Edição: sexta-feira, 13 de março de 2026

Fernando Costa

COLUNISTA

Fernando Costa

Feliz aniversário Petrópolis!

Você possui a beleza de jovens aos 15 anos, embora na contagem do tempo 183 anos a contemplem.

Exala o hálito puro da serra e, insinuante, deixa despir-se pelos raios do sol revelando-se a cada momento mais encantadora, atraente, convincente e perfeita no conteúdo e na forma.

Serração e aragem misturam-se à neblina, e vejo-a envolta em véus como Elêusis...

Petrópolis, celeiro de poetas, de gente bonita que trabalha, estuda e produz.

Petrópolis, Cidade Imperial das Américas. Nós nos orgulhamos de você!

Abraça, aquece, acolhe, acalenta, ama e alimenta quem a procura.

Cidade charmosa, de clima ameno, onde até o frio é motivo de felicidade e contentamento.

Ar aristocrático, no entanto grande, nobre, simples como os sábios. Possui em seu brasão as seguintes inscrições: “Altiora Semper Petens” mantenha-se sempre nas alturas!

Traduz a alma e índole de seu ordeiro povo. Bela tanto em suas linhas sinuosas ou retas. Respira cultura.

Não é somente cidade das hortênsias, mas dos lírios, agapantos, bromélias, azaléas, buganvílias, amores-perfeitos, camélias, magnólias, ipês-roxo, róseos e amarelo, orquídeas e rosas em mil tons dentre outras a enfeitarem este imenso jardim de Deus.

Suas palmeiras imperiais dão um toque de dignidade e fidalguia que só fica bem em você. Petrópolis, síntese do amor.

Tudo é atraente nesta serra da Virgem de Fátima a nos abençoar. Não vejo qualquer infidelidade a meu rincão natal Três Rios, (de lá, guardo no escrínio de meu coração inesquecíveis lembranças), mas concordo plenamente com meu confrade e amigo professor Geraldo Ventura Dias quando em momento de rara felicidade exprimiu no hino de Petrópolis: ”quem pensa que é feliz em outra terra é porque, ainda não viveu aqui”.

Sempre crio um pretexto quando a trabalho ou lazer e incluo no trajeto Araras, Cremerie, Bingen, Fazenda Inglesa, Corrêas, Samambaia, Quitandinha, Itaipava, Cascatinha, Nogueira, sem falar dos belos recantos do centro.

A Municipalidade precisa aprimorar e ampliar sua infraestrutura turística, sobretudo hoteleira, é evidente, mas negar o progresso de Petrópolis é impossível.

As indústrias e comércio convivam em harmonia, sem, contudo afrontarem seus traços históricos, sua tradição, arquitetura e arte.

Não hesito em afirmar que encontrei o paraíso ainda em vida. Mercê dos céus, temos, sempre que possível percorrido o mundo, mas nem os encantos de Atenas, Paris, Cairo, Lisboa, Cascais, Tóquio, Kyoto, Nara, Belém, Jerusalém, Jericó, Roma, Londres e etc., embora me fascinem, são capazes de ocupar o lugar de destaque somente pertencente a você Petrópolis.

Aos domingos, enquanto caminho até a Catedral para a missa das 11h paro indefinidamente e admiro-a cumprindo sua festa diária.

Em Petrópolis, durante certa época do ano, mansões fecham-se; no verão, sobretudo, vestem-se de luz e o espetáculo é total.

O passeio pela Köeler, Ipiranga, Santos Dumont, sobretudo, no Natal, Petrópolis resplandecente nos fez chorar de emoção. Um sonho transformado em realidade.

Seu verde é inigualável, as ruas possuem um quê de mistério. O Palácio Rio Negro, deslumbrante, sob- holofotes multicoloridos tem recebido suas Exas. os Presidentes da República, grande parte do Ministério, Governadores de Estado e muitas outras autoridades nos mais diversos escalões.

Lembro-me o ano de 96 quando reviveu antiga tradição de nossos Presidentes Getúlio Vargas, Costa e Silva como o exemplo do Presidente Fernando Henrique Cardoso e Sra. Ruth, que dentre outros, trouxeram não só a alegria e reavivamento do mundo social e prestígio da encantadora musa inúmeras vezes capital do país. Há tempos estive no interior do palácio, notei o início de obras, tão logo concluídas devolverão ao suntuoso monumento a dignidade merecida.

Petrópolis é o “altar que Deus quis construir na natureza”, foi também de 1894 a 1902 capital do Estado do Rio de Janeiro. Aqui recebemos lições diárias. Casas e monumentos históricos, a Catedral de São Pedro de Alcântara, onde repousam nossos Imperadores D. Pedro II e Thereza Cristina, suas Altezas Imperiais Princesa Isabel, Conde D’Eu, entre outros membros da Família Imperial Brasileira, inúmeros bustos e referências memoráveis.

A Casa de Cláudio de Souza abriga diversas instituições culturais. Ali estão, instalados o Instituto Histórico de Petrópolis, Academia Petropolitana de Letras, Academia Petropolitana de Educação, Academia Brasileira de Poesia Casa de  Raul de Leoni e a Academia Petropolitana de Letras Jurídicas.

Petrópolis dos palácios, Museu Imperial (agora apresentando o belíssimo espetáculo Som e luz), do Grão Pará, do Castelo de Itaipava, Palácio de Cristal, dos Correios e Telégrafos, o antigo prédio do Fórum ora transferido para a Avenida Barão do Rio Branco. Petrópolis do internacional Palácio Quitandinha! Petrópolis localizada no alto da Serra da Estrela, 840 metros de altitude, 1.080Km2 de clima ameno e verões brandos. Petrópolis do Orquidário Binot, da Casa do Colono, da pista Imperial de Esqui, de nossos Canarinhos, dos Corais: Municipal de Petrópolis, da UCP, do 32º BIL, do Seminário Diocesano (a celebrar 77 anos de sua fundação), Casa de Santos Dumont, da Imprensa, Rádios e TV, dos templos como, por exemplo, o Luterano, Batista, Metodista, Matriz de Cascatinha, do Convento Sagrado Coração de Jesus, Fraternidade Franciscana, a Capela do Amparo, Mosteiro da Virgem, Notre Dame de Sion, de Oxossi, São Francisco de Assis, Grupo Fraternidade Espírita Oswaldo Cruz,  Alan Kardec, dos Clubes Campestres e Sociais.

A Universidade Católica, adornada pelo relógio de flores, são meus amores.

Lá estudei. Lá fiz amigos. São tantos e inúmeros profissionais do Direito, Engenharia, Economia, Ciências, Computação;  Petrópolis da Faculdade de Medicina, (FASE).

Petrópolis das artes plásticas, cênicas (TEP, Monah, etc.), esportes, dança clássica e moderna. Petrópolis tem tudo para ser o maior centro de turismo da América do Sul.

Orgulhamo-nos de nosso Imperial Museu, fruto da dedicação de Alcindo Sodré, criado em 29 de março de 1940 e inaugurado em 16 de março de 1943.

Muito devemos creio eu, também, ao professor Lourenço Luiz Lacombe e a toda direção daquela Instituição Cultural, hoje sob direção do professor  Maurício Vicente Ferreira, bem como conta a dedicação de laboriosa equipe. Inúmeros profissionais que formam a enorme constelação cultural de nosso país passaram pelos colégios São Vicente, Sion, Instituto Social São José, Escola Ipiranga, Plínio Leite, Werneck, São José, D. Pedro II, Aplicação, Epa, Liceu Municipal, Colégio de Cascatinha, Santa Isabel, Cultura Inglesa, Aliança Francesa, Opção, HealthyPerson e tantos mais.

Elevada à cidade em 16 de março de 1843, sob as bênçãos e vontade de nosso magnânimo Imperador Dom Pedro II e graças ao pulso firme e senso estético, arquitetônico e idealização do engenheiro Júlio Frederico Köeler, sem nos esquecermos do empenho do mordomo Imperial Paulo Barbosa. Petrópolis em relíquias do império, com muita justiça um dos mais belos cartões postais do Brasil.

Petrópolis da Bauernfest e de nossos queridos colonos alemães, italianos, portugueses, franceses, africanos.

Petrópolis, eterna poesia, minha rainha, a quem prometo ser fiel e amá-la ainda que me faltem todas as forças porque possui a pureza de mãe, o ombro amigo se choro, os braços estendidos se sorrio. Petrópolis adotou-me como se filho fosse, Petrópolis de onde não sairei, jamais.

Edição: sexta-feira, 13 de março de 2026

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