COLUNISTA
Manifestação com centenas de pessoas, a maioria de professores das escolas municipais, protestando contra o atraso nos pagamentos de salários e na recusa de negociar melhorias salariais, meses depois da data-base da categoria, não é coisa comum, em Petrópolis. Principalmente, considerando que era um dia frio e chuvoso. Isso demonstra, claramente, que o governo municipal está perdendo qualquer apoio que ainda resistia, entre os servidores, que perderam a paciência, não só pelos problemas que vêm enfrentando, por causa da crise financeira instalada no município, mas pela incapacidade mais que evidente de tomar medidas para enfrentar o estado de emergência autodeclarado nas finanças governamentais. Os efeitos que a crise do governo impõe à cidade, ficam ainda mais graves, diante da insegurança, insatisfação e incerteza que se espalha no meio do funcionalismo. Até mesmo o Sindicato dos Servidores de Petrópolis (Sisep) saiu de sua posição discreta e distribuiu nota dando conta que entrou na batalha judicial em defesa de seus associados. Os efeitos perversos da má administração se espalham também por todos os setores da economia, da vida da cidade. Como a Prefeitura dá calote em prestadores de serviços, nos proprietários de imóveis que ela aluga, nas empresas de obras, projetos e outros, a incerteza se espalha e todos saem perdendo, mesmo os que não têm nenhum negócio com o governo Hingo Hammes.
O histórico da mobilização dos servidores petropolitanos não é favorável ao governo. Em outras ocasiões as manifestações resultaram em enormes perdas políticas para os governantes. Especialmente, porque, nestes momentos, os servidores quase sempre conseguem o apoio dos vereadores.
Embora o pedido de autorização “sem penalidades” feito pela Prefeitura, para usar os recursos do fundo de previdência dos servidores, não tenha sido deferido pela Justiça, o juiz responsável, José Francisco Buscacio Maron, determinou que o governo deve enviar recursos para o Inpas, para o pagamento de benefícios de aposentadorias e pensões. O Sisep interveio para que seja estabelecido um prazo curto para cumprimento dessa determinação judicial.
Os efeitos nocivos da crise financeira que o governo municipal escolheu não enfrentar ficaram mais claros, na quarta-feira, quando o Hospital Alcides Carneiro e o Sehac comunicaram oficialmente que não tinham dinheiro para pagar em dia os salários de agosto. Antes o Inpas, fez comunicado idêntico, avisando que não tinha o dinheiro para pagar aposentados e pensionistas. O documento da área de saúde informou que o atraso se deve a “circunstâncias imprevistas” e pede compreensão aos trabalhadores. Com os salários atrasados é difícil pedir compreensão dos prejudicados. Eles sabem que as “circunstâncias” são facilmente previsíveis: são resultado do fracasso da administração municipal no controle das contas (da gastança, para ser mais claro) e das receitas municipais.
Servidores e aposentados da Prefeitura estão ativos nas redes sociais, buscando apoio na defesa de seus direitos de receber salários e benefícios em dia. Esse engajamento promete crescer, quando ficar mais claro que a Prefeitura gastou mais de R$ 35 milhões contratando advogados para mover a ação do chamado ICMS a mais, que poderia ter sido feita por procuradores do município. Os pagamentos foram suspensos, há poucos dias, pelo Tribunal de Contas do Estado, três anos depois de denúncia formulada pela vereadora Gilda Beatriz. Se a decisão tivesse saído na véspera, o dinheiro não teria saído dos cofres municipais.
Todos os conselhos tutelares de Petrópolis estão em dificuldades. O do Centro Histórico está em vias de ser despejado, por falta de pagamento; o de Itaipava está debaixo de cobrança, pelo mesmo motivo. Agora, o de Cascatinha está fechado, por “falta de estrutura e condições de trabalho”. O Conselho Municipal de Assistência Social, o Ministério Público e a Prefeitura já foram informados sobre os problemas.
A Frente Nacional de Combate ao Câncer (FNCC) realizará, no próximo dia 15, às 9h, o encontro “Além da dor: cuidando do corpo, da mente e das emoções”. Gratuito e aberto ao público, o evento acontecerá na sede da instituição, localizada na Rua Monsenhor Bacelar, nº 569, no Centro de Petrópolis. A intenção é aproveitar as ações do Setembro Amarelo, para ampliar a conscientização sobre os impactos físicos, emocionais e sociais da fibromialgia. Participarão Maitê Simas, nutricionista; Ingrid Maia, psicóloga; Fred Fiori, terapeuta integrativo; e Claudia Farias, assistente social.
A CPTrans marcou para o dia 11 de novembro nova tentativa de contratar as vitórias elétricas, que já deveriam estar substituindo as antigas charretes, puxadas por cavalos, que eram um forte chamariz turístico. Na primeira tentativa, a licitação fracassou.
O advogado e escritor petropolitano Fídias Alves lança mais um livro, no próximo dia 24 de setembro, a partir das 18h, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, na Rua Marechal Deodoro, 229. O livro trata do desafio do abuso de poder nas eleições brasileiras, à luz da Constituição.
O ex-prefeito Rubens Bomtempo atribuiu ao prefeito Hingo Hammes “e seus advogados” a responsabilidade de um processo movido na Justiça Eleitoral, contra o registro de sua candidatura a deputado federal. Segundo Bomtempo, a ação de Hingo Hammes tem o objetivo de beneficiar a candidatura de Bernardo Rossi. A lamúria é encerrada com um “fora Hingo Rossi, você não tem mais condições de administrar Petrópolis”. Se foi mesmo uma ação dos adversários, não deu em nada. O TRE aprovou a candidatura de Bomtempo.
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