Edição: sexta-feira, 29 de maio de 2026

Fernando Costa

COLUNISTA

Fernando Costa

Valha-nos Deus, clama o povo aflito!

Não sou pessimista nem me dou por vencido.

Mas, permitam-me uma confidência: só ouço,  assisto matérias e fatos que pretendem me convencer de que o Brasil está a  sofrer um naufrágio.

Sei que a Terra de Santa Cruz não é exceção em passar por crises.

E a tal  “marolinha” já virou um “tsunami” a exemplo daquele ocorrido no Japão.

Só se lê sobre falcatruas e desmandos, cruz credo!

Uma ocorrência vai superando a outra.

O  novo escândalo  empana o  anterior.

As C.P.Is mornas e insossas.

As charges nos dizem para não duvidarmos “se elas acabarem em pizza”.

Nesse mesmo barco estamos apinhados aos duzentos milhões de pacientes.

Imbuídos do espírito harmonioso e persistente nos apegamos à fé em uma reviravolta e nossa grande angular permite a que enxerguemos uma luz no fim do túnel.

Resta ainda um fio de esperança em dias melhores.

O trabalho e a  firmeza em nossos propósitos são nossas armas.

Aí reside a chance que poderá abrir a porta da esperada redenção dos milhares de Joões e Marias que se acotovelam nos trens, ônibus e lotações em busca do pão de cada dia.

Resignados às consequências, pobres, médios, ricos, dos grandes centros, meio rural, da agricultura, indústria, comércio, artes, jornalismo, hospitais, instituições de ensino, de todas as áreas desde o profissional liberal até os prestadores de serviços com vínculo empregatício ou não.

A inflação em constante aumento acelera, as contas de luz aumentam, o mercado começa a usar as abomináveis maquininhas...

Os políticos e o supremo mandatário aos quais outorgamos poderes através do voto a que nos representassem precisam cumprir o múnus a eles confiados  ou  encontrem  um porto seguro, o rumo certo e aplaquem o sofrimento da população cansada e calejada.

Nas ruas clamamos por pão, moradia, saúde, educação e uma vida honrada.

É um direito sacrossanto amparado pela Carta Magna do País.

Administradores, nós os governados não merecemos tanto achincalhe.

Ponham as mãos na consciência e respeitem o semelhante.

O que temos presenciado é uma verdadeira afronta à dignidade humana.

Estamos cansados e humilhados.

É uma vergonha quando em  viagem  assistimos pela TV ou nos demais meios de comunicação a balbúrdia e os abusos que aqui ocorrem.

Cada qual pior.

Quando se pensa que não há nada mais a acontecer lá vem bomba.

Que os princípios democráticos e respeito à cidadania estejam em primeiro plano.

Urgem as reformas estruturais de âmbito federal, estadual e municipal nas esferas administrativa, judiciária, trabalhista e tributária.

Haveremos de eleger pessoas de bem que possuam acuidade, percuciência e boa vontade em reduzir os custos, melhorar a qualidade de vida, aumentar a produtividade e com vontade de trabalhar.

É  necessário reduzir a desvalorização da moeda, a carga  de impostos e estar alerta ao crescimento do PIB.

Que o mensalão, Lava-Jato da Petrobrás e etc. sejam apagadas da memória e restabelecidas a credibilidade pública, a autoridade moral brasileira aviltada e massacrada pela aleivosia e excessos.

Rezemos, trabalhemos e sonhemos.

É indispensável crer e concretizar. O Brasil merece e agradece.

Virgem Santíssima Aparecida nas Águas do Brasil, Deus Uno e Trino e demais eleitos do Canon Celestial, direcionem nossa terra a mãos seguras e firmes a fim de que não afundemos de vez.

Se formos dignos de mais esse favor, operem um milagre e conduzam a República Federativa do Brasil a cidadãos competentes, eficientes, capazes a que possamos viver de cabeças erguidas e felizes.

Nosso  povo é  resiliente, repleto em  convicção e ânimo, elas hão de  guiar nossos passos em perspectiva de dias melhores, ainda que passemos por um vale de lágrimas e desafios.

Elas e a primavera assemelham-se, florescem dentro de nós.

A Ilha de Vera Cruz é o “coração do mundo e Pátria do Evangelho”, conforme pontificou Chico Xavier.

Unamo-nos, pois, em  compromisso com a vida, pois a credibilidade não decepciona e o otimismo brasileiro é nossa maior ferramenta de transcendência e conquista.

Edição: sexta-feira, 29 de maio de 2026

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