Edição: sábado, 17 de outubro de 2026

Douglas Prado

COLUNISTA

Douglas Prado

Júnior Coruja quer saber onde Hingo pôs o dinheiro da iluminação pública

O vereador Júnior Coruja, que fez um duro pronunciamento contra o Executivo Municipal, pelas redes sociais, sem poupar o prefeito Hingo Hammes, não recuou da posição depois da conclusão do primeiro turno das eleições gerais. Em discurso na Câmara, disse que já pôs à disposição do prefeito os cargos de servidores por ele indicados. E anunciou que vai investigar um assunto que incomoda muito o governo, que é o destino dos recursos da Contribuição para a Iluminação Pública, no período em que não havia empresa responsável pelos serviços de expansão e manutenção. O governo deixou a cidade sem esses serviços, de 27 de abril e 3 de agosto. Sem uma empresa responsável, o serviço não foi prestado nesse período e a receita o que nós pagamos todos os meses na conta da Enel deveria estar estocado. A receita mensal é de R$ 3,6 milhões. Desse dinheiro, R$ 2,4 milhões cobrem os serviços de instalação de novos pontos de luz e dos consertos e revisões necessários. Coruja se queixa de o governo não ter esclarecido o que fez com esse dinheiro pode ser mais de R$ 6 milhões. E, também, porque não colocou esses recursos para garantir a recomposição da iluminação, que recebe cobranças e críticas em todo o município. O presidente da Câmara anunciou que está investigando, também, superfaturamento na compra de material de iluminação pública.

É a crise

Coruja não é o único vereador que confronta o Executivo, envolvendo a falta de esclarecimentos públicos sobre a crise financeira, suas origens e que medidas Hingo Hammes está tomando para reduzir seus efeitos. Com a força que ganhou com seus quase 20 mil votos para deputado estadual, perdendo apenas para Yuri Moura, o único de Petrópolis eleito para a Alerj, Octávio Sampaio diz que a população merece informações sobre as causas do alto endividamento do município devemos cerca de R$ 1,5 bilhão e sobre o déficit mensal diferença entre o que arrecadamos e o que precisamos - que varia entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões.

Muita bondade

Merece um olhar mais atento dos órgãos de fiscalização a concessão pela Prefeitura de Petrópolis de benefícios fiscais, em favor de uma construtora. O Diário Oficial já alinhou as bondades concedidas à empresa: isenção de ITBI e Taxa de Obras e redução da alíquota do ISS para 2%, até o término da obra que poderá ocorrer em até 15 anos, só se encerrando depois da concessão do habite-se. Em troca da bondade, a empresa se propõe a construir 20 residências, em Pedro do Rio, gerando 80 empregos diretos, com investimento de R$ 13.750.000. Se isso for correto, dá para imaginar que o tamanho do rombo financeiro da Prefeitura vai aumentar, porque, com toda justiça, outras construtoras vão querer benefícios idênticos para tocarem seus negócios.

Imagem vergonhosa

O lixo, que já ocupa mais de 50 metros de calçada, no Centro de Nogueira, avança agora
O lixo, que já ocupa mais de 50 metros de calçada, no Centro de Nogueira, avança agora sobre um ponto de ônibus. Foto: Diário de Petrópolis

Uma imagem que deveria envergonhar as autoridades da Prefeitura: depois de ocupar mais de 50 metros de calçada, em frente a um condomínio residencial em final de construção, no Centro de Nogueira, está chegando já ao banco do ponto de ônibus. Não tem explicação cabível, não tem desculpas. O governo municipal precisa assumir suas responsabilidades e resolver essa situação caótica de obrigar a cidade a conviver cercada pelo lixo.

Força da indignação

Depois de muitos meses de silêncio, o mundo político começou a enxergar o lixo que se acumula em ruas, praças, beiras e leito de rios e encostas. Esse movimento saudável tem muito a ver com a indignação da população diante da sujeira que nos cerca. Mas, o lixo espalhado não pode ser atribuído a falhas episódicas da coleta, porque vivemos na verdade uma situação de colapso no serviço de coleta. Não custa que as autoridades nos ajudem a cobrar, também, solução para os buracos que tomam conta de praticamente todas as ruas da cidade.

Lula vence na terra de Jefferson

Flávio Bolsonaro alcançou uma expressiva vitória no Estado do Rio de Janeiro, no primeiro turno da eleição presidencial, mas perdeu para Lula em 10 municípios. Entre eles, está Levy Gasparian, a cidade em que mora, há vários anos, o ex-deputado Roberto Jefferson, um expoente das forças bolsonaristas. Flávio perdeu também em Niterói, Pinheiral, Valença, Rio das Flores, Conceição de Macabu, Miracema, Laje do Muriaé e Porciúncula. A vitória mais expressiva do PT deu-se em Rio das Flores: 57,10% a 37,39%.

Encontro com Fídias

A Livraria Nobel da 16 de Março promove hoje (17), a partir das 17h, o Encontro com o Autor, que contará com a presença do escritor Fídias Alves Ferreira, que falará sobre seu livro Democracia e Liberdade Religiosa, que aborda ume tema atualíssimo.

A palavra está com o prefeito

Está confirmado para o próximo dia 20 (terça-feira) um encontro entre o prefeito Hingo Hammes e servidores aposentados do município. Quem batalhou para que o prefeito conversasse, enfim, com a categoria, foi a presidente do Sepe-Petrópolis, Rose Silveira. Os aposentados que têm sofrido com os atrasos no pagamento dos benefícios estão apreensivos com a possibilidade de a situação piorar nos últimos meses do ano, envolvendo até mesmo o 13º salário. Está mesmo mais do que na hora de o prefeito se pronunciar sobre o assunto. O que está acontecendo é inaceitável.

Estilo Coperlupos

Um grande empreendimento imobiliário, cujas unidades já estão à venda, corre o risco de ver o decreto municipal que mudou o zoneamento de um imóvel da Castelânea, para permitir a construção de 360 unidades. Ocorre que o Ministério Público descobriu que obra descumpre praticamente todas as exigências para sua realização. A Secretaria de Meio Ambiente informa não haver licença ambiental para a construção e a Caixa garante que os imóveis resultantes não são da categoria Minha Casa, Minha Vida, como disse a Prefeitura quando autorizou a mudança nas regras de ocupação do solo, por meio de decreto do prefeito, quando deveria ser por lei municipal.  É o estilo Coperlupos de licenciamento de construções em Petrópolis. Basta somar com o projeto autorizado para o terreno da antiga Montreal, em Corrêas, são quase mil imóveis que descumprem a legislação e regras básicas de licenciamento.

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