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sexta-feira, 27 de março de 2026


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Fernando Costa

COLUNISTA

Fernando Costa

As Dores de Maria

O Criador escolheu Maria para trazer à luz o Divino Filho Jesus.

A partir do "Fiat,” cumprindo a profecia bem antes predita, uma lança vazaria seu coração, por isso Mãe das Dores.

Jesus ao exalar o último suspiro, legou-nos por testamento Maria, Sua e nossa Mãe na pessoa de João, o Apóstolo amado: "Mãe eis aí o teu filho", "filho eis aí tua mãe".

Jesus foi sepultado.

Maria permaneceu orante em vigília junto aos Apóstolos.

Mais um Vaticínio cumprir-se-ia: a ressurreição.

João, tão logo sabedor de que o túmulo estava desocupado, para lá seguiu, entrou e encontrou o sepulcro vazio.

Ele viu e creu.

Também Simão Pedro o acompanhou e entrou no jazigo e testemunhou que o sudário e os panos de linho estavam dobrados em um lugar à parte porque Jesus não mais ali estava.

Ambos voltaram para casa e correram a levar a boa nova a seus Confrades.

Feliz é Maria que entre todas foi à escolhida e nos deu por herança o céu através de nosso Salvador Jesus.

Feliz João, conviveu com o amor de Cristo e presenciou seu renascimento.

Obrigado mamãe, por nos fazer íntimos de Maria, canal neste interligare entre a abóbada celeste e a terra, partilhando conosco o amado Filho Encarnado, que mesmo não vendo-O fisicamente podemos sentir o Seu amor, Sua presença na folha a cair, na flor a desabrochar, na água a murmurar, no ar e na chuva, e em tantos outros elementos indispensáveis à vida.

Nas horas que vacilamos O sentimos segurando-nos pela mão, nas adversidades e provas do dia a dia recorremos ao pálio da Mãe Maria, à misericórdia Divina, aos Anjos e Santos, intercedendo nesse particular também à Eliza mãe da terra, na aguerrida busca da restauração de nossas forças.

Sabemos, acumulam-se os espinhos na fronte do Crucificado toda vez que um aborto é provocado, no lar desfeito, se o semelhante não é amado, não é respeitado ou é injustiçado.

Se a mesa do pobre e desvalido operário está desguarnecida e é parco seu salário, se não há leito que o abrigue, mais um açoite faz o corpo de Cristo retalhado e o martírio que ensanguentou o coração de Maria é novamente renovado.

Quanto a nós, se sofremos aleivosias mais uma vez recorremos à Maria e falamos também ao ouvido de mamãe que habita os Cânones Celestiais junto de nossos irmãos Cleusa, Renato, Cilene, Marina e também ao lado de nossos avós, de papai, sobrinhos, parentes e amigos.

Elas nos acenam ao maior exemplo da humanidade, o Messias manso e humilde.

Arrependemo-nos ante nossa intolerância muita das vezes desnecessária.

São constantes os pedidos de coragem para prosseguirmos contando nossa história plantada na rocha da memória.

No estágio terreno, diariamente estreitávamo-nos à Mãe de Deus, assunta aos céus através de nossa mãe Eliza, ornadas em róseas túnicas e esvoaçantes véus, e clamamos, e pedimos velem por nós, redobrem nosso vigor, nos deem determinação e lucidez até que chegue o derradeiro momento do definitivo retorno em resplandecente luz e quiçá purificados, estejamos aptos a receber o "veredicto” aeternam" de Jesus Cristo.

O “Fiat” de Maria traduziu o abraço à  humanidade com o maternal amor dando-nos a primazia de nos tornarmos irmãos do Verbo Encarnado.

Eliza derramou Maria em nossos corações, tendo-a como Estrela Guia e Porto Seguro.

Agradecemos ao cosmos pelo "sim" de Maria e também à mamãe Eliza por deixar-se iluminar pela sarça ardente encaminhando-nos a Cristo, luz do mundo.

Maria esposa, mãe, guardiã, conselheira e  Apóstola, criou, educou e formou Jesus, o Cristo, o menino Deus, para a vida, fazendo-se presente em todas as horas de Sua vida, quer na fuga para o Egito, protegendo-o do massacre (por isso, Mãe do Desterro), no templo quando encantava ou surpreendia os doutores da lei perplexos por Sua sabedoria e autoridade, e também por ocasião das Bodas de Caná, ante a falta de vinho, tanto que disse ela aos serventes "fazei tudo o que Ele vos disser", constituindo-se ainda Maria viva e perseverante presença no Cenáculo junto aos Apóstolos unânimes em oração.

A Mãe do Belo Amor dedicou-se por inteiro ao Divino Filho e só viveu para o seu e nosso Senhor, com ênfase especial por ocasião da paixão junto à cruz na hora derradeira.

José, fiel e orante, também, recebeu sublime missão, a de ser esposo da Doce Mãe e Pai adotivo de Jesus, sal da terra e Luz do mundo.

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