos aproveitaram para conversar sobre as eleições próximas. Um grupo de conversas reuniu o petropolitano Matheus Arruda, o vice-prefeito de Paraíba do Sul, Gil Leal, e o ativista político Vandinho. Sardoal é reconhecidamente um bom promotor de festas e eventos. E eles reúnem sempre grande público de petropolitanos.


Almoço

Candidato a deputado federal, o ex-prefeito Bernardo Rossi terá encontro com empresários petropolitanos, em almoço na Maison Jardins, na Rua Alberto de Oliveira, 94, na Mosela. Será no dia 2 de setembro. As confirmações podem ser feitas até o dia 30.


Ponte Philippe Guédon

A proposta do presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Petrópolis (Comupa), Carlos Eduardo Pereira, de dar à nova ponte do Arranha-Céu, em Itaipava, o nome do saudoso empresário, ex-vereador, ex-secretário municipal, ativista da causa petropolitana, Philippe Guédon, ganhou um apoio decisivo. A ideia, já aprovada também pelo Conselho Municipal da Cidade, foi abraçada pelo deputado federal Hugo Leal, que apresentou projeto na Câmara dos Deputados, oficializando a homenagem. Então, já dá para chamar de Ponte Philippe Guédon, a estrutura que já está com as vigas instaladas e deve ser entregue, muito provavelmente, em outubro. Homenagem merecida.


Binário

Hugo Leal está trabalhando também para liberar recursos para a construção do binário de Itaipava, na altura do Supermercado Bramil. A obra é destinada a organizar o trânsito num ponto de retenção, no encontro da União e Indústria com a Petrópolis-Teresópolis. O custo previsto é de R$ 4 milhões.


Fora do limite

Não há por que duvidar que a USP disponha de equipamentos capazes de registrar pequenos sismos no Estado do Rio de Janeiro, mas há alguma coisa errada na informação de que o fenômeno ocorreu na Estrada da Serra Velha da Estrela. Afinal, a histórica via começa no Alto da Serra e termina na Raiz da Serra, em Magé. Portanto, o sismo não pode ter ocorrido no limite de Petrópolis e Caxias. Se houve confusão com o trecho mais antigo da Estrada Washington Luiz, que faz parte da BR-040, entre o Belvedere e Quitandinha, é melhor os técnicos da Prefeitura e do DNIT buscarem mais informações com a universidade paulista.


Bondade tributária

Se a Prefeitura quiser mesmo amenizar os graves problemas financeiros que enfrenta, com a nova temporada de anistia fiscal para os devedores de impostos e taxas municipais, vai precisar aprovar uma nova lei a respeito, proibindo a realização de outra “bondade tributária” por pelo menos dois anos. Caso contrário, os contribuintes, que também estão apertados, não vão pagar nada, porque podem esperar pela próxima anistia fiscal.


Para a história

Há quem duvide, mas vamos considerar que o prefeito Hingo Hammes cumprirá o restante de seu mandato: dois anos e quatro meses. Então, se ele conseguir tocar até o fim o projeto de negociar o parcelamento das dívidas municipais com o governo federal, por 300 meses, deixará contas para os próximos seis prefeitos pagarem.


Uma pergunta

Será que o governo municipal está pensando num novo projeto sobre dívidas, parcelando também o que deve à Enel, por consumo de energia? Há contas que já estão em aberto há quatro meses.

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