Edição: quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Douglas Prado

COLUNISTA

Douglas Prado

Estado extingue mais de mil  cargos em comissão, para fazer economia. Petrópolis ignora crise e mantém gastança irresponsável


Depois de extinguir secretarias estaduais e anexar órgãos, com o objetivo de reduzir gastos, o governador Ricardo Couto, em decreto publicado no Diário Oficial de ontem, o governador Ricardo Couto tomou a decisão de extinguir mais de 1 mil cargos da estrutura do governo do estado. Cargos em comissão, destes que não dependem de concurso público, pois são de nomeação livre e, dos felizes beneficiários, raramente se faz qualquer exigência de preparo ou experiência. O tema tem grande importância em Petrópolis, porque aqui pagamos um preço elevado, porque o prefeito Hingo Hammes prefere ignorar a crise que corrói a máquina administrativa, os serviços essenciais e espalha consequências daninhas por toda a sociedade. Como Hingo Hammes, no caso da Prefeitura, o governador recebeu um estado que, como mostram as investigações feitas pela polícia e pelo Ministério Público, havia inúmeras irregularidades pesando sobre as finanças públicas, e decidiu tomar providências para mudar o quadro perverso. Hingo Hammes, pelo contrário, ignorou a crise e aprofundou a gastança herdada. Aqui, continuamos com mais secretarias do que a maioria dos governos estaduais.


Casa Civil é campeã

A maioria dos cargos extintos 367 eram da Secretaria da Casa Civil do governo do estado. E a maioria destes deveria trabalhar na sede da secretaria, no Palácio Guanabara, o que seria impossível. Não caberiam nos espaços existentes.


Danos da gastança se espalham

O prefeito Hingo Hammes tem grande dificuldade de reconhecer que está errando no essencial. Até mesmo assessores criticam a falta de diálogo e o péssimo hábito de não aprofundar qualquer debate sobre os problemas, que não são mais somente do governo, mas de toda a sociedade petropolitana, porque eles levaram ao calote generalizado, inclusive, agora, com relação aos vencimentos de servidores, aposentados e pensionistas, que vêm recebendo com atrasos. Por falta de recursos, entre tantos, há problemas na merenda escolar, no pagamento de contratos de prestadores de serviços, no atendimento na área de saúde e nos cuidados com a infraestrutura do município. Sob qualquer aspecto, é indesculpável o que ocorre em Petrópolis. E é também extremamente preocupante o que pode vir nos próximos meses, nos próximos anos, porque nada se faz para corrigir os rumos da administração municipal.


Merenda sob vigilância

Equipes de vários candidatos estão de olhos voltados para a seriedade das denúncias de que o governo municipal divulga cardápios com refeições que não chegam aos pratos das crianças nas nossas escolas. Pais denunciam que a qualidade da alimentação escolar continua caindo.


Má gerência dos contratos

Desde agosto de 2025, a Viação São Luiz (Cidade das Hortênsias) opera no sistema de transporte público de Petrópolis sem contrato. A terceirização de mão de obra para a Secretaria de Educação também não tem contrato. A coleta do lixo vive de prorrogações irregulares, de emergências não explicáveis e de desculpas esfarrapadas para a sociedade, que protesta contra a má qualidade do serviço prestado. Para dizer o mínimo, são resultantes de má administração.


Barrada

Filha do ex-deputado Roberto Jefferson, a ex-deputada Cristiane Brasil Francisco teve sua candidatura a deputada federal pelo Podemos rejeitada pelo TRE. Segundo o tribunal, ela tem envolvimento com organização criminosa. Cristiane tem direito a recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.


Plano de Assistência Social

A equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social, sob o comando de Wesley Barreto, elaborou um bom Plano Municipal de Assistência Social para o período 2026-2029. Evidentemente, para que o plano seja executado a contento é necessário que o prefeito providencie os recursos necessários e apoie as medidas previstas. Os desafios são muitos. Um exemplo: há cerca de 10 mil pessoas vivendo em condições de extrema pobreza no município e quase metade delas é de crianças e jovens até 17 anos. E mais de 50 mil petropolitanos vivem em estado de pobreza.

Revisão de condenação

A condenação do deputado estadual Yuri Moura, por ter chamado o ex-governador Cláudio Castro de corrupto pode ser revista pelo Tribunal de Justiça do Estado. O julgamento de recurso do parlamentar foi suspenso na última segunda-feira, depois que a maioria dos desembargadores já tinha votado favoravelmente aos argumentos da defesa de Yuri Moura, que conduzem à revisão de sentença anterior, em que o deputado foi condenado. A declaração foi feita durante fiscalização das obras em Petrópolis, depois da tragédia dos temporais de 2022.


Concurso

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), comandado pela coronel Gabryela Dantas, está preparando o primeiro concurso público desde 2009. São 35 vagas de engenheiros e técnicos de estradas e outras 96 para cadastro reserva de cargos de níveis médio e superior.

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