COLUNISTA
Petrópolis deve ser mesmo diferente. O que funciona ou é indicado para outros lugares não faz efeito aqui. Se não for isso, é mera incompetência da administração municipal imaginar que é possível enfrentar problemas financeiros graves sem aumentar as receitas e sem cortar gastos. E, no quesito cortar gastos, é preciso que Petrópolis tenha vindo de outro mundo para defender, como faz Hingo Hammes, a manutenção das atuais 24 secretarias municipais. O governador eleito Douglas Ruas anunciou, como uma de suas primeiras propostas de governo, reduzir em 30% as secretarias estaduais, que hoje são 33. Isso representaria cortar 11 ou 12 secretarias. Em qualquer dos casos, o governo estadual ficaria com menos secretarias que Petrópolis. Pois é, o mundo deve estar errado. Só Hingo Hammes está certo. E talvez seja por isso que Hingo Hammes só conseguiu transferir 1.348 votos para o Dr. Luizinho, seu candidato a deputado federal, e é um campeão nacional de rejeição.
Contramão
No quesito melhorar a receita, também andamos na contramão. A Assembleia aprovou ontem projeto do governador Ricardo Couto, criando regras para identificar e punir os devedores contumazes de impostos estaduais. E é melhor os devedores encontrarem forma de regularizar sua situação com a Fazenda estadual, porque podem ter até mesmo suas inscrições estaduais canceladas, o que as impediria totalmente de funcionar. Em Petrópolis, continuamos repetindo anistias no caso atual, anistias intermináveis e menos pessoas pagam o IPTU e ISS em dia.
Suplentes e suas chances 1
Dos candidatos a deputado estadual de Petrópolis, que não se elegeram, o vereador Dudu (DC) é o que tem alguma chance de assumir a cadeira, embora seu partido tenha conseguido eleger apenas um deputado, que é Carlos Russo, vereador de Araruama por quatro mandatos. Não é fácil, porque o titular teria de ser lembrado para algum cargo no Estado. Mas, Russo tem possibilidades de eleger-se prefeito de Araruama e a vaga sobraria para Dudu. Os demais candidatos ficaram nas seguintes posições como suplentes: Sérgio Fernandes (5° suplente do PSD), Júnior Paixão (4º suplente do PSDB), Fred Procópio (5º suplente do MDB), Aloísio Barbosa (10º suplente do PP), Octávio Sampaio (12° suplente do PL) e Léo França (12° suplente do PT). Deste grupo, Sérgio Fernandes tem alguma chance. É do partido do grupo político do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do atual prefeito Eduardo Cavaliere.
Suplentes e suas chances 2
Entre os federais, há poucas dúvidas de que Hugo Leal, o primeiro suplente do PSD, ganhará vaga. Há, entre os eleitos, vários podem ser chamados para cargos na Prefeitura do Rio são dados como quase certos Renan Ferreirinha, na Educação, e Daniel Soranz, na Saúde Também tem chances o segundo suplente Bernardo Rossi, que é do grupo vencedor das eleições estaduais, de onde devem sair secretários do governo Ruas. Marcus Vinícius Neskau é primeiro suplente e pode assumir se o deputado eleito em sua coligação, Áureo Ribeiro, for lembrado para algum cargo de governo, o que não é impossível. Os demais candidatos de Petrópolis ficaram suplentes nas seguintes posições: Júlia Casamasso (4ª), Rubens Bomtempo (8°), Leandro Ziquinho (8º). E, ainda, há um primeiro suplente, do PSOL, Professor Tarcísio Motta, que, embora não tenha Petrópolis como seu reduto eleitoral principal, é petropolitano nato.
Pronto socorro insalubre
Depois dos problemas nas UPAs, com desabastecimento e equipamentos fundamentais em más condições, no Hospital Alcides Carneiro, e a necessidade de realizar obras no Hospital Municipal Nelson de Sá Earp, Petrópolis está diante de mais uma situação dramática na área da saúde: o vexaminoso resultado de inspeção feita pelos conselhos de Enfermagem e de Medicina e pela Vigilância Sanitária estadual no Pronto Socorro Leônidas Sampaio, no Alto da Serra. Os órgãos constataram infiltrações mofo, fiação exposta, ausência de climatização em áreas de atendimento, falta de acessibilidade, deficiências na rede de gases medicinais, especialmente na pediatria. Além disso, há leitos próximos a pias, aumentando os riscos de contaminação por respingos, fragilidades no controle de infecções, ausência de lavatórios em áreas assistenciais e pendências no licenciamento sanitário.
Primeiros movimentos
Há pelo menos sete candidatos a suceder Júnior Coruja na presidência da Câmara. O mandato do atual presidente termina em 31 de dezembro. Nos cálculos de quem acompanha de perto, a disputa ocorre entre Fred Procópio, Luiz Eduardo Dudu, Octávio Sampaio, Gil Magno, Júnior Paixão, Gilda Beatriz e Léo França. Mais perto do fim do ano, devem surgir mais candidatos. O jogo para valer, normalmente, ocorre nas últimas 48 horas antes da eleição.
Mudanças no TCE
As contas do governo Hingo Hammes, de 2025, têm novo relator no Tribunal de Contas do Estado. A relatoria foi redistribuída para o conselheiro Christiano Lacerda Ghuerren, um técnico respeitado no tribunal. A mudança se deu na reorganização do trabalho, depois que a Justiça determinou a saída dos conselheiros titulares Marco Antônio Alencar e José Gomes Graciosa. O novo relator vai encontrar situações incomuns em contas municipais, entre elas o fato de Hingo Hammes já ter confessado ao Tribunal irregularidades gravíssimas nas contas do primeiro ano de seu governo.
Encontro desmarcado
O prefeito Hingo Hammes cancelou o encontro com representantes dos aposentados da Prefeitura e com a presidente do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) Rose Silveira. A desatenção tornou ainda mais pesado entre os aposentados e servidores da Educação. Eles esperavam receber alguma notícia que desmentisse a impressão de que os atrasos nos pagamentos de salários e benefícios previdenciários vão continuar e ficar ainda maiores. E que são mínimas as possibilidades de a Prefeitura conseguir pagar o 13° salário.
Veja também: