COLUNISTA
Todos os dias procura-se exercitar as palavras de Dom Filippo Santoro, anterior Bispo Diocesano e hoje Arcebispo Emérito, em Taranto Itália por mais de uma vez em suas homilias nos dizia: devemos viver cada dia de uma vez.
Confesso, cumprir essa orientação não é fácil no universo pessoal, quanto mais nas searas pessoais e profissionais.
Em adágios populares, na música e em outras manifestações, alguém, vez por outra, nos chama a atenção para vivermos.
Em tom alegre digo sempre: sigo a trilha de Gonzaguinha, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e mesmo desafinado entoo “Viver e não ter a vergonha de ser feliz...” “Deixa a vida me levar...”, “Começaria tudo outra vez...” “Eu sei que vou te amar...”
É verdade.
Para ser feliz, basta querer ser feliz.
Nem sempre o status é o principal e nem condição “sine qua non” à plena realização.
Cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém diziam nossos pais e avós, no entanto só se subsiste uma vez.
Não diria, por isso, haveríamos de ser simples “Bon Vivant”.
Aquele ao deixar a bermuda, toalha molhada espalhada ou dia e noite no vídeo game, celular em punho ou de pernas para o ar sem um objetivo na vida está mais para desorganizado e desocupado.
No entanto, é realidade, o tempo passa como um meteoro e sem segundo turno.
Por isso, não custa desfrutar bem e com critério.
Fazer contenção, apertar o cinto, cortar o supérfluo, mas, não se deixar escravizar.
Como é bom relembrar momentos, jogando para longe, tudo quanto nos fez sofrer.
Dele retemos a depuração e o aprendizado, mais nada.
Fomentar amargores, ressentimentos adianta?
Sonhar é bom.
Concretizar é melhor.
Vivamos o presente e o aqui e agora.
A desculpa nem sempre deve ser uma caderneta polpuda quando a felicidade pode estar num cachorro quente desses vendidos no automóvel estacionado em frente à Tribuna de Petrópolis ao anoitecer quando os jovens o saboreiam com prazer ou um saco de pipocas encontrados à venda bem à Praça da Liberdade.
Percebi pessoas trocarem a necessidade de uma prótese dentária ou um automóvel por um fim de semana em Paris.
Vi outra quebrar um de seus dentes pelo simples prazer de comer um “torrone” espanhol... São parecidas com aquelas adeptas do hedonismo.
Ele busca o prazer custe o que custar ou o epicurista, por ir de encontro ao deleite ausente em dor ou sofrimento seguindo os passos do grego Epicuro.
Admiro meu irmão Célio Barbosa que não raro presenteia-se com a “Água da Pedra Salgada”, de Portugal, mas, se for preciso tomar a mesma da nascente à Estrada Rio Petrópolis se crê, o fará com a fidalguia de um Mestre-Sala porque é elegante no existir e no ser.
Quem não gosta de um delicioso jantar no Majórica, a casa dos bons pratos e de fino trato, Locanda de La Mimosa, Afrânio, Pousada Alcobaça, Parador Santarém só para citar alguns daqui e se for ao Rio, talvez no Bar Inglês do Country Club, Ipanema, a exemplo da memorável noite em que o querido casal Joana e Aloysio Teixeira recebeu um grupo de amigos, Marius, L’Etoile e se em Portugal num dos Restaurantes do Novelista e Dramaturgo Aguinaldo Silva e se em Paris no Tour d'Arjent, Monsieur Alain Ducasse, Boutary, Epicure, L’ Abeille, Aspic, Fouquet’s da Cidade Luz e outros mais?
Porém, um bife bem macio com dois ovos, arroz e batatas fritas, a quem os aprecia faz o mesmo efeito se o coração estiver em festa, no Bar Petisco, localizado na Galeria do Edifício Profissional, tendo como ponto principal a simpatia do casal Lecy e Mário, bem assim, de seus funcionários.
Cultivar um estado de harmonia interior, psiquê, espírito e corpo, é a totalidade, independente das circunstâncias.
A alegria corre o risco de ser efêmera, no entanto a integridade constitui-se o sentimento total e constante.
Contribui à gratidão e o aperfeiçoamento.
Ela é a coerência em pensar e agir. É transcendente à rotina diária, porque é muito mais dos planos da alma. Isso precisa ser aliado à saúde do corpo e alma, aí sim, residirá a completude.
No entanto, não há vida sem a conexão com Deus, Ele é o sentido maior ao encontro da paz.
A perfeição reside muito mais no consistir, do que em ter. A integralidade é o aprimoramento hoje, amanhã e no plano espiritual.
O importante é ser feliz, amar a Deus sobre todas as coisas e não perder de vistas o olhar maternal de Maria, desejar o melhor para si, sem com isso, causar prejuízo a outrem.
Terá alcançado a plenitude.
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