COLUNISTA
Setores do governo que abastecem seus veículos nos postos Enzo estão no prejuízo. Um ajuste de preços firmado pela Prefeitura com a empresa fixou em R$ 7,09 o preço do litro de gasolina comum fornecido pela empresa. Este é o preço médio da gasolina comum em Petrópolis, apurado pela Agência Nacional do Petróleo, que faz pesquisas bem frequentes. Mas, há em Petrópolis postos que fornecem o combustível por R$ 6,97. Por que a Comdep e outros setores que têm contratos com essa rede de postos não usa o preço mais baixo levantado pela pesquisa para fixar o valor a ser pago pela gasolina? Isso se não quiserem abastecer em Duque de Caxias (preço médio R$ 6,17), ou Três Rios (R$ 6,80). Os postos Enzo, aliás, fazem parte do mesmo grupo que detém os contratos de coleta de lixo, coleta de entulho e de terceirização de mão de obras na área da Educação.
A questão dos cobradores
Antes de começar a discutir a exigência de cobradores nos ônibus de Petrópolis, punindo os rodoviários, fariam bem as autoridades se consultassem as planilhas de custo das empresas, com base nas quais são fixadas as tarifas do transporte coletivo, para ver se os salários dos cobradores não estão incluídos entre os custos. Isso serviria para ver se os usuários do sistema já pagam ou não os salários desses rodoviários, incluídos nas tarifas. Todos os ônibus eram obrigados a ter cobradores. A Câmara fez a bondade e exigir apenas em algumas linhas 100, 300, 500 e 700. Isso tirou emprego de muita gente. Agora, até mesmo os ônibus dessas linhas trafegam sem cobrador. Já que não há preocupação com a segurança do transporte de passageiros, pois o próprio governo autorizou tirar os cobradores de dezenas e dezenas de linhas, talvez seja o caso de levar isso em consideração na hora de fixar a tarifa. Se não tem cobradores, não precisamos pagar seus salários e a tarifa tem de ficar mais barata.
Presidência da Câmara
Os vereadores Júnior Paixão, Júnior Coruja, Octávio Sampaio e Léo França abriram as conversas sobre a sucessão na presidência da Câmara Municipal. Conversaram no Mineiro e deu a impressão de que o atual presidente Júnior Coruja está apoiando Octávio Sampaio para sucedê-lo, a partir de 1° de janeiro. No seu canto, Fred Procópio também sonha com o posto, mas ainda espera mobilização do governo municipal em seu apoio.
Rock The Mountain
Por proposta do deputado Yuri Moura, a Assembleia Legislativa vai conceder o Diploma Cristo Redentor ao festival Rock The Mountain, realizado anualmente em Itaipava. Segundo Yuri destacou no projeto, é “em reconhecimento à sua relevante contribuição cultural, econômica, turística e social”. Entre os dados apresentados informou que o evento gera cerca de mil empregos. Além disso, 90% do público que lota o Parque Municipal de Itaipava, 90% vêm de fora do município, fazendo com que a rede hoteleira chegue a 90% de ocupação e gerando grande movimento nos restaurantes e no comércio local.
Idoso digital
O projeto de inclusão digital para idosos aprovado pela Câmara por proposta do vereador Gil Magno e sancionado pelo prefeito é de boa qualidade e de grande importância. É preciso que o governo ponha em prática, para que não se perca mais uma boa ideia.
Calamidade e saúde
A preocupação com o mistério em que o governo municipal transformou medidas que anunciou como importantes para enfrentar a crise financeira, que provoca problemas graves em todas as áreas do governo de Petropolis, chegou ao Conselho Municipal de Saúde. Está na pauta da reunião do CMS do próximo dia 27 (terça-feira) o seguinte item: “Esclarecimentos da Secretaria de Fazenda sobre o decreto de Calamidade Financeira”, que vem sendo estendido há muitos meses e “os impactos que causa na área de Saúde”. Espera-se que a Secretaria de Fazenda exponha as medidas tomadas para reduzir a gravidade da crise e seus efeitos práticos.
E mais
O prefeito foi convidado a visitar a Câmara, no dia 10 de novembro. É uma tentativa de esclarecer o que aconteceu com as finanças municipais, qual é a real situação atual, que medidas foram adotadas para enfrentar essa crise e o que será feito daqui em diante. Resumindo: os vereadores esperam que, até lá, o prefeito tenha alguma ideia do que pode ser feito para proteger os recursos destinados aos setores prioritários, como saúde, educação e assistência social e para manter vivos outros serviços. E não custa nada perguntar se há algum projeto para enfrentar a situação caótica da coleta de lixo e da limpeza urbana de um modo geral. A cidade nunca esteve tão suja. Há quem diga que o prefeito não comparecerá. A ver!
Placar preocupante
Se a proposta de convidar o prefeito foi aprovada pelo plenário da Câmara, por 8 a 7, já dá para prever dificuldades para o governo enfrentar um dos pedidos de cassação do mandato do prefeito que devem também ser votados, para que os vereadores decidirem se aceitam ou não iniciar o processo. Como as previsões em torno das finanças são de tempos ainda mais difíceis nos dois últimos meses do ano, estará formado o ambiente político propício para os opositores do prefeito.
Ausência do estado
Duas notícias policiais divulgadas nos últimos dias merecem comentários. O caso da mulher agredida e morta pelo companheiro, no Morin, mostra como, na realidade, estamos distantes de respeitar a legislação que protege as mulheres contra a violência doméstica. O suspeito do crime tem histórico de violência doméstica contra a vítima. Estava preso, deixou a prisão e nenhum mecanismo de proteção evitou que ele voltasse a atacar a mulher. O outro caso é o do morador de rua morto na Ipiranga. O crime aconteceu a poucos metros da Secretaria de Assistência Social, que, teoricamente, deveria contar com recursos para acolher e cuidar dos desassistidos e mal tem dinheiro para pagar suas contas.
STF confirma piso da enfermagem
O vereador Léo França antecipou a discussão do pagamento pela Prefeitura, dos pisos mínimos para enfermagem. Ele falou sobre o assunto na quinta-feira e ontem o Supremo Tribunal Federal decidiu que o piso é constitucional e deve ser pago aos trabalhadores. O piso legal, então, é de R$ 4.750 para os enfermeiros, R$ 3.325 para os técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares de enfermagem e parteiros. Petrópolis não respeita este piso e não se sabe o que é feito do dinheiro enviado pelo governo federal para complementação do piso.
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